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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

POST 193: SUSTENTABILIDADE Vs RESULTADOS: ISSO PRECISA MESMO SER UM DILEMA?

Presidente da Divisão de Bebidas da Pepsico no Brasil, Andrea Alvares fala de sua experiência na implantação de políticas sustentáveis na companhia e do desafio de provar que o dinheiro investido na área não era desperdício
 
 
Primeira mulher a assumir o comando de uma área de negócios da PepsiCo no Brasil, Andrea Alvares é uma das duas gestoras que participou como palestrante da edição 2012 da Plataforma Liderança Sustentável. Ao lado de Marise Barroso, ela representa as contribuições da dimensão feminina ao desenvolvimento da sustentabilidade na estratégia de negócios das empresas. "Por que não fazer as coisas com luz, isto é, com transparência? É preciso ter muita coragem para ser transparente", desafia Andrea.
 
 
A executiva acredita na sorte, mas, ainda mais, no trabalho. Já disse em entrevistas que o treinamento e o direcionamento corretos são imprescindíveis para o sucesso de um profissional e, devido a isso, tem se destacado como incentivadora da formação de líderes sustentáveis na empresa que dirige. Com metas e compromissos de sustentabilidade humana, ambiental e de talentos, a PepsiCo envolve suas lideranças com o conceito de Performance com Propósito, conceito que, aliás, é destaque no depoimento de Andrea: significa gerar crescimento sustentável através do investimento em um futuro mais saudável para as pessoas e para o planeta, uma vez que se trata de uma organização global.
 
 
Na opinião da líder, a percepção atual das empresas quanto ao conceito de sustentabilidade ainda é muito "nichada", fragmentada e, portanto, é preciso aplicá-lo de forma transversal aos negócios. "Sistemas e tecnologias não são um problema para essa mudança. Visões e comportamentos, sim", afirmou.



 

A plataforma

Um ponto de encontro com a inspiração e o conhecimento. Essa é a função que a Plataforma Liderança Sustentável, lançada pela consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, se propõe a desempenhar. Segundo Ricardo Voltolini, idealizador do projeto, trata-se de "um movimento que pretende identificar, inspirar, mobilizar e conectar jovens lideranças em sustentabilidade espalhadas pelo Brasil".



FONTE: ADMINISTRADORES

domingo, 2 de dezembro de 2012

POST 181: 10 TENDÊNCIAS EM SUSTENTABILIDADE NAS EMPRESAS

Relatório do GreenBiz aponta que companhias aumentaram investimentos no tema


Algumas das maiores marcas globais levantaram suas bandeiras em nome da sustentabilidade em 2010. Apesar da economia instável, algumas empresas iniciaram seus esforços sobre o tema e outras até dobraram seus investimentos nesta área. Esse movimento confirma a já ultrapassada percepção de que a sustentabilidade não é um conceito válido apenas em períodos de bonança e, sim, uma causa fundamental para a perenidade das organizações.
 


Um modelo mental voltado à sustentabilidade é um fator crucial para a construção de marca e manutenção da competitividade. O investimento em ações de sustentabilidade corresponde à expectativa do público, que espera por resultados concretos das empresas. A pesquisa goodpurpose, realizada pela Edelman Significa, revelou que, em 2010, 81% dos brasileiros mostraram-se mais propensos a comprar produtos de marcas que apoiam causas. Ou seja, não se trata apenas de mais uma preocupação, mas sim de uma exigência do público.

Além de incorporarem os preceitos da sustentabilidade, empresas também devem desenvolver suas ações de forma alinhada aos valores corporativos e comunicá-las com transparência e autenticidade. Segundo outra pesquisa, a Trust Barometer, é necessário agir com consistência sobre a sustentabilidade, já que 57% dos brasileiros acreditam que as empresas apoiam causas não por desejo genuíno e sim por interesse na autopromoção.

Buscar o grupo de ações que deve ser guiado por estes princípios foi a tarefa do
GreenBiz, portal especializado em sustentabilidade empresarial, em seu relatório State of Green Business 2011, lançado em fevereiro deste ano. As 10 principais tendências em sustentabilidade que devem fazer diferença neste ano para as empresas foram traçadas por meio das cerca de 2.200 reportagens, posts, artigos e podcasts publicados em 2010 nos quatro canais do GreenBiz – ClimateBiz, GreenerBuildings, GreenerComputing e GreenerDesign.


Conheça, abaixo, as dez tendências, segundo o relatório do GreenBiz:

1- Gigantes do consumo acordam para o “verde”
Empresas que produzem artigos de alto consumo, como a das categorias de limpeza, alimentos industrializados e higiene pessoal, possuíam um histórico de relutância para atuar com a sustentabilidade, por acreditar que o tema fosse arriscado para seus negócios. Entretanto, este cenário alterou-se radicalmente há alguns anos e as maiores marcas do setor mostraram-se atuantes em suas propostas, como é o caso da Kraft, Procter & Gamble, Unilever e Walmart. O estabelecimento de metas ambiciosas para redução de suas emissões de gases estufa, aumento da reciclagem, redução do uso da água, eficiência energética, uso de energia alternativa, entre outras, são suas principais ações. Um dos exemplos é o Sustainable Living Plan, anunciado em novembro do ano passado pela Unilever, que coloca como prioridade da empresa reduzir metade de seu impacto ambiental até 2020.


2- Empresas almejam o “zero”
Diversas empresas colocaram a meta “zero lixo” em suas perspectivas de negócio. A General Motors, por exemplo, anunciou em dezembro de 2010 que mais da metade de suas 146 indústrias já atingiram o estágio de conseguir reciclar todo o descarte gerado por sua produção. Outras empresas já acertaram suas metas, como a Procter & Gamble, o que revela uma tendência que será encaminhada para este e os próximos anos.


3- Países em desenvolvimento ganham importância na cadeia de suprimentos
A extração de commodities em países em desenvolvimento passou a ser melhor analisada. Ou seja, a produção de minerais, como, por exemplo, o óleo de palma – matéria prima para a produção de diversos alimentos processados – passou a receber atenção maior por parte das empresas. A preocupação com a construção de uma cadeia de produção socialmente responsável inclui a capacitação dos produtores, com programas de geração de renda e incentivo ao empreendedorismo.


4- Transporte “verde” para maior eficiência energética
O ano de 2010 será lembrado pelo nascimento dos veículos elétricos, como os modelos Chevy Volt e Nissan Leaf. Mas as tecnologias e práticas verdes estão emergindo não só para a terra, mas também para o mar e o ar. A Maersk passou a verificar suas emissões de carbono a cada navio em operação; a Alaska Airlines iniciou alguns testes de redução de emissões em seus voos e a FedEx desenvolveu um programa que pretende aumentar em 20% a eficiência do combustível usado em suas operações até 2020. E estes são apenas alguns dos projetos.


