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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

POST 201: OS NÚMEROS DO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA




domingo, 13 de janeiro de 2013

POST 199: ÁGUA: SUSTENTABILIDADE PARA BEBER!


A água é fundamental para a manutenção das sociedades pelo singelo motivo de que é um insumo primordial em todos os processos produtivos e atividades humanas. Mas, antes disso, a água é parte de todos os organismos vivos no planeta e uma substância indissociável do funcionamento dos ecossistemas. Dessa forma, a qualidade e a disponibilidade desse recurso vital devem ser asseguradas para que as sociedades continuem a se desenvolver em seus capítulos sociais, econômicos e culturais.

Ocorre que o cenário é de demandas múltiplas e crescentes em função das exigências típicas do crescimento econômico, da expansão demográfica e da mobilidade social. Os usos industriais, domésticos, comerciais, recreativos, agrícolas, energéticos e no transporte são concorrenciais. Ao mesmo tempo, diversos mananciais estão ameaçados ou degradados mediante os impactos desses usos - ao passo que o atendimento pleno das necessidades mais básicas de água ainda está distante em muitos países, não sendo diferente no Brasil.
De fato, o Brasil possui a maior reserva hídrica e a segunda maior cobertura florestal do planeta, atributos que, em princípio, favorecem os recursos hídricos. As águas utilizadas nos variados processos e tipos de usos invariavelmente retornam aos rios, mares, solo e subsolo, dado o ciclo hidrológico.

Contudo, não se pode falar que seja um recurso inesgotável, tampouco abundante em termos absolutos. Apenas 3% de toda a reserva hídrica do mundo é de água doce. Os mananciais estão distribuídos heterogeneamente entre os países e em suas regiões, por vezes distantes dos pontos de demanda. Os ecossistemas aquáticos acham-se sob estresse ambiental. O desmatamento impacta negativamente os corpos hídricos. Os sistemas de captação, tratamento e distribuição ainda não são capazes de levar água a todos, além de enfrentarem sazonalidades, e nem todas as pessoas podem arcar com os custos da água tratada. Em termos relativos, pode-se falar em escassez na abundância porque há questões de qualidade e acesso à água.

Em tal quadro, o crescimento desejado da economia brasileira e a ampliação do comércio internacional continuarão a demandar mais água, energia e alimentos. Destaque-se que parte das exportações brasileiras é, na prática, importação de externalidades ambientais hídricas negativas, pois os maiores importadores de commodities intensivas em água deixam de impactar seus próprios recursos hídricos. Portanto, a água condiciona a economia e a produção de modo bastante abrangente, consideração fundamental na abordagem da segurança hídrica em relação às seguranças energética e alimentar.

Nesse sentido, é simplesmente urgente superar questões irresolutas da água, como o saneamento insuficiente e a ausência de manejo abrangente de resíduos sólidos, pois os efluentes e a interação das chuvas com o lixo urbano são problemas sérios. Restaurar e conservar as áreas de recarga mediante a recuperação da vegetação ciliar favorece os serviços ecossistêmicos prestados pela água. Os instrumentos legais e as soluções de engenharia devem ser acompanhados da melhora no resultado da gestão, de modo a promover o uso responsável da água, que incorpora aspectos de governança, de relevância dos ecossistemas aquáticos, de qualidade e quantidade e do acesso à água com vistas à sustentabilidade.

O governo deve exercer a gestão eficiente da água e promover o uso responsável, elevando a qualidade da administração pública e da resposta à sociedade também nesse aspecto. As pessoas devem buscar saber a origem dos produtos que consomem e como foram produzidos, trazendo a realidade da água para seu cotidiano. Os setores produtivos precisam compreender melhor o seu papel dentro da governança da água e utilizar os recursos hídricos com responsabilidade em seus processos, internalizando nos negócios os serviços prestados pela água.

