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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
POST 199: ÁGUA: SUSTENTABILIDADE PARA BEBER!
Ocorre que o cenário é de demandas múltiplas e crescentes em função das exigências típicas do crescimento econômico, da expansão demográfica e da mobilidade social. Os usos industriais, domésticos, comerciais, recreativos, agrícolas, energéticos e no transporte são concorrenciais. Ao mesmo tempo, diversos mananciais estão ameaçados ou degradados mediante os impactos desses usos - ao passo que o atendimento pleno das necessidades mais básicas de água ainda está distante em muitos países, não sendo diferente no Brasil.
De fato, o Brasil possui a maior reserva hídrica e a segunda maior cobertura florestal do planeta, atributos que, em princípio, favorecem os recursos hídricos. As águas utilizadas nos variados processos e tipos de usos invariavelmente retornam aos rios, mares, solo e subsolo, dado o ciclo hidrológico.
Contudo, não se pode falar que seja um recurso inesgotável, tampouco abundante em termos absolutos. Apenas 3% de toda a reserva hídrica do mundo é de água doce. Os mananciais estão distribuídos heterogeneamente entre os países e em suas regiões, por vezes distantes dos pontos de demanda. Os ecossistemas aquáticos acham-se sob estresse ambiental. O desmatamento impacta negativamente os corpos hídricos. Os sistemas de captação, tratamento e distribuição ainda não são capazes de levar água a todos, além de enfrentarem sazonalidades, e nem todas as pessoas podem arcar com os custos da água tratada. Em termos relativos, pode-se falar em escassez na abundância porque há questões de qualidade e acesso à água.
Em tal quadro, o crescimento desejado da economia brasileira e a ampliação do comércio internacional continuarão a demandar mais água, energia e alimentos. Destaque-se que parte das exportações brasileiras é, na prática, importação de externalidades ambientais hídricas negativas, pois os maiores importadores de commodities intensivas em água deixam de impactar seus próprios recursos hídricos. Portanto, a água condiciona a economia e a produção de modo bastante abrangente, consideração fundamental na abordagem da segurança hídrica em relação às seguranças energética e alimentar.
Nesse sentido, é simplesmente urgente superar questões irresolutas da água, como o saneamento insuficiente e a ausência de manejo abrangente de resíduos sólidos, pois os efluentes e a interação das chuvas com o lixo urbano são problemas sérios. Restaurar e conservar as áreas de recarga mediante a recuperação da vegetação ciliar favorece os serviços ecossistêmicos prestados pela água. Os instrumentos legais e as soluções de engenharia devem ser acompanhados da melhora no resultado da gestão, de modo a promover o uso responsável da água, que incorpora aspectos de governança, de relevância dos ecossistemas aquáticos, de qualidade e quantidade e do acesso à água com vistas à sustentabilidade.
O governo deve exercer a gestão eficiente da água e promover o uso responsável, elevando a qualidade da administração pública e da resposta à sociedade também nesse aspecto. As pessoas devem buscar saber a origem dos produtos que consomem e como foram produzidos, trazendo a realidade da água para seu cotidiano. Os setores produtivos precisam compreender melhor o seu papel dentro da governança da água e utilizar os recursos hídricos com responsabilidade em seus processos, internalizando nos negócios os serviços prestados pela água.
Os desafios amplificados que o Brasil enfrenta em matéria da conjugação desse contexto com as mudanças globais que já se avizinham - demográficas, econômicas, sociais e climáticas - impõem a segurança hídrica como item prioritário na agenda da sustentabilidade, pois somente assim se poderá assegurar a produção de alimentos e a geração de energia, tão essenciais ao desenvolvimento do País.
Silneiton Favero é consultor sênior da Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda.
FONTE: Terra
Contudo, não se pode falar que seja um recurso inesgotável, tampouco abundante em termos absolutos. Apenas 3% de toda a reserva hídrica do mundo é de água doce. Os mananciais estão distribuídos heterogeneamente entre os países e em suas regiões, por vezes distantes dos pontos de demanda. Os ecossistemas aquáticos acham-se sob estresse ambiental. O desmatamento impacta negativamente os corpos hídricos. Os sistemas de captação, tratamento e distribuição ainda não são capazes de levar água a todos, além de enfrentarem sazonalidades, e nem todas as pessoas podem arcar com os custos da água tratada. Em termos relativos, pode-se falar em escassez na abundância porque há questões de qualidade e acesso à água.
Em tal quadro, o crescimento desejado da economia brasileira e a ampliação do comércio internacional continuarão a demandar mais água, energia e alimentos. Destaque-se que parte das exportações brasileiras é, na prática, importação de externalidades ambientais hídricas negativas, pois os maiores importadores de commodities intensivas em água deixam de impactar seus próprios recursos hídricos. Portanto, a água condiciona a economia e a produção de modo bastante abrangente, consideração fundamental na abordagem da segurança hídrica em relação às seguranças energética e alimentar.
Nesse sentido, é simplesmente urgente superar questões irresolutas da água, como o saneamento insuficiente e a ausência de manejo abrangente de resíduos sólidos, pois os efluentes e a interação das chuvas com o lixo urbano são problemas sérios. Restaurar e conservar as áreas de recarga mediante a recuperação da vegetação ciliar favorece os serviços ecossistêmicos prestados pela água. Os instrumentos legais e as soluções de engenharia devem ser acompanhados da melhora no resultado da gestão, de modo a promover o uso responsável da água, que incorpora aspectos de governança, de relevância dos ecossistemas aquáticos, de qualidade e quantidade e do acesso à água com vistas à sustentabilidade.
