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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

POST 139: O DESAFIO DE PEDALAR NAS GRANDES CIDADES



Um dos desafios das grandes metrópoles mundiais é lidar com os problemas de trânsito. Investe-se milhões em grandes obras, como viadutos, pontes e avenidas largas, sem contar os investimentos no aumento das linhas de metrô e de trem.
 
Porém, o crescimento acentuado da emissão de poluentes, gerado pelo maior fluxo de veículos, juntamente com algumas deficiências apresentadas pelo setor de transporte público, como a superlotação, por exemplo, fizeram com que as cidades apostassem seriamente em uma nova solução: a boa e velha bicicleta.

O exemplo de outros países
 
Na Europa e Ásia, o hábito de andar de bicicleta está bem mais enraizado nos costumes dos cidadãos. Andar de bicicleta nas capitais da Europa, como Paris e Roma, e também em Tokyo, no Japão, é bem seguro e tranquilo. Além da beleza urbana, são centenas de quilômetros de ciclovias que respeitam as normas de segurança e contam com uma ótima estrutura, como grandes bicicletários e pontos de aluguel de bicicleta.
 
Já em São Paulo e Nova York, a situação é bem diferente. O tráfego pesado e intenso de veículos nos grandes centros empresariais, gerando acidentes fatais quase que diariamente, transforma o ato de pedalar pelas ruas da cidade em uma verdadeira aventura.
 

Bicicletas em Nova York

Para mudar essa situação, a prefeitura de Nova York, em 2006, iniciou um plano de construção de 320km de ciclovias e ciclofaixas, com intenção de dobrar o percentual de deslocamentos diários feitos sobre bicicletas até o ano de 2012.
A infraestrutura foi totalmente inaugurada em 2009 e um ano antes do esperado, já existia o dobro de ciclistas do que havia em 2006.
 
Além das ciclofaixas e ciclovias, 20 bicicletários públicos e 3,1 mil paraciclos foram abertos aos ciclistas.
No meio de 2012, um sistema de empréstimo de bicicletas – serviço que em cidades europeias já é considerado tão essencial quanto ônibus ou metrô -, com 600 estações de aluguel e mais de 10 mil bicicletas, deverá ser inaugurado.
 
Uma mudança profunda, em tão pouco tempo, deveu-se simplesmente à vontade política. O prefeito priorizou o uso da bicicleta como meio de transporte e autoridades asseguraram que essas políticas fossem postas em prática. Ao atingir essa meta, iniciaram projetos para que, até 2030, a cidade tenha mais de 2800 km de ciclovias e ciclofaixas, o que deve triplicar o número de ciclistas.

Críticas

O plano é ousado e, por isso, enfrenta várias críticas. Em bairros onde as ciclofaixas foram instaladas há mais tempo, os motoristas acabaram se acostumando e a aceitação tem aumentado a cada dia. Já em bairros com maior concentração de veículos, ainda existe uma forte resistência.

Mas tudo não passa de uma questão de tempo. O modelo de mobilidade urbana centrado no carro está falindo; várias cidades do mundo já perceberam isso, inclusive São Paulo. É uma questão de tempo para elas se adaptarem.

Mudanças em São Paulo

Em São Paulo, pessoas que andariam de bicicleta não o fazem por medo de pedalar pelas ruas a cidade, enfrentando carros, motocicletas, caminhões e ônibus. O risco é enorme e isso só vai mudar com a construção de uma grande estrutura, como a de Nova York.

São Paulo, atualmente, conta com apenas 48 km de ciclovias. Segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a meta estipulada pelo Prefeito Gilberto Kassab é a construção de 100 km de ciclovias, até o fim de 2012.

Se a meta for atingida, juntamente com as melhorias de infraestrutura, os ciclistas paulistanos se sentirão mais seguros, com certeza, e serão estimulados a adotar a bicicleta como meio de locomoção.

FONTE: Coletivo Verde

sábado, 2 de junho de 2012

POST 120: O MODELO ECONÔMICO ATUAL AGRAVA O DÉFICIT DE ÁGUA DOCE

O déficit de água doce em escala mundial está se tornando cada vez mais grave. Ao contrário de outros recursos naturais, a água é insubstituível e suas existências acessíveis são limitadas, no entanto seu consumo aumenta constantemente.


Simplesmente é impossível que o consumo mundial de água doce prossiga aumentando da mesma forma que durante o século passado. Entretanto, nos países mais pobres, milhões de pessoas morrerem por ingerirem água não tratada. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), a água contaminada é a causa de 80% das doenças infecciosas e epidêmicas.

A premissa de uma política para enfrentar a crise global da água implica o reconhecimento de suas causas. Entre as razões principais destacam-se o crescimento da população mundial e das produções agrícola, industrial e energética, que são as principais consumidoras de água.

Também se contam as consequências ambientais das atividades econômicas e a destruição dos ecossistemas naturais, o desperdício de água e de outros recursos naturais em uma economia concentrada na obtenção de ingentes lucros, na pobreza maciça e na incapacidade dos governos em alguns países atrasados para organizar um manejo eficiente dos recursos hídricos.

Por fim, deve-se mencionar a corrida armamentista e o insensato esbanjamento de cifras enormes de riqueza e recursos em guerras e conflitos.