Os desafios amplificados que o Brasil enfrenta em matéria da conjugação desse contexto com as mudanças globais que já se avizinham - demográficas, econômicas, sociais e climáticas - impõem a segurança hídrica como item prioritário na agenda da sustentabilidade, pois somente assim se poderá assegurar a produção de alimentos e a geração de energia, tão essenciais ao desenvolvimento do País.

Silneiton Favero é consultor sênior da Green Domus Desenvolvimento Sustentável Ltda.



FONTE: Terra

sábado, 8 de dezembro de 2012

POST 196: CASA FLUTUANTE NA SUÉCIA É MOVIDA A ENERGIA SOLAR

 
Imagine a seguinte cena: você recebe os amigos para uma almoço na casa de praia em uma tarde de domingo e na hora do cafezinho todos seguem para uma cabine externa que reproduz uma sala de estar e é capaz de zarpar como um barco para um passeio no mar. Exagero?

Não, é a mais recente inovação do escritório sueco Kenjo, especializado em casas sustentáveis e pré-fabricadas de pequeno porte. O projeto foi criado para uma família que buscava uma espaço que pudesse ser usado como área para relaxar e que também funcionasse como um quarto extra para hóspedes.
 
Localizada sobre uma plataforma flutuante, com acesso direto à água, a cabine conta com um sistema de energia solar fotovoltaica instalado no telhado.

A energia gerada alimenta a iluminação em LED, mais eficiente e econômica, o sistema de som interno e o motor, que permite deslocamentos curtos. Janelas de energia eficiente ajudam, ainda, a minimizar a perda de calor e fornecem luz natural durante a maior parte do dia.

FONTE: Exame

POST 195: COSTA RICA: COMO O PAÍS TRABALHA PARA SE TORNAR UM EXEMPLO EM SUSTENTABILIDADE


 
costa_rica_mapa
 
A Costa Rica, pequeno país da América Central, é famosa pela riqueza de seu meio ambiente, suas belas paisagens naturais atraem turistas de todas as partes do mundo. Um quarto de seu território é preservado como reserva ambiental, onde a fauna e a flora convivem harmoniosamente nos vários parques nacionais.
 
O país pretende se tornar carbono neutro até 2021. O termo “carbono neutro” significa um estado neutro de emissões de carbono, e é possível por meio da redução das liberações de dióxido de carbono para que a diferença entre a emissão e absorção seja efetivamente zero.
 
A Costa Rica está se empenhando para atingir essa meta, administrando cuidadosamente seus recursos naturais, para que seja possível absorver efetivamente o dióxido de carbono, ao mesmo tempo em que adota medidas para diminuir as emissões. Se o país conseguir atingir essa meta, poderá se destacar como o primeiro país carbono neutro do mundo.
 
 
costa-rica
 
 
O principal objetivo do governo é aumentar o investimento em fontes renováveis de energia até 2018, para poder atingir a meta de se tornar carbono neutro em 2021.
 
Um dos principais produtos da economia costarriquenha é a banana, que é o produto de maior exportação do país. Os produtores também estão engajados em melhorar as práticas agrícolas, preocupados em reduzir as emissões de gases das máquinas utilizadas no processo do cultivo da banana e também na distribuição, buscando meios de transporte que adotem combustíveis eco suficientes.
 
 
San Jose, Costa Rica
 
 
O ministro do Meio Ambiente, Energia e Telecomunicações da Costa Rica, René Castro, esteve no Japão na primeira semana de agosto, para firmar novos acordos de cooperação tecnológica com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) com a finalidade de acelerar novos projetos para a construção de uma usina de energia geotérmica no Parque Nacional de Rincón de la Vieja, localizada ao norte do país.
 
 
energia geotérmica
 
 
Segundo o ministro Castro, a Costa Rica enfrenta hoje um grande desafio. Cerca de 76% da energia do país é proveniente de usinas hidrelétricas, mas mudanças climáticas tem dificultado a previsão de quando e onde irá chover, além das precipitações pluviométricas. Sendo assim, é um risco depender em demasia da energia hidrelétrica. O governo planeja aumentar outras fontes de eletricidade, como a energia geotérmica, que é proveniente dos vulcões.
 