O governo deve exercer a gestão eficiente da água e promover o uso responsável, elevando a qualidade da administração pública e da resposta à sociedade também nesse aspecto. As pessoas devem buscar saber a origem dos produtos que consomem e como foram produzidos, trazendo a realidade da água para seu cotidiano. Os setores produtivos precisam compreender melhor o seu papel dentro da governança da água e utilizar os recursos hídricos com responsabilidade em seus processos, internalizando nos negócios os serviços prestados pela água.
Os desafios amplificados que o Brasil enfrenta em matéria da conjugação desse contexto com as mudanças globais que já se avizinham - demográficas, econômicas, sociais e climáticas - impõem a segurança hídrica como item prioritário na agenda da sustentabilidade, pois somente assim se poderá assegurar a produção de alimentos e a geração de energia, tão essenciais ao desenvolvimento do País.
Silneiton Favero é consultor sênior da Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda.
FONTE: Terra
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domingo, 9 de dezembro de 2012
POST 197: BICICLETA DOBRÁVEL SEM CORREIA TRANSFORMA PEDALADAS EM ENERGIA
Enquanto cada vez mais pessoas passam horas presas em seus automóveis no
trânsito das cidades, a bicicleta finalmente cresce e aparece
como meio de transporte alternativo viável, agradável e que
pode nos ajudar a viver melhor, em cidades despoluídas.
Esta magrela da foto parece de brinquedo, mas não é! E certamente vai fazer
com que muita gente queira dar uma volta nela! Isso porque é a primeira
bicicleta dobrável, sem correias e elétrica do mundo. Legal, né?
Desenvolvida em colaboração com o designer britânico Mark
Sanders, o holandês especialista em bikes elétricas Han
Goes, uma fornecedora de automotivos e uma distribuidora de serviços
sul-coreanas, a Footloose – como foi batizada – pode andar
quase 30 km só com o motor, e ainda mais longe se você der uma forcinha
pedalando. A bateria se recarrega conforme você pedala ou freia.
Ao transformar diretamente eletricidade via alternador conectado à manivela
da bike, a energia é gerada pelas pedaladas, e é armazenada em
uma bateria de íons de lítio, que é usada para ativar o motor. E mais: a troca
marcha é automática! A magrela tem sensores que monitoram o terreno e ajustam a
energia do motor quando necessário.
O preço ainda não foi divulgado, mas o lançamento da bike na Europa está
previsto para o ano que vem. Abaixo, um vídeo que ilustra um pouco mais as
funções desta magrela de 21 kg:
FONTE: PLANETA SUSTENTÁVEL
sábado, 8 de dezembro de 2012
POST 196: CASA FLUTUANTE NA SUÉCIA É MOVIDA A ENERGIA SOLAR
Imagine a seguinte cena: você recebe os amigos
para uma almoço na casa de praia em uma tarde de domingo e na hora do cafezinho
todos seguem para uma cabine externa que reproduz uma sala de estar e é capaz de
zarpar como um barco para um passeio no mar. Exagero?
Não, é a mais recente inovação do escritório sueco Kenjo, especializado em casas sustentáveis e pré-fabricadas de pequeno porte. O projeto foi criado para uma família que buscava uma espaço que pudesse ser usado como área para relaxar e que também funcionasse como um quarto extra para hóspedes.
Localizada sobre uma plataforma flutuante, com
acesso direto à água, a cabine conta com um sistema de energia solar
fotovoltaica instalado no telhado.
A energia gerada alimenta a iluminação em LED, mais eficiente e econômica, o sistema de som interno e o motor, que permite deslocamentos curtos. Janelas de energia eficiente ajudam, ainda, a minimizar a perda de calor e fornecem luz natural durante a maior parte do dia. FONTE: Exame |
POST 195: COSTA RICA: COMO O PAÍS TRABALHA PARA SE TORNAR UM EXEMPLO EM SUSTENTABILIDADE
A Costa Rica, pequeno país da América Central, é famosa pela riqueza de seu meio ambiente, suas belas paisagens naturais atraem turistas de todas as partes do mundo. Um quarto de seu território é preservado como reserva ambiental, onde a fauna e a flora convivem harmoniosamente nos vários parques nacionais.
O país pretende se tornar carbono neutro até 2021. O termo “carbono neutro” significa um estado neutro de emissões de carbono, e é possível por meio da redução das liberações de dióxido de carbono para que a diferença entre a emissão e absorção seja efetivamente zero.
A Costa Rica está se empenhando para atingir essa meta, administrando cuidadosamente seus recursos naturais, para que seja possível absorver efetivamente o dióxido de carbono, ao mesmo tempo em que adota medidas para diminuir as emissões. Se o país conseguir atingir essa meta, poderá se destacar como o primeiro país carbono neutro do mundo.
O principal objetivo do governo é aumentar o investimento em fontes renováveis de energia até 2018, para poder atingir a meta de se tornar carbono neutro em 2021.
Um dos principais produtos da economia costarriquenha é a banana, que é o produto de maior exportação do país. Os produtores também estão engajados em melhorar as práticas agrícolas, preocupados em reduzir as emissões de gases das máquinas utilizadas no processo do cultivo da banana e também na distribuição, buscando meios de transporte que adotem combustíveis eco suficientes.