É, portanto, evidente a inviabilidade de uma estratégia para enfrentar o problema isoladamente de outros desafios globais e do contexto internacional.

Há 20 anos a Green Cross International (GCI) opera com um enfoque de conjunto entre os problemas da segurança, da pobreza e do meio ambiente. Há algum tempo a GCI lançou a iniciativa Água para a Vida. Propusemos-nos realizar uma convenção internacional sobre o direito à água, e em julho de 2010 uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu explicitamente o direito humano à água e ao saneamento, além de admitir que a água potável e o saneamento são essenciais para a preservação de todos os direitos humanos.

Agora é necessária a instrumentalização prática deste princípio, já que até hoje apenas uns poucos países introduziram o direito à água em sua legislação nacional.

A GCI propicia a adoção de medidas destinadas a preservar e manejar racionalmente a água. Além disso, trabalha para acelerar a entrada em vigor da Convenção sobre o Direito dos Usos dos Cursos de Água Internacionais pra Fins Distintos da Navegação e, ao mesmo tempo, promove projetos específicos para garantir o direito à água.

Estou convencido de que a crise da água está estreitamente relacionada com as falhas da economia e da política contemporâneas. Ainda estamos sofrendo as consequências de uma grave crise econômica global. E não podemos nos enganar com o surgimento de alguns indícios de recuperação na economia mundial.

A crise demonstra que o dominante modelo atual de crescimento econômico é insustentável. Este modelo engendra crises, injustiça social e o perigo de uma catástrofe ambiental.

O mundo necessita de uma nova arquitetura política, uma nova arquitetura de segurança, governança global e desenvolvimento sustentável. Este plano deveria basear-se na rejeição de atitudes agressivas e de tentativas de dominar as relações internacionais, bem com na desmilitarização da política internacional.

Há uma clara necessidade de evoluir rapidamente para um modelo diferente, que deve consistir em uma combinação de mercados e iniciativa privada com os princípios de responsabilidade social e ambiental das atividades produtivas e de uma efetiva regulação governamental.

Sustentamos que a realização de grandes projetos nacionais e internacionais com enfoques qualitativamente inovadores sobre o uso da água poderiam se constituir em motores do desenvolvimento da economia global.

Portanto, necessitamos reconsiderar os objetivos do desenvolvimento econômico. O consumo não deve continuar sendo o único e principal condutor do crescimento. A economia deve ser reorientada para metas que incluam a sustentabilidade ambiental, a saúde das pessoas em seu sentido mais amplo, a educação, a cultura, a coesão social e uma clara redução das enormes desigualdades entre ricos e pobres.

Apenas sobre essa plataforma seremos capazes de responder aos principais desafios deste século: segurança, pobreza, atraso e crise ambiental global.


Texto de Mikhail Gorbachev, ex-secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (1989-1991) e ex-presidente da União Soviética (1990-1991).



POST 118: TREM BALA À VAPOR QUEIMARÁ BIOCARVÃO E SERÁ NEUTRO EM CARBONO

Maria-fumaça bala
Engenheiros da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, anunciaram os planos para construir a primeira locomotiva a vapor de alta velocidade.
E com um detalhe ambientalmente auspicioso: a locomotiva será neutra em termos de emissão de carbono.

O projeto, chamado Coalização para Ferrovias Sustentáveis tem um objetivo simples e direto: construir a locomotiva de passageiros mais limpa e de maior potência já feita, demonstrando a viabilidade dos biocombustíveis sólidos e da moderna tecnologia de locomotivas a vapor.
A iniciativa chama-se Projeto 130, uma referência à velocidade planejada para a "maria-fumaça bala": 130 milhas por hora, o equivalente a 209,2 km/h.

Biocarvão
A locomotiva será alimentada pelo que seus projetistas chamam de biocarvão, uma biomassa que passa por um processo de tratamento similar à torrefação do café.
O biocarvão têm a mesma densidade de energia e a mesma facilidade de manipulação que o carvão.
Mas, ao contrário do carvão, não possui metais pesados, produz menos cinza, fumaça e gases voláteis, e é neutro em emissão de carbono.
Segundo o projeto, a locomotiva a vapor de alta velocidade terá um custo de manutenção menor e consumirá menos combustível, além de apresentar vantagens de desempenho em relação às locomotivas diesel-elétricas atuais.
"Criar a primeira locomotiva neutra em carbono do mundo será apenas o início para esta tecnologia que, esperamos, será posteriormente usada para geração combinada de calor e eletricidade no mundo em desenvolvimento, assim como para a redução da dependência norte-americana do petróleo," disse Rod Larkins, um dos engenheiros do projeto.

Motor a vapor moderno
A tecnologia de motores a vapor foi posta de lado há quase um século.
Mas os engenheiros afirmam que, de posse do biocarvão, que lhes permitirá queimar um combustível sem impacto negativo para o meio ambiente, será possível alcançar uma potência significativamente maior em altas velocidades do que as locomotivas diesel-elétricas.
"Este projeto propõe um novo enfoque para o desenvolvimento de locomotivas, olhando para as tecnologias do passado para inspirar soluções para os desafios de sustentabilidade de hoje," disse Davidson Ward, da organização sem fins lucrativos SRI (Sustainable Rail International).
A SRI comprou de um museu uma locomotiva a vapor ano 1937, que será usada como plataforma de testes para a tecnologia de motores a vapor do século 21.
A locomotiva já recebeu o que os projetistas chamam de "restauração cosmética", e agora está sendo levada para uma ferrovia controlada para a SRI, onde serão feitos os testes de alta velocidade.