5- Alimentação sustentável transforma-se no prato principal
Não faz muito tempo que a agricultura sustentável estava reservada à indústria da alimentação natural, voltada para um mercado de consumidores de nicho preocupados com alimentação saudável. Entretanto, a agricultura sustentável expandiu-se e grandes empresas estão arcando com compromissos neste campo de atuação. O Walmart investiu no ano passado US$ 1 milhão em pequenos e médios fazendeiros para capacitá-los a cultivar de forma sustentável. A Cool Farm Tool da Unilever é outro exemplo de ação que, por sua vez, ajuda a mensurar a emissão de gases estufa das práticas de cultivo.


6- Certificações para todas as indústrias
Existem diversas certificações relacionadas ao negócio sustentável, mas para algumas categorias específicas de produto, restam lacunas. Para isso, organizações e empresas estão fazendo sua parte. O Underwriters Laboratories, por exemplo, criou uma certificação para a indústria dos telefones celulares. A UPS lançou uma certificação para as embalagens responsáveis e um grupo de empresas de vestuário e calçados, que inclui a Levi’s e a Timberland, lançou o Eco Index. A Nike, por sua vez, desenvolveu seu Environmental Apparel Design Tool, para a criação de roupas feitas a partir de material orgânico.


7- Preocupações tóxicas incentivarão alternativas verdes
A revelação de ingredientes tóxicos nos bens de consumo atingiu um pico em 2010, com a crescente importância do tema nas agendas das empresas, ativistas e órgãos regulatórios. Esse movimento jogou luz ao campo da química verde, uma área em crescimento que busca transformar a maneira pela qual os produtos são fabricados, reduzindo ou eliminando determinadas substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, além, também, da redução do impacto ambiental na produção. A BASF e a Dow, por exemplo, desenvolveram uma nova maneira de fabricar o óxido de propileno, que tem uma demanda global de 14 bilhões de toneladas, com redução em 80% do uso da água e 35% de energia.


8- A preocupação com o uso da água só cresce
A preocupação com a redução do uso da água nos processos produtivos estava reservada a empresas que possuíam este subsídio como fundamental em suas atividades. Diversas empresas têm percebido que analisar seu uso da água pode ajudá-las a encontrar oportunidades para eficiência e otimização na produção, além de inovação. Um exemplo é o caso Water

9- Empresas aprendem a fechar o ciclo
A promessa de uma sociedade com ciclo fechado – onde tudo seria reciclado e transformado em novos produtos e embalagens – parece estar cada vez mais próxima de ser cumprida. As empresas têm encontrado maneiras de transformar produtos, principalmente embalagens, em novos. Exemplos não faltam, como a Starbucks que pretende reciclar 100% de seus copos até 2015 e parcerias de empresas com a TerraCyle, empresa de upcylcing, como é o caso da Nestlé aqui no Brasil.


10- Bioplásticos transformam-se em embalagens
Durante anos, a pesquisa por alternativas ao plástico derivado de petróleo liderou o trabalho de especialistas por diversos caminhos. Mas, em 2010, o bioplástico atingiu mais importância na agenda das empresas. Uma subsidiária da Coca-Cola, a Odwalla, afirmou que já substitui suas embalagens de bebidas por plástico derivado de melaço e cana de açúcar e a Pepsico, com a embalagem de seu salgadinho Frito-Lay, feito a partir de um polímero de milho, são alguns dos exemplos.


Além das tendências, o relatório mede a sustentabilidade da economia norte-americana a partir de 20 indicadores, desde o nível das emissões de gases até o investimento em relatórios de sustentabilidade.
 
 
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

POST 170: QUANTO MAIS VERDE MELHOR


O Eldorado Business Tower é um imponente edifício de 32 andares que se destaca na paisagem da marginal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Por estar afastado do conjunto de espigões da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul da cidade, ele parece não ter concorrentes à altura. E, em certo sentido, não tem mesmo. O empreendimento é o primeiro - e, até o momento, o único - no Brasil que obteve a certificação platina, categoria máxima da Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), o principal selo de construção sustentável do mundo. Ao todo, apenas 44 prédios corporativos no mundo pertencem à categoria platina do selo verde emitido pelo Green Building Council (GBC). A pedido de EXAME, o GBC Brasil fez um ranking dos cinco prédios mais verdes do país. Além do Eldorado Business Tower, completam a lista o Eco Berrini, o Rochaverá Corporate Tower, o WTorre Nações Unidas e o WTorre JK. Todos eles ficam em São Paulo e, com exceção do Eldorado Business Tower, pertencem à categoria ouro, logo abaixo da platina (o Eco Berrini está em processo final de avaliação para ser elevado ao padrão platina).

Vistos de fora, esses prédios verdes não dão a dimensão exata do que têm de diferente - mas trazem, dentro de si, uma série de características inovadoras. Quando chove, o Eldorado Business Tower - que tem inquilinos como Gerdau, Odebrecht e General Electric - retém 25% da água que iria parar no rio Pinheiros, reduzindo o risco de alagamentos na vizinhança. A água captada pelo prédio é reaproveitada na irrigação dos jardins e nos vasos sanitários. Os elevadores possuem um mecanismo que recupera energia elétrica durante as descidas. Os vidros de alto desempenho permitem a entrada de 75% da luz solar no edifício e, ao mesmo tempo, deixam 72% do calor do lado de fora. Esse material especial representou um custo adicional de 2,5 milhões de reais para a obra, mas permitiu redimensionar o sistema de refrigeração, gerando uma economia de 4,5 milhões de reais na compra do ar-condicionado.

O Eco Berrini, uma torre de 32 andares, de propriedade do fundo de pensão Previ e alugado para a Telefônica, é mais um prédio que, à primeira vista, se parece com tantos outros edifícios modernos de São Paulo. Mas é uma das primeiras construções na cidade que, desde sua concepção, foi planejada para obter a certificação Leed. Sua fachada é toda envidraçada, o que garante a excelente luminosidade e reduz o consumo de energia. Para evitar a entrada excessiva de calor, a solução foi dividir as janelas que vão do chão ao teto do pavimento em três partes - as janelas superior e inferior, com vidros especiais, retêm mais calor.