O ministro do Meio Ambiente, Energia e Telecomunicações da Costa Rica, René Castro, esteve no Japão na primeira semana de agosto, para firmar novos acordos de cooperação tecnológica com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) com a finalidade de acelerar novos projetos para a construção de uma usina de energia geotérmica no Parque Nacional de Rincón de la Vieja, localizada ao norte do país.
Segundo o ministro Castro, a Costa Rica enfrenta hoje um grande desafio. Cerca de 76% da energia do país é proveniente de usinas hidrelétricas, mas mudanças climáticas tem dificultado a previsão de quando e onde irá chover, além das precipitações pluviométricas. Sendo assim, é um risco depender em demasia da energia hidrelétrica. O governo planeja aumentar outras fontes de eletricidade, como a energia geotérmica, que é proveniente dos vulcões.
Atualmente, a energia geotérmica é responsável pelo abastecimento de 12% da eletricidade na Costa Rica, e a meta é aumentar para 30 a 40%, como há muitos vulcões no país, existem ainda muitas fontes de energia geotérmica a serem exploradas. A geração da energia geotérmica é cara e exige tecnologia avançada, e graças ao envolvimento do Japão nos projetos de energia da Costa Rica, enviando engenheiros e tecnologias modernas, o ministro acredita que a meta será atingida em breve, salientando que a energia geotérmica é uma fonte promissora de energia em comparação com fontes convencionais, uma vez que não sofre influência das estações do ano, além de que seu impacto ao meio ambiente é mínimo.
Imagens: WashJeff
FONTE: COLETIVO VERDE
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
POST 194: NO CANADÁ, ECO RESORT ACOMODA HÓSPEDES EM CASA NA ÁRVORE
São Paulo - As florestas na Península Bruce, no Canadá, listadas como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO, serão palco de um novo estabelecimento comercial: o E’terra Samara. Ao menos, essa é a proposta do estúdio Farrow, que assina o projeto. Trata-se de um eco resort cinco estrelas composto por 13 casas na árvore que não estarão pregadas nos troncos, mas abraçadas às árvores. O insight para projetar as casas na árvore veio da própria natureza.
O design da casa é inspirado em uma sâmara, uma cápsula de sementes que cai das árvores durante o outono. Construída com madeira, as casas na árvore são protegidas com um tecido de fibra de vidro. Ficou interessado em descobrir como uma dessas moradias é por dentro? O modelo de um quarto, por exemplo, apresenta uma seção de dormir no fundo do cômodo e um ambiente exterior para os hóspedes socializarem.
As casas ainda estão sendo projetadas e devem ser instaladas no próximo inverno canadense, sempre primando pela proteção do ambiente. Na Suécia, o Tree Hotels também oferece hospedagem no topo das árvores. O arquiteto alemão Andreas Wenning projetou 7 casas na árvore diferentes para realizar os sonhos das crianças.
O eco resort E’terra Samara é o novo estabelecimento comercial que será instalado nas florestas na Península Bruce, no Canadá, considerada uma Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO.
Assinado pelo estúdio Farrow, o E’terra Samara é um resort cinco estrelas composto por 13 casas na árvore que não estarão pregadas nos troncos, mas abraçadas às árvores.
O design da casa é inspirado em uma sâmara, uma cápsula de sementes que cai das árvores durante o outono. Construída com madeira, as casas na árvore são protegidas com um tecido de fibra de vidro.
O modelo de um quarto, por exemplo, apresenta uma seção de dormir no fundo do cômodo e um ambiente exterior para os hóspedes socializarem.
As casas ainda estão sendo projetadas e devem ser instaladas no próximo inverno canadense, primando pela proteção do ambiente.
FONTE: EXAME
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domingo, 2 de dezembro de 2012
POST 183: ALUMÍNIO COMPOSTO: ALTERNATIVA PARA A CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
Reciclável e com potencial térmico-acústico, o alumínio composto é uma das alternativas para uma construção mais verde O alumínio composto vem ganhado um novo espaço no mercado das construções sustentáveis. Com uma longa vida útil e caráter de auxilio à economia de energia, o material originado na década de 60, na Suíça, torna-se uma alternativa para quem quer optar por projetos sustentáveis sem abrir mão da estética moderna.
Em sua estrutura, duas chapas de alumínio se misturam a um núcleo de polietileno de baixa densidade, união essa, que para a arquiteta Jealva Fonseca contempla uma série de características de uma construção contemporânea mais sustentável.
“A principal característica deste novo material é o fato dele ser integralmente reciclável, assim como o vidro. Além disso, é de fácil manutenção, o que prolonga a vida útil da construção e sua valorização comercial”, explica a também gerente de projetos da incorporadora Syene, que desenvolve construções em Salvador utilizando o material.
Segundo Jealva, o material traz benefícios tanto para a construção, por se tratar de um produto com boa valorização, como para os moradores e administradores do condomínio, já que o seu potencial termo-acústico ajuda a proteger a estrutura contra intempéries e ainda auxilia na redução de gastos com energia.
Empresas sustentáveis
“Na sua aplicação, ele também apresenta vantagens, exatamente por não ficar colado a fachada [do empreendimento]. Dessa forma, há a melhoria do conforto térmico dentro da unidade residencial, o que diminui a necessidade de condicionadores de ar e reduz o consumo de energia e emissão de CO2”.
Apontando que o material é parte de um grande processo, Jealva também ressalta a importância de todo o conceito de responsabilidade ecológica ser respeitado durante cada etapa da construção. “Do conceito técnico, do tipo de lâmpada ate a formação técnica do operário que ira construir precisa ser analisado”.