FONTE: IT

POST 117: LONDRES GANHA ÁRVORE SOLAR PARA AS OLIMPÍADAS

São Paulo - Postes com formas orgânicas abastecidos por energia renovável. Esse é o futuro da iluminação urbana segundo o designer Ross Lovegrove, famoso por misturar ciência, tecnologia e natureza em seus projetos.


Exemplo disso é a monumental árvore solar que brotou em Londres na última semana, por ocasião da Clerkenwell Design Week, uma feira com o que há de mais visionário no setor.

Equipado com células fotovoltaicas que transformam a luz do sol em eletricidade, o poste em formato de árvore vai iluminar a cidade até setembro para homenagear os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres, que prometem ser os mais verdes já realizados.
A “árvore solar” é constituída por folhas com paineis solares e galhos de LED que acendem automaticamente quando escurece. Sem dúvida, um espetáculo à parte que vale a pena conferir.


FONTE: INFO

sexta-feira, 27 de abril de 2012

POST 97: PLANETA NÃO É SUSTENTÁVEL SEM CONTROLE DO CONSUMO E POPULAÇÃO, DIZ RELATÓRIO


O consumo excessivo em países ricos e o rápido crescimento populacional nos países mais pobres precisam ser controlados para que a humanidade possa viver de forma sustentável.

Níveis de consumo em
países ricos são motivo
de preocupação

A conclusão é de um estudo de dois anos de um grupo de especialistas coordenados pela Royal Society (associação britânica de cientistas).
  
Entre as recomendações dos cientistas estão dar a todas as mulheres o acesso a planejamento familiar, deixar de usar o Produto Interno Bruto (PIB) como um indicativo de saúde econômica e reduzir o desperdício de comida.
O relatório da Royal Society será um dos referenciais para as discussões da Rio+20, cúpula que acontecerá na capital fluminense em junho próximo.
"Este é um período de extrema importância para a população e para o planeta, com mudanças profundas na saúde humana e na natureza", disse John Sulston, presidente do grupo responsável pelo relatório.
"Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos".
John Sulston ganhou renome internacional ao liderar a equipe britânica que participou do Human Genome Project, projeto responsável pelo mapeamento do genoma humano.
Em 2002, ele foi ganhador, junto com outro cientista, de um prêmio Nobel de Medicina, e hoje é diretor do Institute for Science Ethics and Innovation, na Manchester University, em Manchester.


Discussão retomada

Embora o tamanho da população humana da Terra fosse no passado um importante ponto de discussão em debates sobre o meio ambiente, o assunto saiu da pauta de discussões recentemente. 
A expansão populacional ameaça
a espécie das abelhas, fator não
computado no cálculo do PIB
Em parte, isso aconteceu porque alguns cientistas chegaram à conclusão de que a Terra seria capaz de suportar mais pessoas do que o imaginado. Além disso, países em desenvolvimento passaram a considerar a questão como uma cortina de fumaça criada por nações ocidentais para mascarar o problema do excesso de consumo.
Entretanto, o tema voltou à pauta de discussões após novos estudos terem mostrado que mulheres em países mais pobres, de maneira geral, desejam ter acesso ao planejamento familiar, o que traria benefícios à suas comunidades.
Segundo a projeção "média" da ONU, a população do planeta, atualmente com 7 bilhões de pessoas, atingiria um pico de pouco mais de 10 bilhões no final do século e depois começaria a cair.
"Dos três bilhões extra de pessoas que esperamos ter, a maioria virá dos países menos desenvolvidos", disse Eliya Zulu, diretora execuriva do African Institute for Development Policy, em Nairóbi, no Quênia. "Só na África, a população deve aumentar em 2 bilhões".
"Temos de investir em planejamento familiar nesses países - (desta forma,) damos poder às mulheres, melhoramos a saúde da criança e da mãe e damos maior oportunidade aos países mais pobres de investir em educação".
O relatório recomenda que nações desenvolvidas apoiem o acesso universal ao planejamento familiar - o que, o estudo calcula, custaria US$ 6 bilhões por ano.
Se o índice de fertilidade nos países menos desenvolvidos não cair para os níveis observados no resto do mundo - alerta o documento - a população do planeta em 2100 pode chegar a 22 bilhões, dos quais 17 bilhões seriam africanos.

Ultrapassando Fronteiras

O relatório é da opinião de que a humanidade já ultrapassou as fronteiras planetárias "seguras" em termos de perda de biodiversidade, mudança climática e ciclo do nitrogênio, sob risco de sérios impactos futuros.