 
Energia geotérmica
 
 
Atualmente, a energia geotérmica é responsável pelo abastecimento de 12% da eletricidade na Costa Rica, e a meta é aumentar para 30 a 40%, como há muitos vulcões no país, existem ainda muitas fontes de energia geotérmica a serem exploradas. A geração da energia geotérmica é cara e exige tecnologia avançada, e graças ao envolvimento do Japão nos projetos de energia da Costa Rica, enviando engenheiros e tecnologias modernas, o ministro acredita que a meta será atingida em breve, salientando que a energia geotérmica é uma fonte promissora de energia em comparação com fontes convencionais, uma vez que não sofre influência das estações do ano, além de que seu impacto ao meio ambiente é mínimo.
 
Imagens: WashJeff
FONTE: COLETIVO VERDE

domingo, 2 de dezembro de 2012

POST 178: FAZENDAS SUSTENTÁVEIS PODEM SER MAIS "VERDES" DO QUE FAZENDAS ORGÂNICAS

Publicado pela Universidade de Oxford


Fazendas que visam altos níveis de produção de alimentos usando práticas sustentáveis podem ser melhores para o meio-ambiente do que as fazendas convencionais e orgânicas.

Um estudo, liderado pelos cientistas da Universidade de Oxford, comparou o impacto ambiental de diferentes sistemas de cultivo.

Os pesquisadores descobriram que fazendas “integradas” que maximizaram a produção enquanto utilizavam técnicas sustentáveis – como rotação de culturas, adubos orgânicos, cultura de cobertura de inverno e uso mínimo de pesticidas – utilizariam menos energia e gerariam menores emissões de gases de efeito estufa por unidade de produção do que as fazendas convencionais e orgânicas.


Um relatório da pesquisa foi publicado na revista Agricultural Systems.

‘Produzir de um modo que seja bom para o meio-ambiente não quer dizer aceitar uma queda dramática na produção de alimentos,’ disse Dr. Hanna Tuomisto, quem liderou a pesquisa na Oxford University’s Wildlife Conservation Research Unit (WildCRU). ‘Nossa pesquisa sugere que sistemas de produção integrados, que combinem as melhores práticas para altos níveis de produção com baixo impacto ambiental, podem ser melhores para o meio-ambiente do que a produção orgânica ou convencional.’


Professor David Macdonald of Oxford University’s WildCRU, que dirigiu a pesquisa, disse: ‘Integrar as necessidades de produção de alimentos e a conservação da vida selvagem é o principal desafio do século 21 – a humanidade precisa de ambos, e é só levando em conta todos os custos e benefícios que a melhor solução será encontrada.’

O pesquisador também descobriu que possíveis usos alternativos da terra devem ser levados em conta para qualquer análise dos diferentes sistemas de produção.


Dr Tuomisto disse: ‘Se você produz alimento organicamente você tem que usar muito mais área para crescer a mesma quantidade de alimento do que usaria em outros métodos, significando que essa terra não poderia ser utilizada para mais nada. Uma vez levado em conta os potenciais usos alternativos da terra, tanto o sistema de produção integrada quanto a convencional, que produzem grandes volumes de alimento por área, começaram a parecer muito mais atrativas em termos de uso geral de energia, emissões e impacto na biodiversidade.’

O estudo considerou três usos alternativos diferentes para terras ociosas na produção de alimentos; produção de culturas para biocombustíveis(cultivo de Miscanthus), silvicultura e agrofloresta. Os pesquisadores assumiram que tanto a biomassa do cultivo de Miscanthus quanto da silvicultura seria queimada para gerar calor.

Um relatório da pesquisa, entitulado ‘Comparando balanços energéticos, balanços de gases de efeito estufa e impactos na biodiversidade de diferentes sistemas de produção com usos alternativos da terra’, foi publicado na revista científica Agricultural Systems.
 