Para Christofer Backer, diretor da
Alcan Composites, empresa que industrializa o produto e amplia suas criações com outros materiais alternativos, é preciso que cada empresa preste atenção ao que oferece, tanto para os compradores como para o coletivo.
“Especialmente para empresas da construção civil, a sustentabilidade é muito importante, ou pelo menos, deveria ser. É importante se preocupar com todos os envolvidos, do meio ambiente ao indivíduo, por isso. Em nossa empresa, pesquisamos e produzimos também o Alucobond Fotovoltaic Sistem, onde é associado às placas o sistema de sensibilidade e absorção da energia do sol, ampliando um pouco mais as opções sustentáveis para a construção”, afirma Backer.
“Especialmente para empresas da construção civil, a sustentabilidade é muito importante, ou pelo menos, deveria ser. É importante se preocupar com todos os envolvidos, do meio ambiente ao indivíduo, por isso. Em nossa empresa, pesquisamos e produzimos também o Alucobond Fotovoltaic Sistem, onde é associado às placas o sistema de sensibilidade e absorção da energia do sol, ampliando um pouco mais as opções sustentáveis para a construção”, afirma Backer.
FONTE: ECO 4 PLANET
POST 180: VAMIZI: O PARAÍSO SUSTENTÁVEL DA TERRA FICA EM MOÇAMBIQUE
Chamado Suluwilo Villa, este empreendimento turístico foi desenhado pelo ateliê sul-africano COA, da Cidade do Cabo, e incorpora vários materiais locais e biodegradáveis. Sustentável e arejado, o complexo turístico está completamente imiscuído na natureza local, naquela que é uma das grandes tendências do turismo actual.
As casas são inspiradas nos barcos Dhow, utilizados na África Oriental, e foram construídas de forma a aguentarem facilmente os fortes ventos que, por vezes, sopram do Mar. A grande mais-valia sustentável das residências é o seu telhado, feito de plantas secas. É biodegradável e arrefece o quarto.
A construção utilizou como principais materiais a madeira e a palha. As paredes foram feitas a partir de lama e as casas de banho exteriores utilizam água como elemento de aquecimento. Cada apartamento tem um quarto e um pequeno estúdio, uma sala estar e casa de banho.
Segundo nos conta o Inhabitat, apesar de estas casas distarem poucos metros do mar, cada uma tem uma piscina privativa. Bom, esta parte era desnecessária, certo?
A praia de Vamizi situa-se a norte do Parque Natural de Quirimbas. Veja um pouco deste cenário paradisíaco.
POST 178: FAZENDAS SUSTENTÁVEIS PODEM SER MAIS "VERDES" DO QUE FAZENDAS ORGÂNICAS
Publicado pela Universidade de Oxford
Fazendas que visam altos níveis de produção de alimentos usando práticas sustentáveis podem ser melhores para o meio-ambiente do que as fazendas convencionais e orgânicas.
Um estudo, liderado pelos cientistas da Universidade de Oxford, comparou o impacto ambiental de diferentes sistemas de cultivo.
Fazendas que visam altos níveis de produção de alimentos usando práticas sustentáveis podem ser melhores para o meio-ambiente do que as fazendas convencionais e orgânicas.
Um estudo, liderado pelos cientistas da Universidade de Oxford, comparou o impacto ambiental de diferentes sistemas de cultivo.
Os pesquisadores descobriram que fazendas “integradas” que maximizaram a produção enquanto utilizavam técnicas sustentáveis – como rotação de culturas, adubos orgânicos, cultura de cobertura de inverno e uso mínimo de pesticidas – utilizariam menos energia e gerariam menores emissões de gases de efeito estufa por unidade de produção do que as fazendas convencionais e orgânicas.
Um relatório da pesquisa foi publicado na revista Agricultural Systems.
‘Produzir de um modo que seja bom para o meio-ambiente não quer dizer aceitar uma queda dramática na produção de alimentos,’ disse Dr. Hanna Tuomisto, quem liderou a pesquisa na Oxford University’s Wildlife Conservation Research Unit (WildCRU). ‘Nossa pesquisa sugere que sistemas de produção integrados, que combinem as melhores práticas para altos níveis de produção com baixo impacto ambiental, podem ser melhores para o meio-ambiente do que a produção orgânica ou convencional.’
Professor David Macdonald of Oxford University’s WildCRU, que dirigiu a pesquisa, disse: ‘Integrar as necessidades de produção de alimentos e a conservação da vida selvagem é o principal desafio do século 21 – a humanidade precisa de ambos, e é só levando em conta todos os custos e benefícios que a melhor solução será encontrada.’
O pesquisador também descobriu que possíveis usos alternativos da terra devem ser levados em conta para qualquer análise dos diferentes sistemas de produção.
Dr Tuomisto disse: ‘Se você produz alimento organicamente você tem que usar muito mais área para crescer a mesma quantidade de alimento do que usaria em outros métodos, significando que essa terra não poderia ser utilizada para mais nada. Uma vez levado em conta os potenciais usos alternativos da terra, tanto o sistema de produção integrada quanto a convencional, que produzem grandes volumes de alimento por área, começaram a parecer muito mais atrativas em termos de uso geral de energia, emissões e impacto na biodiversidade.’