Segundo a Royal Society, além do planejamento familiar e da educação universal, a prioridade deve ser também retirar da pobreza extrema 1,3 bilhão de pessoas.
Pesquisadores recomendam o
controle de natalidade em
países em desenvolvimento
E se isso significa um aumento no consumo de alimentos, água e outros recursos, é isso mesmo o que deve ser feito, dizem os autores do relatório.
Nesse meio tempo, os mais ricos precisam diminuir a quantidade de recursos materiais que consomem, embora isso talvez não afete o padrão de vida.
Eliminar o desperdício de comida, diminuir a queima de combustíveis fósseis e substituir economias de produtos por serviços são algumas das medidas simples que os cientistas recomendam para reduzir os gastos de recursos naturais sem diminuir a prosperidade de seus cidadãos.
"Uma criança no mundo desenvolvido consome entre 30 e 50 vezes mais água do que as do mundo em desenvolvimento", disse Sulston. "A produção de gás carbônico, um indicador do uso de energia, também pode ser 50 vezes maior".
"Não podemos conceber um mundo que continue sendo tão desigual, ou que se torne ainda mais desigual".
Países em desenvolvimento, assim como nações de renda média, começam a sentir o impacto do excesso de consumo observado no Ocidente. Um dos sintomas disso é a obesidade.

PIB

A Royal Society diz que é fundamental abandonar o uso do PIB como único indicador da saúde de uma economia.
Em seu lugar, países precisam adotar um medidor que avalie o "capital natural", ou seja, os produtos e serviços que a natureza oferece gratuitamente.
"Temos que ir além do PIB. Ou fazemos isso voluntariamente ou pressionados por um planeta finito", diz Jules Pretty, professor de meio ambiente e sociedade na universidade de Essex.
"O meio ambiente é de certa forma a economia... e você pode discutir gerenciamentos econômicos para melhorar as vidas de pessoas que não prejudique o capital natural, mas sim o melhore", completa.
O encontro do Rio+20 em junho deve gerar um acordo com uma série de "metas de desenvolvimento sustentável", para substituir as atuais metas de desenvolvimento do milênio, que vem ajudando na redução da pobreza e melhoria da saúde e educação em países em desenvolvimento.
Não está claro se as novas metas vão pedir o compromisso de que os países ricos diminuam seus níveis de consumo.
Governos podem ainda concordar durante o encontro no Rio a usar outros indicadores econômicos além do PIB.



FONTE: BBC

sábado, 21 de abril de 2012

POST 95: GOVERNOS PODEM SER OBRIGADOS A APRESENTAR PLANOS DE METAS SUSTENTÁVEIS LOGO APÓS A POSSE

Presidentes da República, governadores e prefeitos podem ser obrigados a apresentar um plano de metas sustentáveis, noventa dias depois de tomar posse. A obrigatoriedade está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 52, de 2011, que começa a ser debatida esta semana.

Na próxima quarta-feira (18), será formada uma comissão da Câmara dos Deputados, para analisar o texto que foi elaborado por várias organizações não governamentais, como a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Ethos.

O empresário Oded Grajew, um dos colaboradores da proposta, acredita que a PEC pode ser apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho, no Rio.

"Seria uma grande contribuição do Congresso Nacional para a Rio+20. A ONU [Organização das Nações Unidas] tem feito muito pouco para o desenvolvimento sustentável e para combater crises econômicas, sociais e ambientais. A ONU depende do posicionamento de muitos países, mas o Brasil pode mostrar que é possível seguir esse modelo", disse o empresário.

Para Grajew, as metas são essenciais para uma gestão de qualidade e a definição dessas metas pode driblar a falta de informação dos gestores públicos para aplicação de medidas sustentáveis no governo. Esse despreparo vem sendo considerado um gargalo na implementação e evolução de projetos "verdes" na administração pública, como o das compras sustentáveis.

terça-feira, 17 de abril de 2012

POST 93: NY - CIDADE+POPULOSA DOS EUA CAMINHA PARA A SUSTENTABILIDADE

Conhecida pelas fachadas luminosas, vida intensa e pontos turísticos (leia-se Estátua da Liberdade, Ponte do Bronklin, Central Park e etc), a cidade americana de Nova York vem incorporando, cada vez mais, características de uma cidade sustentável.

Dona do título de cidade mais populosa do EUA - e uma das maiores do mundo -, Nova York implementou políticas de mobilidade mais sustentáveis, estimulou a construção de edifícios eco-eficientes e agora triplicou a capacidade de produção de energia solar.
 

As medidas vêm ocorrendo desde 2007, quando foi lançado o PlaNYC (Plano de desenvolvimento sustentável da atual administração). Um dos projetos é o Reiventar o Verde (Reinvent Green), um evento que reúne analistas com o propósito de desenhar ferramentas digitais e aplicativos que permitam aos nova-iorquinos desenvolver hábitos mais sustentáveis. Porém outras políticas mais efetivas estão em andamento.

“A questão é que o modelo de mobilidade centrado no carro está falindo” explicou o consultor dinamarquês Mikael Colville-Andersen

Energia
O anúncio da instalação de dez novos painéis fotovoltaicos foi feito na segunda-feira, 9 de abril, pelo prefeito Michael Bloomberg. Segundo ele, os painéis evitarão, anualmente, a emissão de 205 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Os dez painéis foram instalados em prédios municipais, aumentando a produção solar da cidade para 648 quilowatts anuais, uma quantia ainda tímida, equivalente ao abastecimento de 143 famílias.