 
 
FONTE: COMUNIDADE OBRA SUSTENTÁVEL

sábado, 1 de dezembro de 2012

POST 175: SÃO PAULO GANHA SUA PRIMEIRA USINA DE ENERGIA SOLAR


A primeira usina de energia solar fotovoltaica do estado de São Paulo foi inaugurada nesta terça-feira em Campinas. Localizada em uma área de 13.700 m2, a usina de Tanquinhos, construída pelo Grupo CPFL, vai gerar aproximadamente 1,6 GWh por ano – o suficiente para abastecer mensalmente 657 residências com um consumo médio de 200 KWh/mês.

Num primeiro momento, a energia gerada a partir dos paineis fotovoltaicos que transformam a luz solar em eletricidade será usada para abastecer integralmente uma empresa da região. A expectativa é que a usina passe a integrar a rede de abastecimento dos clientes da empresa a partir de 2013.
O projeto de geração de energia limpa e renovável com paineis solares fotovoltaicos foi aprovado em dezembro de 2011 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e absorveu investimentos de R$ 13,8 milhões em pesquisa e desenvolvimento. “A demanda de energia solar ainda é incipiente no Brasil, mas deverá se consolidar nos próximos dois anos”, diz Wilson Ferreira Jr, presidente da CPFL Energia.

Para o executivo, o segmento pode ser impulsionado mais regulação do setor elétrico e por incentivos que estimulem indústrias de paineis solares fotovoltaicos a abrir fábricas em território brasileiro. A CPFL Renováveis, subsidiária do Grupo CPFL, será a responsável pela gestão e operação da Usina.
 

FONTE: Exame

POST 174: INCRA INSTITUI PROGRAMA DE SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) instituiu hoje (28) o Programa Assentamentos Verdes, para coibir o desmatamento ilegal em áreas de reforma agrária na Amazônia. O programa pretende desenvolver atividades produtivas sustentáveis nos assentamentos e realizar a recuperação ambiental das áreas já degradadas.

A iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira e prevê um plano plurianual que vai vigorar entre 2013 e 2019 para atender a até 190 mil famílias, em 980 assentamentos. Também prevê visitas para coibir crimes ambientais.
O plano, que será encaminhado ao Incra até o dia 17 de dezembro, será feito em quatro oficinas por servidores das 11 superintendências regionais da Amazônia Legal. Depois disso, segue para aprovação dos órgãos da administração pública e da sociedade civil envolvidos com as questões ambientais direta e indiretamente. Em 28 de março do ano que vem, o plano deve ser publicado.

O programa vai se aplicar aos assentamentos beneficiados com o Bolsa Verde – auxílio do Programa Brasil Sem Miséria para assentados em locais com mais de 50% de área florestal, e atuará nas seguintes linhas: capacitação e formação; diagnóstico de potencial florestal e mercados; regulação das relações entre empresas e comunidades; e assistência técnica.


FONTE:
Agência Brasil

terça-feira, 20 de novembro de 2012

POST 172: 7 IDEIAS DE JARDINS SUSTENTÁVEIS EM LUGARES PEQUENOS

Reaproveitar pedaços de madeira e outros materiais como vasos ou canteiros pode ser uma boa ideia para espaços menores.
Veja ideias de suportes feitos com madeiras reutilizadas, ideias para pequenos jardins em casas ou apartamentos.
Pallets podem ser encontradas em feiras de alimentos ou supermercados. Para montar o suporte, é necessário criar um apoio para as plantas, que podem ser colocadas em pequenos vasos ou no próprio suporte. Ideal para plantas de pequeno porte. Veja como fazer aqui.
Suporte feito com potes de vidro para conserva, os vasos podem ser usados para temperos. Só é preciso ter cuidado na hora de regar, para não acumular água dentro do vidro. Veja mais aqui.
Usando uma sapateira antiga, também é preciso cuidar com a umidade excessiva. Uma ideia é usar pedrinhas na base de cada “vasinho”. Veja como fazer aqui.
Esse modelo exige mas habilidade, para os cortes redondos. O modelo da imagem foi usado para plantar alface e outras folhas verdes. A ideia é de Anne Philipps.
Feito com calhas, o modelo é indicado para casas. A ideia foi de Suzanne Forsling, que usa os vasos para plantar uma pequena horta.
Feito com latas de diversos tamanhos, e necessário antes de usar fazer pequenos furos no fundo, para que a água escoe. Veja mais imagens aqui.
Fazer plantações em caixotes pode ser uma boa ideia em apartamentos, já que permitem uma maior mobilidade. É possível até colocar rodinhas. Veja mais aqui.
 