O estudo considerou três usos alternativos diferentes para terras ociosas na produção de alimentos; produção de culturas para biocombustíveis(cultivo de Miscanthus), silvicultura e agrofloresta. Os pesquisadores assumiram que tanto a biomassa do cultivo de Miscanthus quanto da silvicultura seria queimada para gerar calor.
Um relatório da pesquisa, entitulado ‘Comparando balanços energéticos, balanços de gases de efeito estufa e impactos na biodiversidade de diferentes sistemas de produção com usos alternativos da terra’, foi publicado na revista científica Agricultural Systems.
FONTE: COMUNIDADE OBRA SUSTENTÁVEL
sábado, 1 de dezembro de 2012
POST 175: SÃO PAULO GANHA SUA PRIMEIRA USINA DE ENERGIA SOLAR
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Num primeiro momento, a energia gerada a partir dos paineis fotovoltaicos que transformam a luz solar em eletricidade será usada para abastecer integralmente uma empresa da região. A expectativa é que a usina passe a integrar a rede de abastecimento dos clientes da empresa a partir de 2013.
O projeto de geração de energia limpa e renovável
com paineis solares fotovoltaicos foi aprovado em dezembro de 2011 pela Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e absorveu investimentos de R$ 13,8 milhões
em pesquisa e desenvolvimento. “A demanda de energia solar ainda é incipiente no
Brasil, mas deverá se consolidar nos próximos dois anos”, diz Wilson Ferreira
Jr, presidente da CPFL Energia.
Para o executivo, o segmento pode ser impulsionado mais regulação do setor elétrico e por incentivos que estimulem indústrias de paineis solares fotovoltaicos a abrir fábricas em território brasileiro. A CPFL Renováveis, subsidiária do Grupo CPFL, será a responsável pela gestão e operação da Usina.
Para o executivo, o segmento pode ser impulsionado mais regulação do setor elétrico e por incentivos que estimulem indústrias de paineis solares fotovoltaicos a abrir fábricas em território brasileiro. A CPFL Renováveis, subsidiária do Grupo CPFL, será a responsável pela gestão e operação da Usina.
POST 174: INCRA INSTITUI PROGRAMA DE SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA
A iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira e prevê um plano plurianual que vai vigorar entre 2013 e 2019 para atender a até 190 mil famílias, em 980 assentamentos. Também prevê visitas para coibir crimes ambientais.
O plano, que será encaminhado ao Incra até o dia
17 de dezembro, será feito em quatro oficinas por servidores das 11
superintendências regionais da Amazônia Legal. Depois disso, segue para
aprovação dos órgãos da administração pública e da sociedade civil envolvidos
com as questões ambientais direta e indiretamente. Em 28 de março do ano que
vem, o plano deve ser publicado.
O programa vai se aplicar aos assentamentos beneficiados com o Bolsa Verde – auxílio do Programa Brasil Sem Miséria para assentados em locais com mais de 50% de área florestal, e atuará nas seguintes linhas: capacitação e formação; diagnóstico de potencial florestal e mercados; regulação das relações entre empresas e comunidades; e assistência técnica.
FONTE: Agência Brasil
O programa vai se aplicar aos assentamentos beneficiados com o Bolsa Verde – auxílio do Programa Brasil Sem Miséria para assentados em locais com mais de 50% de área florestal, e atuará nas seguintes linhas: capacitação e formação; diagnóstico de potencial florestal e mercados; regulação das relações entre empresas e comunidades; e assistência técnica.
FONTE: Agência Brasil
terça-feira, 20 de novembro de 2012
POST 172: 7 IDEIAS DE JARDINS SUSTENTÁVEIS EM LUGARES PEQUENOS
Reaproveitar pedaços de madeira e outros materiais como vasos ou canteiros pode
ser uma boa ideia para espaços menores.
Veja
ideias de suportes feitos com madeiras reutilizadas, ideias para pequenos
jardins em casas ou apartamentos.
Pallets
podem ser encontradas em feiras de alimentos ou supermercados. Para montar o
suporte, é necessário criar um apoio para as plantas, que podem ser colocadas em
pequenos vasos ou no próprio suporte. Ideal para plantas de pequeno porte. Veja
como fazer aqui.
Suporte
feito com potes de vidro para conserva, os vasos podem ser usados para temperos.
Só é preciso ter cuidado na hora de regar, para não acumular água dentro do
vidro. Veja mais aqui.
Usando
uma sapateira antiga, também é preciso cuidar com a umidade excessiva. Uma ideia
é usar pedrinhas na base de cada “vasinho”. Veja como fazer aqui.
Esse
modelo exige mas habilidade, para os cortes redondos. O modelo da imagem foi
usado para plantar alface e outras folhas verdes. A ideia é de Anne Philipps.
Feito
com calhas, o modelo é indicado para casas. A ideia foi de Suzanne Forsling, que usa os vasos para plantar uma pequena
horta.
Feito
com latas de diversos tamanhos, e necessário antes de usar fazer pequenos furos
no fundo, para que a água escoe. Veja mais imagens aqui.
Fazer
plantações em caixotes pode ser uma boa ideia em apartamentos, já que permitem
uma maior mobilidade. É possível até colocar rodinhas. Veja mais aqui.
FONTE: COMUNIDADE OBRA SUSTENTÁVEL
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SUSTENTABILIDADE
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
POST 168: 15 COMPETÊNCIAS DE LÍDERES DE SUSTENTABILIDADE
Profundamente conectado
Apoia a prática da sustentabilidade em um sentido profundo – honra o trabalho de sustentabilidade e o vê como uma prática espiritual, uma ferramenta para transformação de si mesmo, dos outros e do mundo.