Os equipamentos fazem parte do programa “Efficiency 2.0”, que ainda prevê ações de conscientização para a redução do consumo de energia de empresas públicas e a população em geral. Além disso, foram instalados iluminação de baixo consumo em 12 pontos da cidade, o que vai gerar economia de US$ 332 mil anuais e evitar a emissão de 917 toneladas de dióxido carbono.

Desde o começo do PlaNYC foram implementadas energias limpas em 143 instalações e estão programadas outras 99, com as quais se prevê economizar US$ 32 milhões ao ano em custos energéticos.

POST 92: ECONOMIA VERDE - PRESERVAR O PLANETA PODE DAR LUCRO

"Algumas pessoas dizem que a economia verde tem essa cor por causa do dólar", afirma, em tom de brincadeira, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago. O negociador chefe do Brasil para a Rio+20 se permite zombar dos radicalismos, mas admite que o tema central da conferência da ONU, que ocorre entre 16 e 22 de junho no Rio, ainda carece de definições.

Fora a referência óbvia às causas ambientais, o verde, nesse caso, representa o que não é “marrom”, como é chamado o modelo que domina a maior parte das atividades econômicas, em que o avanço de empresas e governos implica em um alto custo para a natureza e a qualidade de vida do homem. O modelo almejado é aquele em que o uso dos recursos do planeta se dá de forma sustentável, sem riscos a espécies e ecossistemas, mas também sem inviabilizar o avanço dos negócios e o bem-estar.


Contagem regressiva para a Rio+20
Como qualquer atividade econômica, que movimenta lucros e interesses, há preocupações com a nova ordem que pode emergir a partir de propostas e modelos discutidos em encontros como a Rio+20. O Rio de Janeiro, na posição de quem deve dar exemplos como sede da conferência, criou uma subsecretaria estadual para a economia verde, ligada à secretaria de Meio Ambiente. Pioneira na implementação do conceito em nível governamental no Brasil, a subsecretária Suzana Kahn, que foi vice presidente do Painel Intergovernamental de mudanças climáticas (IPCC) até 2014, prefere ver a questão com o pé no chão. “No fundo, a economia verde pode manter a situação atual de dominância dos ricos em relação aos pobres. Como nós não temos dinheiro suficiente para investir em tecnologia, acabaríamos tendo que importar os painéis solares e as turbinas eólicas fabricadas por eles”, exemplifica.

Outra área sensível apontada por Suzana é a possibilidade de os países desenvolvidos usarem as novas regras economia verde para implementar barreiras comerciais protecionistas. “O que precisamos é criar salvaguardas para que isso não crie distorções”, alerta.

Desde já estão sendo discutidas formas de fazer com que, a partir da Rio+20, empresas, governos e entidades não governamentais possam estimular uma guinada em relação ao sistema de exploração dos recursos naturais de hoje. O ‘modus operandi’ da economia atual falhou, afirma Suzana, ao deixar de resolver os desafios impostos pelo meio ambiente, ao não se mostrar eficaz para dividir riqueza e ao deixar de promover melhor qualidade de vida para boa parte da população.

A economia, até aqui, caminhou desprezando a limitação dos recursos naturais e criou problemas que vão além dos países, dos continentes, como problemas climáticos, desequilíbrios de abastecimento e elevação do risco de desastres naturais.

sábado, 14 de abril de 2012

POST 87: ENERGIA SOLAR INTEGRARÁ MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA EM 2017

O secretário nacional de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Altino Ventura, afirmou hoje (12) que, em quatro ou cinco anos, a energia solar deverá ter um custo competitivo e passará a integrar a matriz energética brasileira. Segundo ele, hoje o custo de geração desse tipo de energia é três a quatro vezes maior do que o de outras fontes, o que impede que ele seja competitivo.

No entanto, como o custo desse tipo de energia cai, em média, de 15% a 20% ao ano, Ventura acredita que, em no máximo cinco anos, seja possível vislumbrar plantas de geração fotovoltaica (energia solar) voltadas para a distribuição em grande escala e leilões de compra e venda de energia, assim como ocorre hoje com a eólica (gerada a partir da força dos ventos).
“Na medida em que o investidor consiga fazer com custos menores e tenha uma tarifa que a sociedade deseja, a alternativa se desenvolve”, disse Ventura, em seminário sobre energia solar no Rio de Janeiro.

O secretário afirma que o desenvolvimento da energia solar dependerá do mercado. Segundo ele, o governo, apesar de ter interesse em incentivar essa fonte energética, não forçará sua adoção. “O Ministério de Minas e Energia não vai obrigar uma alternativa de custo mais elevado que as opções que o país tem [atualmente]”, destacou.

POST 84: EMPREGOS VERDES ESTÃO EM ALTA E DEVEM TER 25 MILHÕES DE VAGAS ATÉ 2030

Profissões ligadas à área ambiental estão em alta. Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a economia verde será responsável pela criação de 25 milhões de postos de trabalho até 2030. Atualmente a área emprega quase três milhões de profissionais.

Atualmente a área emprega quase três milhões de profissionais. | Imagem | Mayra Rosa/CicloVivoO potencial deste mercado é reconhecido por diversas instituições ligadas às carreiras. Em declaração ao Estadão, Mirela Sandrini, diretora-executiva do Fundo Vale, explica que este segmento é bastante promissor e se fortalece a cada dia. Além disso, as áreas de atuação são diversas e entre os profissionais estão: economistas, engenheiros, biólogos, jornalistas, entre outros.
 