Localizado também na região da marginal Pinheiros, o Rochaverá Corporate Tower, da incorporadora Tishman Speyer, é um dos maiores complexos comerciais de alto padrão de São Paulo. Ocupando um terreno de 34 000 metros quadrados, destaca-se por possuir inúmeras áreas verdes, que tornam o ambiente acessível aos que trabalham ou moram nas imediações. É como uma praça interligando uma estação de trem e os dois shoppings vizinhos. "Essa preocupação de inserção no meio urbano é fundamental para os prédios verdes", diz Marcelo de Andrade Romero, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Um edifício verde precisa ser sustentável desde seus primeiros dias de vida, reduzindo os transtornos na vida da cidade, como a quantidade de poeira, o trânsito intenso de caminhões e o barulho na fase de construção. É preciso considerar também que, uma vez de pé, ele não pode sombrear totalmente um prédio vizinho. Deve usar a maior quantidade possível de material reciclado, como refugo de outras obras, ou que tenham rápida renovação na natureza. A compra de matéria-prima de localidades muito distantes deve ser evitada. Não faz sentido, por exemplo, um empreendimento de São Paulo ou do Rio de Janeiro trazer madeira certificada do Acre, já que essa operação envolve um elevado custo ambiental com o transporte.


CUSTO E RETORNO
Para obter a certificação verde, um prédio precisa cumprir vários requisitos: o projeto deve proporcionar eficiência energética, permitir a redução do consumo de água, usar material reciclado, melhorar a qualidade interna do ambiente e apresentar inovações tecnológicas. Com as soluções avançadas que adotam, os edifícios verdes custam até 7% mais do que prédios de alto padrão erguidos sem as mesmas preocupações ambientais. Trata-se de uma conta enganosa. Os prédios sustentáveis também estão se tornando uma exigência no mundo corporativo graças à redução de até 10% nas despesas com manutenção. "O retorno operacional dos edifícios certificados é rápido", diz Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil. O preço do condomínio, evidentemente, diminui, mas não o do aluguel, que tem uma valorização alta. Segundo o portal Zap, maior banco de dados do mercado imobiliário do país, o preço do aluguel por metro quadrado em um prédio com o selo Leed chega a ser três vezes maior do que o de outros imóveis na mesma região.

Apesar da locação mais alta, muitas multinacionais buscam espaços nos prédios verdes para seguir o mesmo padrão de sustentabilidade adotado pela matriz no exterior. "No mundo dos negócios, estar num prédio verde é hoje uma preocupação da maioria das grandes companhias", afirma Roberto Aflalo Filho, sócio do escritório paulistano de arquitetura Aflalo & Gasperini, responsável pelos projetos do Eldorado Business Tower e do Eco Berrini. Aflalo Filho lembra que, nos anos 70, essa era uma preocupação no mundo da construção. A regra era erguer o prédio e vendê-lo rapidamente com o maior lucro possível. Nas duas décadas seguintes, os fundos de pensão passaram a investir em imóveis, o que levou ao surgimento de empreendimentos de alta durabilidade e baixo custo de manutenção. Nos anos 2000, novas tecnologias tornaram viáveis conceitos inovadores que custavam a sair das pranchetas. "A construção de um prédio verde é uma decisão econômica que leva em conta o investimento e o retorno. Um prédio que não incorpora essa visão é como um carro beberrão, que só se desvaloriza e acaba não sendo usado", diz Aflalo.

O valor de um prédio verde vai além do tangível - ele pode ser refletido na imagem das empresas que optam em habitá-lo. "Ao se instalar num edifício assim, uma empresa busca mostrar à sociedade que se preocupa com o meio ambiente", diz Romero, da USP. Pode até ser um passo importante, mas evidentemente não se trata da panaceia dos problemas de sustentabilidade corporativa. Na China está sendo construído o primeiro edifício sustentável com 100% de eficiência energética - produzirá toda a energia que consumir. Ainda em processo de certificação Leed, o Pearl River Tower, na cidade de Guangzhou, é um arranha-céu de 69 andares que prevê a geração de energia por meio de painéis solares e aerogeradores, ventilação em piso elevado e coletores de água da chuva. Entre as empresas que ocuparão o espaço está a China National Tobacco Corporation, uma companhia polêmica por natureza.

LIDERANÇA AMERICANA
O Brasil é atualmente o quarto país do mundo com mais prédios corporativos verdes - 46 empreendimentos obtiveram o selo e outros 490 estão em processo de avaliação. Os Estados Unidos são, disparado, líderes nessa área, com 11 385 prédios verdes certificados, seguidos da China, com 210, e dos Emirados Árabes Unidos, com 50. Dos 44 prédios corporativos verdes no mundo com certificação platina, 33 são americanos. No coração de Manhattan, Nova York, fica a sede do Bank of America, cujo arranha-céu de 55 andares é considerado o edifício mais verde do mundo. Por estar ao lado da Times Square, onde há conexão para quatro linhas do metrô, o prédio do Bank of America dispensa garagens para carros. Na parte invisível para a maioria dos frequentadores, há um engenhoso sistema de armazenamento de gelo que supre 25% da necessidade de refrigeração anual do prédio, reduzindo os picos de energia, comuns em certas horas do dia. À noite, quando a maioria dos funcionários já foi embora dos escritórios, a sobra de eletricidade é usada para produzir gelo para o dia seguinte.

O primeiro prédio verde de Nova York foi o Hearst Tower, sede do grupo de mídia Hearst Corporation. A moderna torre, projetada pelo arquiteto britânico Norman Foster, foi concluída em 2004 e preservou as características do prédio original de três andares, construído em 1928. A torre gasta 26% menos energia do que um prédio convencional, retém 25% da água das chuvas e conseguiu diminuir em 869 toneladas a emissão anual de gases do efeito estufa, o correspondente à retirada de 174 carros das ruas.

Na Índia fica o único prédio corporativo fora dos Estados Unidos entre os cinco mais verdes do mundo. O Kalpataru Square foi o primeiro projeto na Ásia a obter a certificação Leed. Localizado próximo ao aeroporto de Mumbai, o empreendimento foi erguido para impulsionar o crescimento do distrito de negócios de Andheri. Seu projeto previu a redução de até 61% do escoamento da água de chuva, que é reaproveitada na irrigação dos jardins e nos vasos sanitários. Os indianos acreditam que empreendimentos como o Kalpataru Square podem estimular outras empresas a investir na melhoria de sua sede, ajudando a criar uma nova imagem para o país.