Toma decisão de maneira intuitiva – usa formas de conhecimento além da análise racional para colher ideias profundas e tomar decisões rápidas. Acessa esse tipo de informação de forma individual ou coletiva e facilita para indivíduos e grupos fazê-lo também.
Abraça a incerteza com profunda confiança – capaz de, humildemente, descansar em face da ambiguidade, do desconhecido e de mudanças imprevisíveis sem "forçar" uma resposta ou resolução imediata. Confia profundamente em si mesmo e em seus cocriadores e no processo como um todo para navegar através da incerteza.
Conhece a si mesmo
Analisa e envolve o ambiente interno – capaz de ter consciência rapidamente e responder às dinâmicas psicológicas em si mesmo para não influenciar de forma inadequada um trabalho de sustentabilidade. Possui uma sintonia profunda com sua "sombra", personalidade e forças emocionais, capaz de "tirá-las do caminho" e manter-se "energeticamente limpo" ao se envolver com os outros.
Tem múltiplas perspectivas – capaz de manter intelectualmente e emocionalmente diferentes perspectivas relacionadas a um problema de sustentabilidade, sem estar excessivamente ligado a nenhuma delas. Capaz de discutir a posição e comunicar-se diretamente a partir de diferentes pontos de vista.
Gestão adaptável
Dialoga com o sistema – capaz de, repetidamente, perceber o que é necessário para ajudar a desenvolver um sistema, tenta intervenções diferentes, observa a resposta do sistema e se adapta de acordo com ele.
Caminha com energia – capaz de identificar e aproveitar as aberturas e oportunidades para mudanças no sistema que são bem recebidas por seus membros, construindo, dessa forma, dinâmica e movimento para driblar obstáculos.
Cultiva a Transformação
Autotransformação – capaz de, constantemente, desenvolver-se ou criar o ambiente para o autodesenvolvimento nos domínios intrapessoal, interpessoal e cognitivo, bem como em outras áreas. Capaz de criar comunidades e engajar mentores.
Cria condições de desenvolvimento – capaz de criar as condições iniciais que dão suporte ou desafiam o desenvolvimento de indivíduos, grupos, culturas e sistemas. Possui habilidade para sentir o próximo passo no desenvolvimento.
Gera espaço – capaz de, efetivamente, criar o espaço adequado para ajudar no progresso do grupo, lidando com a tensão de questões importantes, além de manter o potencial energético para o que é necessário.
Maneja as sombras – capaz de dar suporte aos outros para ver e responder adequadamente as suas questões psicológicas e suas sombras "programadas".
Navega com teorias e estruturas sofisticadas
Teoria de sistemas e de pensamento – compreende os conceitos fundamentais e linguagem da teoria dos sistemas. É capaz de aplicar sistemas de pensamento para entender melhor as questões de sustentabilidade e apoiar o desenvolvimento de sistemas.
Teoria da complexidade e pensamento complexo – compreende os conceitos fundamentais e linguagem da teoria da complexidade, especialmente no que se refere à liderança. É capaz de aplicar o pensamento complexo para melhor compreender as questões de sustentabilidade e apoiar o desenvolvimento de sistemas adaptativos complexos.
Teoria e reflexão integral – compreende os conceitos fundamentais e a linguagem da Teoria Integral. É capaz de usá-la para avaliar ou diagnosticar um problema de sustentabilidade e projetar uma intervenção, comunicação sob medida para diferentes visões do mundo e apoiar o desenvolvimento de si mesmo, de outros grupos, culturas e sistemas.
Gestão de polaridade – compreende os conceitos fundamentais e linguagem da gestão de polaridade. É capaz de reconhecer e envolver efetivamente polaridades importantes, tais como: subjetiva-objetiva, individual-coletiva, racional-intuitiva, masculino-feminino, estruturada-dinâmica.
Fonte: Barrett Brown, em Liderança no Limite: Liderando a Mudança a Partir da Consciência Pós-Convencional.
Texto de Ricardo Volpini
Retirado do Portal Administradores
domingo, 18 de novembro de 2012
POST 166: ÁGUA DISPONÍVEL NO MUNDO VIVE EFEITO "JAMES BOND"
Foi com esse pensamento que o vice-presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, abriu o EXAME Fórum Sustentabilidade, na manhã desta quarta-feira em São Paulo. Há motivos para preocupação, afinal apenas 2,5% da água que cobre o planeta é doce, mas na prática, apenas uma fração mínima está disponível para a população de forma sustentável: ínfimos 0,007%. "É o que chamo de efeito James Bond", disse Braga.
Segundo o especialista, a gestão deste recurso natural é cada vez mais uma questão eminentemente política, principalmente para os países em desenvolvimento. Mais do que descobrir formas de fazer um uso sustentável deste recurso, o terceiro mundo precisa se unir para encontrar soluções.
"A fragmentação institucional da gestão hídrica nos países em desenvolvimento é um problema a nível nacional e internacional. Pelo menos 40% da população humana vive em bacias e rios compartilhados por dois ou mais países", pontuou Braga. "Para rios transfronteiriços, a questão da gestão do recurso é uma barreira politica de difícil transposição".
Síria e Iraque, dois países que dividem os rios Tigre e Eufrates, é um exemplo do tamanho do desafio. "A disposição de sentar à mesa para discutir a gestão do recurso hídrico está longe de sair do papel", sublinhou.