“Todas as áreas que têm alguma ligação com o impacto ambiental são consideradas verdes”, explicou Paulo Maçouçah, coordenador de empregos verdes do OIT. Os potenciais destacados por ele vão desde profissões ligadas ao saneamento e energia renovável até o ecodesign.
Durante entrevista ao jornal paulistano, a economista Inessa Salomão, que trabalha há quatro anos em projetos direcionados à área ambiental, argumentou que o Brasil é um país com bastante potencial em relação às profissões voltadas à sustentabilidade. “Quem entrar [neste mercado] vai se dar bem”.

POST 83: SER "VERDE" REQUER MUDANÇAS, DIZ TENSIE WHELAN

De forma tímida, a certificação sócioambiental vem chamando atenção de grandes empresas, que enxergam neste atestado de produção sustentável a chance de se diferenciar da concorrência e acessar mercados mais exigentes. Mas ainda é preciso fazer o fruto desse trabalho - os produtos verdes - caírem nas graças dos consumidores.

No ramo há mais de duas décadas, Tensie Whelan afirma que a solução para tornar o “verde” mainstream é simples – e de mão dupla: “As empresas precisam fornecer e levar aos consumidores escolhas sustentáveis. E os consumidores têm que incentivar as empresas a fazer essas escolhas”, diz. Reconhecida como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em ética nos negócios pela revista Ethisphere, Tensie é presidente da Rainforest Alliance, uma das organizações de certificação agrícola e florestal mais respeitadas do mundo.


A entidade, que completa 25 anos em maio, já certificou o equivalente a 160 milhões de campos de futebol em florestas voltadas para o manejo sustentável em 80 países. No Brasil, duas das maiores empresas do ramo de papel e celulose, a Suzano e a Kablin, contam com o selo. Tensie era uma das presenças mais aguardadas no Fórum Brasil Certificado, que vai até quinta (12) em São Paulo, mas por questões de saúde não pode vir. Ela falou de Nova York com EXAME.com. Confira alguns trechos da entrevista.


EXAME.com - O que define um produto verde?
Tensie - É um produto sustentável, aquele que é produzido de uma forma que é boa para as pessoas e boa para o planeta.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

POST 82: IDEIAS E SOLUÇÕES PARA O TRÂNSITO DE SÃO PAULO

Diariamente ao acessar as redes sociais, observo pessoas postando as seguintes mensagens: – estou preso no trânsito. – está tudo parado por aqui. – estou a mais de uma hora parado no trânsito.

Essas manifestações são diárias e constantes, mas faço aqui uma pergunta: além de postar sua indignação nas redes sociais, o que essas pessoas estão fazendo para mudar essa situação? A responsabilidade não é única e exclusiva do Poder Público, todos devem colaborar para a melhoria do trânsito, pois a frota de veículos aumenta a cada dia e os problemas no trânsito só tendem a piorar.

Dados do Trânsito em São Paulo:

  • A frota de veículos em São Paulo ultrapassou os 7 milhões de veículos.
  • Os automóveis representam 73%, os motociclistas 12%, ônibus 10% e veículos de carga 5% da frota paulista.
  • Somente a capital paulista representa 32% da frota de todo Estado.
  • Congestionamentos que frequentemente atingem acima dos 100 Km de lentidão.
Dados do Detran-SP.

80% das pessoas usam transporte público no Japão


A cidade de Tokyo, capital do Japão, possui uma população de aproximadamente 15 milhões de habitantes em uma área bem inferior a São Paulo, e 80% dos habitantes utilizam o transporte público diariamente.
Já imaginaram o caos que seria o trânsito com mais de 10 milhões de veículos circulando nas ruas de Tokyo? Por isso o Governo japonês investe pesado em transporte público, criando novas linhas de trem e metrô, modernizando a frota de ônibus, tornando-os mais acessíveis às pessoas com mobilidade reduzida, oferecendo um serviço eficiente e de qualidade.

quinta-feira, 22 de março de 2012

POST 73: REFLEXÕES SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


 
Esse negócio de mudanças climáticas pode ser polêmico. Hoje, a maior parte dos cientistas acredita que a emissão excessiva de gás carbônico está ajudando a mexer com todo o equilíbrio da geo e biosfera. A sociedade está pouco a pouco seguindo esse mesmo paradigma. Mas ainda há gente que se questiona. Será mesmo que é culpa humana? Mesmo que não fosse, o que vai acontecer? O que se pode fazer a respeito?
O que me parece, para resumir bem resumido, é que tendências naturais do planeta estão se somando a impactos provocados pelo ser humano, até chegar num ponto de mudança. Mais tempo ou menos tempo (medido em milhões de anos), o clima da Terra mudaria de qualquer jeito. Mas com nossas emissões de gases na atmosfera provavelmente estamos acelerando e alterando o curso dessas mudanças

.
O que pode causar certo pânico é que a humanidade provavelmente nunca viveu uma mudança tão forte dessas desde sua existência – curta como o último dia em relação a um ano inteiro – veja a curiosidade no fim do post). E, para nós, é muito difícil conviver com a incerteza, algo que nenhum humano antes de nós tenha dito como é.

sexta-feira, 16 de março de 2012

POST 67: RIO+20 PÕE O BRASIL NO DEBATE MUNDIAL SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Em junho de 1992, o Rio de Janeiro voltou a ser, por decreto presidencial, a capital do Brasil. Protegidos por tanques e 15 mil homens do Exército no caminho entre o Aeroporto Internacional do Galeão e a zona sul, 108 chefes de estado desembarcaram na cidade para discutir os rumos do planeta, em busca de uma sociedade mais justa e sustentável.