FONTE: COMUNIDADE OBRA SUSTENTÁVEL

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

POST 167: PORQUE NENHUM EMPRESÁRIO PODE SER SUSTENTÁVEL SOZINHO?

 
Quando pequeno, o atual presidente da Whirpool América Latina, João Carlos Brega, costumava ouvir de seu pai: "Menino, apaga essa luz, que eu não sou sócio da Light!" Hoje, o líder ouve de suas filhas praticamente a mesma mensagem, mas, segundo ele, com conotações bem distintas: "Apaga a luz do quarto, pai, porque não tem ninguém usando."

João Carlos acredita que tanto sua geração quanto a de seu pai carregavam uma ideia de sustentabilidade pautada por imposição, custo, curto prazo e individualismo. Só depois, com o choque do petróleo, surgiram as percepções de escassez de recursos, de problemas comuns, da importância do médio e longo prazos. Já as novas gerações trazem consigo a consciência no lugar da imposição. "O conceito evoluiu nesse sentido. É o que estamos vivendo hoje", afirma o líder.
 
Nesse cenário, para garantir a sustentabilidade de seu negócio, a Whirlpool não só engaja seus líderes e funcionários na causa como também todos os envolvidos em sua pegada econômica, social e ambiental. Por meio de uma auditoria, fiscaliza se seus fornecedores atendem aos critérios de economia verde da empresa. Na cadeia do aço, por exemplo, sete companhias já os cumprem e seis se comprometeram a caminhar na mesma direção.
"Como líderes, temos de atuar com consciência, tendo na sustentabilidade um valor e gerando parcerias por afinidades de propósitos", afirma o executivo.

 

A plataforma

Um ponto de encontro com a inspiração e o conhecimento. Essa é a função que a Plataforma Liderança Sustentável, lançada pela consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade, se propõe a desempenhar. Segundo Ricardo Voltolini, idealizador do projeto, trata-se de "um movimento que pretende identificar, inspirar, mobilizar e conectar jovens lideranças em sustentabilidade espalhadas pelo Brasil".
 
 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

POST 166: ÁGUA DISPONÍVEL NO MUNDO VIVE EFEITO "JAMES BOND"


O acesso a água é um direito humano universal, mas uma em cada sete pessoas no mundo não tem acesso a este recurso tão essencial à vida, enquanto 15% da população vive sem esgoto tratado. Se ainda hoje, quando somos 7 bilhões de pessoas, não conseguimos sanar esse mal, como assegurar que as próximas gerações tenham o básico?

Foi com esse pensamento que o vice-presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, abriu o EXAME Fórum Sustentabilidade, na manhã desta quarta-feira em São Paulo. Há motivos para preocupação, afinal apenas 2,5% da água que cobre o planeta é doce, mas na prática, apenas uma fração mínima está disponível para a população de forma sustentável: ínfimos 0,007%. "É o que chamo de efeito James Bond", disse Braga.
Segundo o especialista, a gestão deste recurso natural é cada vez mais uma questão eminentemente política, principalmente para os países em desenvolvimento. Mais do que descobrir formas de fazer um uso sustentável deste recurso, o terceiro mundo precisa se unir para encontrar soluções.

"A fragmentação institucional da gestão hídrica nos países em desenvolvimento é um problema a nível nacional e internacional. Pelo menos 40% da população humana vive em bacias e rios compartilhados por dois ou mais países", pontuou Braga. "Para rios transfronteiriços, a questão da gestão do recurso é uma barreira politica de difícil transposição".