A tarefa não é simples, mas é preciso avançar. A segurança hídrica é uma questão sensível nessas regiões, especialmente, no continente africano, onde a baixa incidência de chuva resulta em crescimento pífio do PIB, segundo Braga.
"Nos países desenvolvidos, o potencial hidroelétrico já foi quase totalmente desenvolvido. Na América do Sul, é de 70%, mas na África, não passa de 10%", destacou.
Um maior envolvimento do setor privado poderia ajudar a equacionar esse problema, mas a dificuldade de remuneração de capital na ceara hídrica afasta o setor de negócios. "Daí se explica porque instituições publicas tem tido maior envolvimento, mas é preciso avançar. E a parceria público-privada pode ser um caminho promissor", concluiu.
"A fragmentação institucional da gestão hídrica nos países em desenvolvimento é um problema a nível nacional e internacional. Pelo menos 40% da população humana vive em bacias e rios compartilhados por dois ou mais países", pontuou Braga. "Para rios transfronteiriços, a questão da gestão do recurso é uma barreira politica de difícil transposição".
Síria e Iraque, dois países que dividem os rios Tigre e Eufrates, é um exemplo do tamanho do desafio. "A disposição de sentar à mesa para discutir a gestão do recurso hídrico está longe de sair do papel", sublinhou.
A tarefa não é simples, mas é preciso avançar. A segurança hídrica é uma questão sensível nessas regiões, especialmente, no continente africano, onde a baixa incidência de chuva resulta em crescimento pífio do PIB, segundo Braga.
"Nos países desenvolvidos, o potencial hidroelétrico já foi quase totalmente desenvolvido. Na América do Sul, é de 70%, mas na África, não passa de 10%", destacou.
Um maior envolvimento do setor privado poderia ajudar a equacionar esse problema, mas a dificuldade de remuneração de capital na ceara hídrica afasta o setor de negócios. "Daí se explica porque instituições publicas tem tido maior envolvimento, mas é preciso avançar. E a parceria público-privada pode ser um caminho promissor", concluiu.
FONTE: Exame
sábado, 17 de novembro de 2012
POST 164: BRASÍLIA TESTA ÔNIBUS ELÉTRICO CHINÊS PARA A COPA DE 2014
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Nos próximos
três meses, especialistas da Universidade de Brasília (UNB) e população poderão
avaliar a eficiência do veículo que, além de usar fonte de energia renovável,
promete reduzir a poluição sonora.
Fabricado na China, onde circulam cerca de 1,8 mil ônibus elétricos, o modelo funciona com um conjunto de baterias de 538V, que garantem ao coletivo percorrer até 150 quilômetros numa única recarga.
Fabricado na China, onde circulam cerca de 1,8 mil ônibus elétricos, o modelo funciona com um conjunto de baterias de 538V, que garantem ao coletivo percorrer até 150 quilômetros numa única recarga.
Cada bateria leva de uma a três horas para ser
recarregada e tem vida útil de pelo menos cinco anos. O ônibus possui
ar-condicionado e capacidade para transportar 60 pessoas – 28 sentadas, 31 em pé
e um espaço para cadeirante.
Se o desempenho do ônibus elétrico agradar, a intenção é trazer para Brasília a fábrica que produz o veículo ecológico, para modernizar o sistema de transporte urbano.
A introdução de veículos elétricos e híbridos no transporte coletivo também faz parte do acordo celebrado entre o governo do Distrito Federal e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) para a Copa do Mundo de 2014. A meta é que essa frota transporte torcedores e turistas do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.
Se o desempenho do ônibus elétrico agradar, a intenção é trazer para Brasília a fábrica que produz o veículo ecológico, para modernizar o sistema de transporte urbano.
A introdução de veículos elétricos e híbridos no transporte coletivo também faz parte do acordo celebrado entre o governo do Distrito Federal e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) para a Copa do Mundo de 2014. A meta é que essa frota transporte torcedores e turistas do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.
sábado, 2 de junho de 2012
POST 120: O MODELO ECONÔMICO ATUAL AGRAVA O DÉFICIT DE ÁGUA DOCE
O déficit de água doce em escala mundial está se tornando cada vez mais grave. Ao contrário de outros recursos naturais, a água é insubstituível e suas existências acessíveis são limitadas, no entanto seu consumo aumenta constantemente.
Simplesmente é impossível que o consumo mundial de água doce prossiga aumentando da mesma forma que durante o século passado. Entretanto, nos países mais pobres, milhões de pessoas morrerem por ingerirem água não tratada. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), a água contaminada é a causa de 80% das doenças infecciosas e epidêmicas.
A premissa de uma política para enfrentar a crise global da água implica o reconhecimento de suas causas. Entre as razões principais destacam-se o crescimento da população mundial e das produções agrícola, industrial e energética, que são as principais consumidoras de água.
Também se contam as consequências ambientais das atividades econômicas e a destruição dos ecossistemas naturais, o desperdício de água e de outros recursos naturais em uma economia concentrada na obtenção de ingentes lucros, na pobreza maciça e na incapacidade dos governos em alguns países atrasados para organizar um manejo eficiente dos recursos hídricos.
Por fim, deve-se mencionar a corrida armamentista e o insensato esbanjamento de cifras enormes de riqueza e recursos em guerras e conflitos.
É, portanto, evidente a inviabilidade de uma estratégia para enfrentar o problema isoladamente de outros desafios globais e do contexto internacional.