OS PRÉDIOS MAIS VERDES
O Brasil tem 46 prédios corporativos com o selo verde Leed. Abaixo, os cinco melhores. Apenas um deles, o Eldorado Business Tower, pertence à categoria máxima, platina

OS MELHORES DO BRASIL:
Eldorado Business Tower/São Paulo
Eco Berrini/São Paulo
Rochaverá Corporate Tower/São Paulo
WTorre Nações Unidas/São Paulo
WTorre JK/São Paulo
No mundo todo, os Estados Unidos lideram as certificações, com 11 385 prédios corporativos verdes. A seguir, o ranking dos cinco melhores do mundo

OS MELHORES DO MUNDO:
Bank of America Tower/Nova York, Estados Unidos
Banner Bank Building/Boise, Estados Unidos
1200 Nineteenth Street/Washington, Estados Unidos
Kalpataru Square/Mumbai, Índia
1800 Larimer/Denver, Estados Unidos
 

Fonte: Green Building Council

Retirado de Planeta Sustentável

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

POST 168: 15 COMPETÊNCIAS DE LÍDERES DE SUSTENTABILIDADE

Profundamente conectado


Apoia a prática da sustentabilidade em um sentido profundo – honra o trabalho de sustentabilidade e o vê como uma prática espiritual, uma ferramenta para transformação de si mesmo, dos outros e do mundo.
 
Toma decisão de maneira intuitiva – usa formas de conhecimento além da análise racional para colher ideias profundas e tomar decisões rápidas. Acessa esse tipo de informação de forma individual ou coletiva e facilita para indivíduos e grupos fazê-lo também.
Abraça a incerteza com profunda confiança – capaz de, humildemente, descansar em face da ambiguidade, do desconhecido e de mudanças imprevisíveis sem "forçar" uma resposta ou resolução imediata. Confia profundamente em si mesmo e em seus cocriadores e no processo como um todo para navegar através da incerteza.

 

Conhece a si mesmo

Analisa e envolve o ambiente interno – capaz de ter consciência rapidamente e responder às dinâmicas psicológicas em si mesmo para não influenciar de forma inadequada um trabalho de sustentabilidade. Possui uma sintonia profunda com sua "sombra", personalidade e forças emocionais, capaz de "tirá-las do caminho" e manter-se "energeticamente limpo" ao se envolver com os outros.
 
Tem múltiplas perspectivas – capaz de manter intelectualmente e emocionalmente diferentes perspectivas relacionadas a um problema de sustentabilidade, sem estar excessivamente ligado a nenhuma delas. Capaz de discutir a posição e comunicar-se diretamente a partir de diferentes pontos de vista.

 

Gestão adaptável

Dialoga com o sistema – capaz de, repetidamente, perceber o que é necessário para ajudar a desenvolver um sistema, tenta intervenções diferentes, observa a resposta do sistema e se adapta de acordo com ele.
 
Caminha com energia – capaz de identificar e aproveitar as aberturas e oportunidades para mudanças no sistema que são bem recebidas por seus membros, construindo, dessa forma, dinâmica e movimento para driblar obstáculos.

 

Cultiva a Transformação

Autotransformação – capaz de, constantemente, desenvolver-se ou criar o ambiente para o autodesenvolvimento nos domínios intrapessoal, interpessoal e cognitivo, bem como em outras áreas. Capaz de criar comunidades e engajar mentores.
 
Cria condições de desenvolvimento – capaz de criar as condições iniciais que dão suporte ou desafiam o desenvolvimento de indivíduos, grupos, culturas e sistemas. Possui habilidade para sentir o próximo passo no desenvolvimento.
 
Gera espaço – capaz de, efetivamente, criar o espaço adequado para ajudar no progresso do grupo, lidando com a tensão de questões importantes, além de manter o potencial energético para o que é necessário.
 
Maneja as sombras – capaz de dar suporte aos outros para ver e responder adequadamente as suas questões psicológicas e suas sombras "programadas".
 

Navega com teorias e estruturas sofisticadas

Teoria de sistemas e de pensamento – compreende os conceitos fundamentais e linguagem da teoria dos sistemas. É capaz de aplicar sistemas de pensamento para entender melhor as questões de sustentabilidade e apoiar o desenvolvimento de sistemas.
 
Teoria da complexidade e pensamento complexo – compreende os conceitos fundamentais e linguagem da teoria da complexidade, especialmente no que se refere à liderança. É capaz de aplicar o pensamento complexo para melhor compreender as questões de sustentabilidade e apoiar o desenvolvimento de sistemas adaptativos complexos.
 
Teoria e reflexão integral – compreende os conceitos fundamentais e a linguagem da Teoria Integral. É capaz de usá-la para avaliar ou diagnosticar um problema de sustentabilidade e projetar uma intervenção, comunicação sob medida para diferentes visões do mundo e apoiar o desenvolvimento de si mesmo, de outros grupos, culturas e sistemas.
 
Gestão de polaridade – compreende os conceitos fundamentais e linguagem da gestão de polaridade. É capaz de reconhecer e envolver efetivamente polaridades importantes, tais como: subjetiva-objetiva, individual-coletiva, racional-intuitiva, masculino-feminino, estruturada-dinâmica.
 
 
 
Fonte: Barrett Brown, em Liderança no Limite: Liderando a Mudança a Partir da Consciência Pós-Convencional.
Texto de Ricardo Volpini
Retirado do Portal Administradores

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

POST 163: "ENCARAR OS PROBLEMAS DE FRENTE TAMBÉM É SUSTENTABILIDADE" DIZ CEO DA AES BRASIL


Quando assumiu o cargo de CEO da distribuidora de energia AES Brasil, Britaldo Soares confessa que sustentabilidade não era assunto de muita relevância na empresa. "Precisava reposicionar a companhia perante os mais variados stakeholders", contou. Iniciar a inserção do tema no negócio com medidas pontuais representou um grande passo. Mas, após dois anos de investimentos, o recebimento de um prêmio mudaria para sempre as ideias do presidente.

"Aquilo me incomodou muito. A premiação era importante, mas reconhecia uma iniciativa específica da empresa. Notei como nossas práticas eram desordenadas, não engajavam os funcionários numa mesma direção. Aí caiu a ficha", disse Soares. A lição tirada? "Encarar os problemas de frente também é sustentabilidade."
 
 
Ao longo de dois anos, a AES Brasil desenvolveu sua própria Plataforma de Sustentabilidade, para alinhar os princípios e compromissos da companhia com o tema. Aqui, outro desafio para o líder: como fazer dessa política algo inerente ao negócio, que não fosse cortado da gestão na primeira dificuldade financeira? "Pés no chão, pés no negócio", respondeu. Assim, a plataforma passou a integrar o planejamento estratégico, de longo prazo, para cerca de 400 líderes dos diferentes setores da companhia.
 