O termo “sustentável”, aliás, tornou-se conhecido ali, na ECO-92, a histórica conferência que consolidou o ativismo ambiental e, progressivamente, levou às conversas das pessoas comuns conceitos como biodiversidade e mudanças climáticas.


Foram 12 dias de discussões que vararam noites – a ponto de deixar em carne viva os cotovelos do então embaixador do Brasil em Washington, Rubens Ricupero -, e também de uma maratona de manifestações de protesto, shows de música e apresentações de teatro que fizeram o lado festivo da conferência.

Entre os ilustres visitantes estava George Bush, em plena campanha pela reeleição à presidência dos Estados Unidos. Bush pai acabou derrotado pelo democrata Bill Clinton, mas, se os participantes da Eco 92 pudessem votar a derrota seria por diferença muito maior.

A figura mais hostilizada da conferência só foi festejada de alguma forma porque fez aniversário – 78 anos – e ganhou um bolinho de parabéns para você oferecido pelo presidente Fernando Collor, que estava no epicentro das denúncias que o enxotariam de Brasília três meses depois daquele encontro.

Vinte anos depois de sua estreia como cidade-marca de uma grande cúpula internacional, o Rio, agora sem tanques e com parte das favelas ocupadas por policiais militares, volta a ser, a partir de 13 de junho, a capital mundial do meio ambiente.

Cientistas, ativistas ambientais e chefes de estado tentarão, ao longo de 11 dias na cidade, apontar o caminho e estabelecer compromissos de governos e empresas para as próximas décadas, conciliando os anseios de uma classe média global emergente e a necessidade de frear o ritmo com que os 7 bilhões de humanos consomem os recursos do planeta – em 1992 éramos 5 bilhões e meio.

Bill Clinton é um dos convidados de honra aguardados, ao lado da chanceler alemã Angela Merkel, do governador-ator Arnold Schwarzeneger, do cantor Bono Vox, líder do U2, do cineasta James Cameron, de Avatar, e de 50 mil participantes inscritos para tentar, de novo, mudar o mundo.

As expectativas para Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, são imensas. Mas vêm seguidas de frustrações com as duas décadas em que houve menos avanços na área ambiental do que pretendiam os organizadores da Eco-92. É certo que hoje o mundo encara de forma diferente as questões ambientais, e a mudança se reflete em novos hábitos.

Há carros elétricos sendo produzidos, sacolas plásticas são banidas dos supermercados e as crianças absorvem, desde muito cedo, ao menos fragmentos do discurso "verde". Mas cientistas e autoridades no centro das discussões da Rio+20 alertam que mudanças muito mais profundas serão necessárias se o homem pretende, de fato, manter o planeta habitável para gerações futuras.

sábado, 10 de março de 2012

POST 61: TRANSIÇÃO PARA ECONOMIA VERDE PODE SER ATRASADA POR CAUSA DA CRISE

O secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Sha Zukang, disse hoje (9) que a crise internacional pode atrasar a implementação de uma economia verde em alguns países.


“Ainda não conseguimos nos livrar da sombra das crises financeiras. A transição para uma economia verde, principalmente para os países em dificuldade, vai precisar de um compromisso maior, muito forte, e mais ajuda dos desenvolvidos. É uma questão internacional que pode criar, talvez, um atraso na implementação da economia verde”, disse Zukang em entrevista coletiva no Ministério do Meio Ambiente. Ele visita o Brasil para tratar da logística da Rio+20, que será realizada em junho.
Para o secretário-geral, a conferência pode ficar em segundo plano para líderes de alguns países devido a assuntos internos. Ele citou, como exemplo, o período eleitoral nos Estados Unidos. “Em ano de eleições, as grandes figuras políticas estão muito preocupadas com o pleito para tratar de outros assuntos. Mas digo a eles que não se preocupem. Sustentabilidade é uma questão que deve unir oposição e situação. O desenvolvimento sustentável é o futuro que queremos”, comentou.

quinta-feira, 8 de março de 2012

POST 59: NOVO CÓDIGO FLORESTAL DEVE ANISTIAR R$ 8,4 BILHÕES EM MULTAS


A provável aprovação do novo Código Florestal deve levar a anistia de 75% das multas acima de R$ 1 milhão impostas pelo Ibama por desmatamento ilegal. A informação foi divulgada em reportagem de Lúcio Vaz e João Carlos Magalhães, publicada nesta segunda-feira (5) no jornal Folha de São Paulo.