Há 20 anos a Green Cross International (GCI) opera com um enfoque de conjunto entre os problemas da segurança, da pobreza e do meio ambiente. Há algum tempo a GCI lançou a iniciativa Água para a Vida. Propusemos-nos realizar uma convenção internacional sobre o direito à água, e em julho de 2010 uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu explicitamente o direito humano à água e ao saneamento, além de admitir que a água potável e o saneamento são essenciais para a preservação de todos os direitos humanos.
Agora é necessária a instrumentalização prática deste princípio, já que até hoje apenas uns poucos países introduziram o direito à água em sua legislação nacional.
A GCI propicia a adoção de medidas destinadas a preservar e manejar racionalmente a água. Além disso, trabalha para acelerar a entrada em vigor da Convenção sobre o Direito dos Usos dos Cursos de Água Internacionais pra Fins Distintos da Navegação e, ao mesmo tempo, promove projetos específicos para garantir o direito à água.
Estou convencido de que a crise da água está estreitamente relacionada com as falhas da economia e da política contemporâneas. Ainda estamos sofrendo as consequências de uma grave crise econômica global. E não podemos nos enganar com o surgimento de alguns indícios de recuperação na economia mundial.
A crise demonstra que o dominante modelo atual de crescimento econômico é insustentável. Este modelo engendra crises, injustiça social e o perigo de uma catástrofe ambiental.
O mundo necessita de uma nova arquitetura política, uma nova arquitetura de segurança, governança global e desenvolvimento sustentável. Este plano deveria basear-se na rejeição de atitudes agressivas e de tentativas de dominar as relações internacionais, bem com na desmilitarização da política internacional.
Há uma clara necessidade de evoluir rapidamente para um modelo diferente, que deve consistir em uma combinação de mercados e iniciativa privada com os princípios de responsabilidade social e ambiental das atividades produtivas e de uma efetiva regulação governamental.
Sustentamos que a realização de grandes projetos nacionais e internacionais com enfoques qualitativamente inovadores sobre o uso da água poderiam se constituir em motores do desenvolvimento da economia global.
Portanto, necessitamos reconsiderar os objetivos do desenvolvimento econômico. O consumo não deve continuar sendo o único e principal condutor do crescimento. A economia deve ser reorientada para metas que incluam a sustentabilidade ambiental, a saúde das pessoas em seu sentido mais amplo, a educação, a cultura, a coesão social e uma clara redução das enormes desigualdades entre ricos e pobres.
Apenas sobre essa plataforma seremos capazes de responder aos principais desafios deste século: segurança, pobreza, atraso e crise ambiental global.
Texto de Mikhail Gorbachev, ex-secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (1989-1991) e ex-presidente da União Soviética (1990-1991).
FONTE: MERCADO ÉTICO
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GESTÃO PÚBLICA,
NATUREZA,
RECURSOS NATURAIS,
SUSTENTABILIDADE,
VERDADES
sábado, 26 de maio de 2012
POST 113: PEIXE-ROBÔ CHAMA A ATENÇÃO PARA A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS
Movimento oscilante
Pesquisadores lançaram às águas um peixe-robô amarelo que realmente é capaz
de chamar a atenção.
Projetado para monitoramento da qualidade das águas, o robô se diferencia dos
inúmeros outros projetos de peixes-robôs e dos robôs submarinos por um sistema
de propulsão por braço oscilante.
Embora tente imitar um peixe, os animais têm um sistema de locomoção bem mais
complexo, que inclui a oscilação de todo o corpo, coordenada com o movimento das
barbatanas.
A propulsão do novo robô está para o nadar de um peixe assim como o voo de um
pássaro está para o voo de um avião.
Contudo, simulações em computador têm mostrado que projetos mais avançados de
peixes-robôs podem ser altamente eficientes, levando alguns cientistas a falarem
em substituir as hélices na propulsão de navios.
Projetos alternativos
Luke Speller, um dos criadores do peixe-robô amarelo, afirmou que um dos
objetivos dos testes, que está sendo realizado no norte da Espanha, é refinar o
projeto, com vistas a comercializá-lo para o monitoramento ambiental.
Já existem robôs monitorando todos os oceanos da Terra desde 2008, mas
todos usam sistemas mais simples e mais eficientes de locomoção, sobretudo
porque um monitoramento mais eficiente exige que o robô mergulhe continuamente,
para coletar dados a várias profundidades.
Mas parece haver espaço para projetos diferenciados: há poucos dias, robôs movidos por ondas bateram o recorde mundial de distância
para robôs autônomos flutuantes.
E seu objetivo também é o monitoramento ambiental.
Cada um na sua
O robô-peixe amarelo pode até perder em eficiência na conversão de energia -
a carga de suas baterias não dura mais do que oito horas - mas tem grande apelo
de mídia.
Assim, ele pode encontrar seu nicho de aplicação na divulgação da robótica,
em atrações turísticas, ou em "iniciativas ambientais" onde o marketing seja
mais importante do que o meio ambiente em si, como ocorre nos "projetos de
sustentabilidade" de várias empresas.
Por detrás das cortinas, ou sob as águas, o trabalho sério poderia ser feito
por enxames de robôs flutuantes, capazes de coletar dados
continuamente em águas rasas ou até mesmo na correnteza de rios.
FONTE: IT
ASSUNTOS
IDEIAS,
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PARA PENSAR,
RECURSOS NATURAIS,
SUSTENTABILIDADE,
TECNOLOGIA
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