 
Aplicar esse plano na prática exigiu um processo de educação para mostrar aos 7.500 funcionários da AES Brasil qual o papel de cada um na gestão sustentável e provocá-los a colocá-la em prática. A meta ainda não foi atingida, mas, para Soares, líderes cada vez mais engajados podem garantir o sucesso da empreitada.
 
 
Veja as lições desse caso na palestra de Britaldo Soares na Plataforma Liderança Sustentável.
 
 
 

A plataforma

Um ponto de encontro com a inspiração e o conhecimento. Essa é a função que a Plataforma Liderança Sustentável, lançada pela consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, se propõe a desempenhar. Segundo Ricardo Voltolini, idealizador do projeto, trata-se de "um movimento que pretende identificar, inspirar, mobilizar e conectar jovens lideranças em sustentabilidade espalhadas pelo Brasil".
 
 
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

POST 157: COMUNICAÇÃO AMBIENTAL: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

Comunicação ambiental parece uma coisa simples, mas não é. Não se trata do fato de simplesmente usar uma mídia e falar sobre meio ambiente. A Comunicação Ambiental envolve universos distintos e dentre eles, os principais são o da comunicação, com suas mídias e todo seu alcance, e o meio ambiente, com suas particularidades.
Quando falamos em comunicação ambiental não temos a exata noção da proporção do que ela é capaz de abranger. Ela certamente não se refere somente à comunicação que vemos nas grandes mídias, feita por grandes empresas. Este tipo de comunicação está inserido em cada setor da sociedade das mais diversas formas. Dentro de casa, na escola, no bairro e em boa parte dos lugares por onde circulamos, se repararmos bem, tem sempre alguém querendo dar uma atenção a mais à questão ambiental.
Para termos uma noção do que a Comunicação Ambiental é capaz de abranger, podemos notar que ela está diretamente ligada a atuação de órgãos governamentais como a Defesa Civil, empresas cujo atividades impactam o meio ambiente, órgãos reguladores, políticas públicas, enfim, é uma gama de setores e atividades que tentam promover a interlocução entre organizações governamentais ou não e sociedade.
Hoje em dia está na moda falar sobre meio ambiente. Mas, até que ponto esse monte de informação está ajudando a promover a mudança de atitude nas pessoas em prol de um mundo mais sustentável? Até que ponto a comunicação ambiental empresarial não passa de um greenwash?
união coletivo rede
Nesse caso, é intrínseca a diferenciação entre o que é de fato comunicação, o que se caracteriza pela bilateralidade e troca de informações e o que é propaganda, o que visa a promoção de uma marca ou produto, muitas vezes não levando em conta a opinião do receptor.
Sem dúvida o tema meio ambiente ocupa hoje um lugar de destaque na mídia mundial. Independentemente de qual for o enfoque, falar de meio ambiente hoje requer muito cuidado. As pessoas não admitem informações distorcidas e tendenciosas, sobretudo quando se fala de meio ambiente.
ciclo verde
Exemplo disso foi a mineradora Vale, que no início do ano de 2012 recebeu o título de pior empresa do mundo. Apesar de todos os esforços da comunicação para que a Vale parecesse uma empresa ambientalmente e socialmente responsável, nada substitui ações de caráter verdadeiro quando se diz respeito aos direitos humanos, condições de trabalho e exploração da natureza. Para ler mais sobre o assunto, acesse: Estadão e G1
A comunicação ambiental pode causar um estrago ou pode contribuir para a construção de pessoas ambientalmente mais conscientes. Depende de como ela é feita e de quais os interesses estão por trás.
A comunicação ambiental, assim como a comunicação como um todo, só depende do modo como é feita e utilizada. Quando respaldada por ações consistentes, pode ser a garantia de sucesso de uma empresa.
No mês passado, o Dan e a Zilah, colegas e colunistas do Coletivo Verde, participaram do V Congresso Brasileiro de Comunicação Ambiental em Belo Horizonte. Após uma série de debates sobre comunicação ambiental os dois deram seus depoimentos sobre o assunto:
Dan Lima, Advogado e Consultor em Sustentabilidade
“O Congresso foi legal, mas deixou claro o quanto precisamos avançar neste assunto. Todo mundo está tentando fazer comunicação ambiental. A preocupação é que ainda estamos reproduzindo velhos formatos que não trazem qualquer ganho ambiental. As empresas e os órgãos públicos continuam fazendo propaganda. As empresas insistem em fazer os imensos, enfadonhos e desnecessários relatórios anuais de sustentabilidade. Livros bonitos, bem encadernados com fotos maravilhosas, tudo para dizer que a nossa empresa leva um grupo de crianças para plantar árvores. Francamente, comunicação ambiental não pode ser apenas isso. A comunicação ambiental pressupõe um trabalho contínuo de conscientização de todas as pessoas envolvidas.”
Zilah Rodrigues, 27 anos, publicitária, assessora de projetos no Terceiro Setor
“O lado mais interessante de participar desse congresso foi ver que a comunicação ambiental não se limita a profissionais de comunicação, é praticamente indispensável que profissionais de outras áreas acompanhem o processo que envolve conhecimento técnico sobre diversos assuntos.
Durante os dias em que estive presente no evento, a principal conclusão a qual cheguei foi que para trabalhar com comunicação ambiental ou com qualquer outra coisa, antes de tudo, é preciso acreditar no que você faz. Foi decepcionante ver um colega de profissão (não me lembro o nome e acho que não caberia citar aqui) com opiniões tão divergentes, acreditando que a comunicação não é capaz de cumprir seu papel de informar as pessoas e gerar mudanças de comportamento.
Como dito antes, a comunicação ambiental envolve uma série de conhecimentos técnicos que não são de domínio exclusivo dos comunicadores. Se um profissional de comunicação não acredita naquilo que faz, me resta pensar que um de nós dois está no lugar errado. Ou ele, ou eu.”
 
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

POST 154: COMBINAR FONTE DE ENERGIA É MAIS EM CONTA PARA AQUECER ÁGUA

Utilizar a eletricidade com o gás natural e os painéis solares é a opção combinada mais em conta a longo prazo para o aquecimento de água em residências. A conclusão é de pesquisa do engenheiro elétrico José Carlos Saraiva, realizada no Programa de Pós-Graduação em Energia da USP. O estudo também ressalta que instalar durante a obra a infraestrutura necessária para o sistema de aquecimento, como tubulações de água quente, fria, gás e eletricidade, também ajuda a reduzir os custos da utilização de fontes alternativas de energia, mesmo que não sejam adotadas de imediato.
 