Os repórteres tiveram acesso à lista sigilosa e atualizada das 150 maiores multas do tipo expedidas pelo órgão ambiental. Dessas, 139 superam a marca de R$ 1 milhão e 103 serão suspensas, caso seja aprovado na Câmara o texto do código vindo do Senado.
As multas milionárias a serem anistiadas somam R$ 492 milhões e foram aplicadas pela destruição de 333 mil hectares de vegetação, o equivalente a duas cidades de São Paulo. No total, a lista revela que o valor total das multas perdoadas com a aprovação do texto chegará ao montante de R$ 8,4 bilhões.
Perfil
A maioria das infrações milionárias foi aplicada pelo Ibama entre 2006 e 2008 e nenhuma destas foi paga até hoje. Além disso, pelo menos 48 dos produtores anistiados também respondem a processos judiciais por crimes contra o ambiente – punição esta que deverá ser extinta com o novo texto. Da lista, dez foram processados também por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo.
Os dez maiores desmatadores destruíram 98 mil hectares e receberam multas no valor de R$ 166 milhões.
A grande maioria dos infratores são os proprietários de fazendas e de empresas agropecuárias, embora também haja donos de madeireira, agroindústria, frigorífico, curtume, imobiliária e posto de gasolina.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

POST 37: INFOGRÁFICO - A INFRAESTRUTURA BRASILEIRA VISUALIZADA - BIOCOMBUSTÍVEIS


 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

POST 30: É HORA DE PENSAR O TRIÂNGULO DA ÉTICA, POLÍTICA & SUSTENTABILIDADE.


Consultor chama atenção para a reflexão do compromisso e participação social das pessoas na ação política.

Quem já ouviu falar da Lei nº 9.504/97? Acredito que você já está familiarizado com a famosa “tela azul” no horário nobre indicando o início da propaganda eleitoral gratuita. Mas hoje, não vou falar sobre o discurso dos candidatos, mas sim de algo mais importante: o compromisso e a participação social das pessoas, compromisso que está além do período de eleição.
Meus leitores já me conhecem por minha defesa das competências emocionais como ferramentas de ganho pessoal e social. Em meus artigos e em meu livro afirmo o autoconhecimento, o autocontrole, a automotivação, a empatia e as habilidades sociais como mecanismos de sustentabilidade das relações em sociedade. Vou falar sobre as habilidades sociais como ganho de ação política.

Mas vamos antes dar um “pulinho” na Grécia Antiga para expandir a nossa noção de ato político: a participação no setor social.

Todos aprendemos na escola, que os gregos tiveram grande importância na criação da noção de política. Para os gregos, a polis (cidade) deveria ser uma comunidade de iguais, em que o debate aberto sobre as questões urgentes era tomado com toda a seriedade possível. Protágoras, pensador da época, afirmava a importância de se ouvir a cada homem, porque acreditava que todos mereciam participar da virtude de expressar opiniões políticas.
Ora, estamos nada mais nada menos do que no berço da democracia: (grego: démokratía – demos = 'povo' + kratía = 'força, poder'). Mas será que este desejo do pensador existe atualmente? Estaríamos todos nós abertos a um debate político? Ou melhor, estaríamos preparados para exercer ações políticas e sociais em nosso cotidiano?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

POST 22: A ECONOMIA AZUL

Empresário propõe um novo modelo econômico baseado nos princípios do ecossistema, que funciona com o que está disponível e de acordo com as leis da física.

O mundo precisa de um novo modelo econômico. Quem pode argumentar com isso quando se dilui o debate sobre as alterações climáticas, apesar de as temperaturas da Terra continuarem a subir, e tanto o desemprego como a pobreza se tornam cada vez mais alarmantes?



A economia planificada nunca foi capaz de distribuir os recursos de forma eficiente. A economia de mercado se transformou num sistema que busca à expansão através de economias de escala e do aumento constante da produtividade, o que desencadeou uma onda de fusões e aquisições, financiadas pela elevação de endividamentos.

Quando a dívida se tornou insustentável, os magos financeiros inventaram instrumentos sofisticados que criaram ativos baseados em nada. Então, o regime entrou em colapso. Os promotores de uma economia verde questionam o crescimento e afirmam que se deve ir além do dinheiro para erradicar a fome e a pobreza, ou seja, que se deve buscar a educação primária universal, promover a igualdade entre os sexos e a autonomia feminina.

Mas, apesar de todas as boas intenções, a economia verde não conseguiu decolar. Ela exige subsídios governamentais, lucros menores para empresas e pagamentos maiores dos consumidores. Isto é viável com o crescimento e a taxa de empregos elevados, mas é difícil quando os governos estão falidos, a procura e a confiança do consumidor em queda, e dificuldade de os jovens conseguirem trabalho, enquanto um bilhão de pessoas vive na pobreza.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

POST 15: AS ÁRVORES DAS CIDADES PEDEM POR SOCORRO



Nesta época do ano em que as chuvas são constantes, temos constatado o grande número de árvores que caem devido às chuvas de verão. Basta uma chuva rápida, com ventos moderados, para que os bombeiros sejam acionados para retirar alguma árvore que caiu na cidade, causando grandes transtornos: interrompendo o trânsito, a queda de energia, danificando veículos e causando, até mesmo, mortes.

Mas será que os temporais e ventanias são os únicos responsáveis por isso?

Por que as árvores não estão sobrevivendo nas cidades?


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