 
O engenheiro verificou a infraestrutura de três edifícios residenciais construídos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado de São Paulo, nos bairros da Bela Vista (Centro de São Paulo), Belenzinho (Zona Leste de São Paulo) e no município de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo). Os apartamentos são destinados à famílias com renda mensal de um a dez salários mínimos. “No conjunto Belém L, que tem 38 unidades habitacionais, é utilizada a energia solar juntamente com a eletricidade”, conta Saraiva. “Como as tubulações são individualizadas, cada morador tem seu próprio painel solar individual, o que evita o pagamento de despesas por todos os condôminos e pode estimular os interessados na utilização combinada dos sistemas de aquecimento.”

O conjunto Bela Vista “A”, que possui 57 unidades habitacionais utiliza o gás natural. “O gás natural, apesar do custo de instalação ser 10% maior que a eletricidade, tem um custo de operação e de consumo menor, o que justifica a utilização conjunta dos sistemas”, diz o engenheiro. “O custo inicial da eletricidade é menor, pois só é necessário o chuveiro e tubulação de água fria, que já são instalados durante a obra. Além disso, não é preciso esperar pelo aquecimento da água, evitando desperdício.”

Em Mogi das Cruzes, as 100 unidades da edificação adotaram a eletricidade e posteriormente o aquecimento solar. “A despesa para adequação foi maior, já que foi necessário colocar uma tubulação específica ligando os painéis solares aos apartamentos e sancas para proteger as tubulações, que ficavam nas paredes externas do edifício”, aponta Saraiva. “No entanto, a redução no consumo de energia foi significativa, em média de 25% a 30%, e chegando até a 51% em algumas unidades.”

Nos apartamentos em Mogi das Cruzes, a empresa concessionária de energia que opera na cidade instalou chuveiros que possuem um dispositivo automático de controle de temperatura. “Esse sistema permite que o chuveiro utilize apenas a energia necessária para que a temperatura da água atinja o nível desejado pelo morador, reduzindo o consumo”, explica o engenheiro. “A utilização em grande escala poderá contribuir para reduzir o preço do chuveiro.”

De acordo com Saraiva, o sistema de aquecimento mais vantajoso para o consumidor em termos econômicos e funcionais é a combinação de eletricidade, gás e painéis solares. “Embora o custo de instalação seja mais alto, ao longo da operação e do consumo é possível reduzir gastos, já que é possível aproveitar as vantagens dos três sistemas ao mesmo tempo”, ressalta. “Para otimizar mais os custos, as construtoras devem colocar no projeto a instalação de tubulações de gás, água quente e fria próximas dos pontos para instalação dos aparelhos de aquecimento.”

O engenheiro também recomenda que as concessionárias de energia ofereçam facilidades para a aquisição dos aquecedores. “Por exemplo, um chuveiro elétrico comum de 5.500 watts usado por uma família de 4 pessoas, consome mensalmente cerca de R$35,00 de eletricidade, enquanto o gasto com gás natural é de R$ 29,30”, aponta. “Também as especificações de infraestrutura das obras devem prever a utilização de outras formas de aquecimento, como no caso dos diâmetros de tubulação para gás, em geral adaptadas apenas para o uso do fogão.”

A pesquisa foi orientada pelo professor Murilo Tadeu Werneck Fagá, do Programa de Pós-graduação em Energia da USP. O estudo é descrito em dissertação de mestrado apresentada no último dia 26 de março. O Programa é realizado conjuntamente pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), Escola Politécnica (Poli), Instituto de Física (IF) e Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

POST 151: BICICLETA DE PAPELÃO É A ÚLTIMA NOVIDADE ECOLÓGICA

Um empreendedor israelense, conhecido como Izhar Gafni, espera revolucionar o ''transporte ecológico'' com sua mais nova criação: uma resistente bicicleta de papelão, que possui um custo de produção em torno de US$ 10 e pode ser construída com material de reciclagem.

Além de barata, a bicicleta, que é resistente à umidade e à oxidação, ainda pode suportar até 140 quilos de peso. Como seu chassi é inteiramente revestido por uma camada de material impermeável de cor marrom e branca, o papelão acaba ganhando um aspecto de plástico.
 
''Trata-se de uma bicicleta urbana, a mais simples que pode imaginar, mas suficientemente resistente para se transformar em um bom meio de transporte ecológico'', explicou à Agência Efe o empreendedor israelense.

Morador de uma cooperativa rural em Emek Jefer, no norte de Israel, o mecânico autodidata criou sua bicicleta com base em outra invenção: uma canoa feita de papelão com materiais altamente resistente à água.

''Quando trabalhava na Califórnia adquiri conhecimento em canoa. Depois, passei vários meses estudando o tema. Ao retornar para Israel, tive a ideia da bicicleta e passei a me cobrar. Afinal, nunca havia visto uma bicicleta de papelão'', afirmou Gafni.

A escolha pelo projeto da bicicleta também não foi por acaso, já que Gafni, nascido e criado no kibutz Bror Jail (no sul do país), sempre teve uma em casa. Aliás, a bicicleta é o meio de transporte mais habitual entre os membros destas comunas rurais israelenses.

Batizada como BV6, a invenção de Gafni foi elaborada em quatro anos e contou com seis protótipos, já que o empreendedor queria testar a fundo os limites e possibilidades do papelão.

''Consultei vários engenheiros e, no começo, construí uma bicicleta pequena que mais parecia uma caixa de mercado com rodas'', brinca o inventor antes de reconhecer que ''o mais duro foi desenvolver a tecnologia para conseguir dar forma a sua bicicleta''.

Ao longo de suas pesquisas, Gafni começou a trabalhar com os princípios da papiroflexia japonesa e, com isso, conseguiu aumentar em até três vezes a capacidade de resistência do material. Neste aspecto, a técnica até parece ser simples, já que consiste apenas em dobrar e sobrepor o papelão.

Considerada um meio de transporte ecológico por não emitir gases poluentes, a bicicleta aparece como uma boa alternativa para contornar o problema da poluição causada pelos automóveis. A bicicleta de Gafni, além de seguir esta mesma linha, ainda se apresenta duplamente ecológica, já que é elaborada com papelão de reciclagem.

Outra das vantagens é que não precisa de montagem prévia. A bicicleta de papelão é uma única peça, incluindo as rodas. Por conta deste fato, a invenção de Gafni praticamente não exige manutenção.

O inventor israelense acredita que no prazo de um ano e meio sua bicicleta de papelão já estará disponível nos mercados, principalmente em Israel, na Europa e nos Estados Unidos. Apesar de seu custo girar em torno de US$ 10, a bike deverá custar entre US$ 60 e US$ 90.

Segundo Gafni, sua invenção foi bem aceita no mercado, principalmente por não exigir muita técnica para sua fabricação, e também já despertou o interesse de vários países europeus. Entre seus possíveis clientes, aparecem algumas prefeituras, que querem adquirir as bicicletas para alugar aos moradores da cidade.

Atualmente, após o sucesso de sua primeira invenção, Gafni trabalha em um novo modelo, que, inclusive, conta com um motor elétrico removível, De acordo com o inventor, esse modelo atende uma demanda deixada por seu primeiro modelo e é destinado às grandes companhias, que precisam de veículos rápidos e baratos para facilitar o transporte de seus funcionários.

Após a construção das bicicletas, motorizadas ou não, Gafni já pensa em construir cadeiras de rodas e carrinhos de bebê com a mesma técnica, ou seja, de papelão.

''Gosto dos meios de transporte e até já construí uma moto usando todos os tipos de materiais'', completou o empreendedor, que acompanha o processo de desenvolvimento e financiamento de suas invenções com amparo de uma companhia de soluções tecnológicas.

Fonte: EFE

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

POST 137: SCHWARZENEGGER CRIA INSTITUTO COM FOCO NA SUSTENTABILIDADE

O ex-governador da Califórnia e astro de Hollywood, Arnold Schwarzenegger, anunciou a criação de um centro de estudos voltado às políticas nacionais e globais com foco na sustentabilidade: o Schwarzenegger Institute for State and Global Policy.

A iniciativa, que tem o apoio da Universidade do Sul da Califórnia, pretende debater medidas eficazes para que os líderes políticos possam fortalecer cinco áreas prioritárias do desenvolvimento sustentável:
- educação;
- energia e meio ambiente;
- política fiscal e econômica;
- saúde e bem-estar humano e
- reforma política.
 
Para tanto, o instituto contará com a participação de membros de alto nível para as discussões. Entre eles:
- Vicente Fox, ex-presidente do México;
- Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC);
- George Shultz, economista e ex-secretário de Estado dos EUA e Henry Cisneros, ex-prefeito da cidade de San Antonio, no Texas, e ex-membro de gabinete do governo Clinton.

Em nota, Schwarzenegger disse que o instituto lhe dará a oportunidade de dividir a experiência que acumulou enquanto esteve à frente do governo da Califórnia - período em que ficou famoso pelas políticas dedicadas ao meio ambiente. Em 2006, por exemplo, o astro de Hollywood lutou pela aprovação da lei AB32, que prevê a redução de 25% das emissões de gases causadores do efeito estufa na Califórnia até o ano de 2020 e, ainda, estabelece que, pelo menos, um terço da eletricidade do Estado deve ser gerada a partir de energias renováveis.

A criação do Schwarzenegger Institute for State and Global Policy demandará cerca de US$ 20 milhões, que serão obtidos por meio de captação de recursos e doações. O próprio astro de Hollywood irá doar parte da quantia, mas o montante não foi divulgado.
 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

POST 128: CASA ECOLÓGICA FEITA COM 4 MIL PNEUS É CONSTRUÍDA EM SÃO PAULO


Ja foram usados quatro mil pneus para a construção da casa.

Uma casa ecológica está em fase de construção no município de Joanópolis, no estado de São Paulo. Ela já possui quatro mil pneus, mas a estimativa é de que conte com sete mil até o fim da construção. Também foram utilizadas garrafas PET e de vidro, além de latas de alumínio.

Os pneus e latinhas compõem a parede. De acordo com o biólogo Yuri Sanada, a casa é a primeira com esse “sistema” no Brasil. Talvez, por isso, ela não tenha sido bem recebida pelos vizinhos. “Já teve até denúncia por causa da dengue, por causa de mau cheiro dos pneus, mas o fiscal disse ‘é perfeita, é limpa a construção, não tem mau cheiro nem nada’, a resistência inicial é muito complicada”. Para Sanada, ainda é complicado explicar o que é uma casa sustentável.
Além da parede da casa, os pneus também são usados no muro e na escada piscina. Há também outras paredes erguidas com garrafas plásticas. Em relação à segurança do local, os materiais usados dão a estabilidade necessária.

“O pneu já é borracha com uma cinta de aço em volta, então é totalmente seguro. Quando você enche com terra do próprio local estufa o pneu e ele pesa mais de 150 quilos. Então, é uma parede estrutural muito forte”, afirma Sanada. Segundo ele, não há uma coluna que sustenta a casa, toda a parede a sustenta.
A parede de plástico também é construída com ferro, bambu e é preenchida com barro e um pouco de cimento para dar o acabamento. “Fica totalmente resistente”, garante o biólogo. Para a iluminação foram usadas garrafas de vidro.
O teto da parte central da casa é todo coberto de PET. Para isso, foram pegas duas garrafas, que ao serem unidas formam uma só, com dois gargalos e o “ar no meio segurando”. Desta forma, não se pode destruí-la. A laje é edificada por cima da estrutura de garrafas. Ela também será autossuficiente em água e energia elétrica.

A casa ainda está em fase de construção. Ela terá 400 metros quadrados e três andares. No site do projeto (aventura.com.br), que tem apoio do Ibama e da Reciclanip, há a informação de que os detalhes e técnicas da casa serão lançados em documentário e livro para transmitir a técnica e o conceito às pessoas interessadas. Através dele, também é possível acompanhar o desenvolvimento da construção.
Com informações do Antena Paulista.

FONTE: Ciclo Vivo

sábado, 2 de junho de 2012

POST 123: LLX DO EMPRESÁRIO EIKE BATISTA LANÇA PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NO COMPLEXO DO AÇU

Iniciativa engloba parceria com o Jardim Botânico e lançamentos da maior RPPN de restinga do país e de um viveiro de mudas nativas da região
​A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, de Eike Batista, apresentou a maior Reserva Particular de Patrimônio Natural de restinga do Brasil, a RPPN Caruara. Com cerca de quatro mil hectares, a área fica em São João da Barra (RJ), onde a LLX está construindo o Superporto do Açu. Com o objetivo de transformar o local em um centro de conhecimento e pesquisa sobre espécies vegetais de restinga, na solenidade foram assinadas parcerias com o Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).


A iniciativa faz parte do Programa de Conservação da Biodiversidade, um projeto também lançado pela LLX que inclui ainda um viveiro de mudas nativas, com capacidade para produzir 500 mil unidades por ano; e um Estudo de Ecologia da Paisagem, cujo objetivo é identificar características e histórico da região, e contribuir tanto para o planejamento territorial dos empreendimentos do Açu, quanto para a gestão pública na região.
Com isso, o projeto, que faz parte da política da LLX e de todo o Grupo EBX de extrapolar obrigações legais associadas aos licenciamentos ambientais do Superporto, vai promover não apenas ações de preservação da biodiversidade da região, mas também o desenvolvimento de pesquisas aplicadas à utilização e à proteção da restinga. Esta é uma característica especialmente importante para a região de São João da Barra, onde o litoral é considerado o de menor nível de conhecimento da flora. A LLX prova, desta maneira, que é possível conciliar a produção empresarial e a conservação da biodiversidade nas áreas dos empreendimentos e em seu entorno.

PRESERVAÇÃO DA RESTINGA
A RPPN Caruara, a maior de restinga em todo o país, tem aproximadamente 4 mil hectares, o que corresponde a cerca de quatro mil campos de futebol do Maracanã. Este, no entanto, será o seu tamanho no papel, já que a sua área protegida ultrapassa 4 mil hectares, quando somada à faixa de praia. A extensão do terreno da Caruara é maior do que duas vezes a soma de todas as 47 RPPNs registradas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e sua criação garante a proteção de todas as formações naturais da região, como lagoas, remanescentes de restinga em ótimo estado de conservação e o trecho mais preservado da praia.
A área protegida engloba, portanto, um dos principais fragmentos de restinga preservados do Norte do Estado, além das Lagoas de Grussaí e Iquipari, esta última extremamente preservada, desde suas nascentes até sua foz, na Praia do Açu. Por lá, os trabalhos de recomposição vegetal e enriquecimento de espécies serão desenvolvidos dentro da RPPN, favorecendo, desta forma, a ligação da área reflorestada e a flora já existente. Até o momento, já foram plantadas aproximadamente 100 mil mudas.
Após a assinatura da portaria do INEA que cria oficialmente a RPPN Caruara, a LLX se empenhará na elaboração do Plano de Manejo da unidade, fazendo com que se torne a maior referência para a conservação dos ambientes de restinga do país e um ambiente de uso sustentável para todos os trabalhadores e moradores da região.

LLX SE UNE AO JARDIM BOTÂNICO E À UENF PARA PESQUISAS E MANEJO NA RPPN
Neste contexto, as parcerias com universidades e instituições de pesquisa, como o Instituto Jardim Botânico e a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) são uma grande oportunidade para o estudo científico da restinga e para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos ecossistemas costeiros.
É por isso que paralelamente à oficialização da reserva, a LLX lança o Programa de Manejo e Conservação da Biodiversidade Vegetal do Açu, dividido em duas frentes: o centro de estudos e pesquisas para a conservação da biodiversidade em parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e com a Universidade Estadual do Norte Fluminense; e o núcleo de reprodução e manejo de espécies de restingas.
É por tudo isso que a unidade será um polo gerador de conhecimento e uma referência para produção científica sobre a restinga.
A unidade vai proteger, em caráter perpétuo, esse ecossistema, que é um dos mais ameaçado do Brasil.

VIVEIRO
Atualmente, o Grupo EBX está produzindo todas as mudas das espécies nativas que serão usadas para recompor as restingas da região que abrange o Complexo do Açu, no viveiro institucional. Hoje, o viveiro produz e maneja mais de 53 espécies de restingas. Entre elas, estão quatro ameaçadas de extinção: Pimenta da praia (Jacquinia Brasiliensis), Almescla (Protium heptaphyllum), Pau-ferro (Melanopsidium nigrum) e Quixaba (Sideroxylon obtusifolium) – de acordo com lista oficial do IBAMA, Instrução Normativa MMA nº 6, de 23 de setembro de 2008. Outras importantes espécies também reproduzidas no viveiro são Pitanga (Eugenia uniflora), Aroeira (Schinus terebinthifolia), Abaneiro (Clusia hilariana), Bacupari (Garcinia brasiliensis), Camboinha (Myrciaria tenella), Calombo (Pera glabrata), Fruto de guaxo (Cupania emarginata), Murici (Byrsonima sericea) e Guanandi (Calophyllum brasiliensis), entre outras.
O Viveiro Institucional, que ocupa uma área de 8 mil metros quadrados, é composto por Casa de Germinação (onde as sementes coletadas são semeadas); Casa de Sombra (onde as mudas recebem um tratamento especial, com apenas 20% de luminosidade e fertirrigação para otimização do crescimento vegetal); Casa de Crescimento (onde as mudas recebem 50% de luminosidade e são selecionadas as de melhor fitossanidade e mais desenvolvidas); Área de Pleno Sol (etapa final de produção das mudas, onde são expostas diretamente ao sol e ao vento, simulando o real cenário de campo).
Outro importante produto que está sendo desenvolvido por lá é o Guia de Reprodução de Espécies de Restinga, que fornecerá os dados do manejo em viveiro das espécies produzidas, como época e modo de coleta dos frutos e sementes, beneficiamento, secagem, germinação, repicagem, características de crescimento, principais doenças e o modo de combate e rustificação da muda.





FONTE: IDEAL THE REPUTATION AGENCY

POST 119: EMPRESAS QUE NÃO FOREM SUSTENTÁVEIS VÃO PERDER MERCADO, ALERTAM LIDERANÇAS

Rio de Janeiro – A crescente pressão de consumidores em todo o mundo por produtos e processos ambientalmente responsáveis poderá tirar mercado de empresas que não sejam sustentáveis. O alerta foi dado hoje (30) durante o debate que marcou o lançamento do Guia Rio+20, com as principais informações sobre a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O encontro reuniu empresários e lideranças da área econômica e ambiental no Rio de Janeiro.

A presidenta-executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), Marina Grossi, disse que as empresas que não se adequarem aos novos tempos perderão mercado. “Vão ser punidas pelo consumidor, que tem o papel de pressionar e exigir transparência”, disse.

Marina frisou que é possível conciliar obtenção do lucro com uma atitude ambientalmente responsável. “Esse é um dos temas da conferência. A economia verde visa computar os impactos ambientais e sociais. Hoje o custo real de um produto não é registrado”.

O presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin, também alertou para a possível perda de competitividade no mercado das empresas que continuarem a adotar políticas não sustentáveis.
“Você tem dois efeitos, de baixo para cima e de cima para baixo. Tem que ter uma decisão da empresa, mas também um empurrão de baixo, que são os contingenciamentos que o mercado produz. Isso está acontecendo em vários lugares. O lucro não é o lucro financeiro. Tem que ser o produto final da inclusão social, custo do impacto ambiental da produção e, finalmente, o lucro econômico”, disse Klabin.

O Guia Rio+20 pode ser baixado gratuitamente nos endereços www.cebds.org.br e www.fbds.org.br.



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