Síria e Iraque, dois países que dividem os rios Tigre e Eufrates, é um exemplo do tamanho do desafio. "A disposição de sentar à mesa para discutir a gestão do recurso hídrico está longe de sair do papel", sublinhou.

A tarefa não é simples, mas é preciso avançar. A segurança hídrica é uma questão sensível nessas regiões, especialmente, no continente africano, onde a baixa incidência de chuva resulta em crescimento pífio do PIB, segundo Braga.
"Nos países desenvolvidos, o potencial hidroelétrico já foi quase totalmente desenvolvido. Na América do Sul, é de 70%, mas na África, não passa de 10%", destacou.

Um maior envolvimento do setor privado poderia ajudar a equacionar esse problema, mas a dificuldade de remuneração de capital na ceara hídrica afasta o setor de negócios. "Daí se explica porque instituições publicas tem tido maior envolvimento, mas é preciso avançar. E a parceria público-privada pode ser um caminho promissor", concluiu.
FONTE: Exame

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

POST 162: BAGAÇO DE CANA MOVE TURBINA A VAPOR EM TERMELÉTRICA

 

Na Escola Politécnica (Poli) da USP, pesquisa mostra que o bagaço de cana-de-açúcar pode ser aproveitado pelas usinas de açúcar e etanol para produzir eletricidade em uma central termelétrica com turbinas a vapor.
 
O estudo do engenheiro eletricista Fernando Alves dos Santos estima que uma usina de médio porte geraria 42 megawatts de energia elétrica por hora, consumindo anualmente 500 mil toneladas de bagaço, usado como combustível das caldeiras que produzem o vapor. A produção, além de suprir o abastecimento de energia da própria usina, gera excedentes que podem ser comercializados.
A pesquisa analisou o potencial da biomassa de cana na geração de energia elétrica, onde é produzida e como pode ser aproveitada. “A biomassa é composta pelo bagaço de cana-de-açúcar, um resíduo industrial obtido após a moagem da cana para extração do caldo, que será usado na produção de açúcar e etanol”, diz Santos.

O bagaço é queimado em caldeiras produtoras de vapor, substituindo combustíveis de fontes não-renováveis, como gás natural e carvão. “O vapor alimenta uma turbina, movimentando hélices que geram energia mecânica”, conta o engenheiro. “Na extremidade da turbina há um gerador que converte a energia mecânicia em energia elétrica.”

A partir do ranking de produção das usinas de médio porte no Estado de São Paulo, a pesquisa estimou uma média anual de 2 milhões de toneladas de cana moídas por usina. “Com 500 mil toneladas de resíduos, cada termelétrica poderia produzir 42 megawatts de eletricidade por hora, durante 4.600 horas por ano”, ressalta Santos. “Quanto mais cana é moída, maior é o potencial energético.”

Excedentes de energia

A instalação da termelétrica, além de poder suprir o consumo da própria usina, também abre a possibilidade de comercialização dos excedentes de energia. “Estima-se uma usina de médio porte consuma cerca de 13 megawatts de eletricidade por hora”, observa o engenheiro. “O que sobra pode ser comercializado em leilões de fontes de energia renováveis ou vendido a um consumidor cativo, como uma indústria de grande porte, que tenha o direito de comprar energia de um determinado produtor e não da concessionária local.”

Santos lembra que as usinas já necessitam de vapor em equipamentos como evaporadores de caldo, cozedores e colunas de destilaria. “A energia gerada pela termelétrica é um subproduto do processo produtivo, pois antes do vapor produzido nas caldeiras ser consumido, ele passa pela turbina”, diz. “Por isso se diz que esse sistema é de co-geração, pois aproveita a energia térmica consumida na indústria para produzir energia elétrica.”

A pesquisa apresenta cálculos e indicações para os empresários interessados em instalar termelétricas nas usinas. “Uma das recomendações é melhorar a eficiência dos equipamentos consumidores de vapor usados na produção de açúcar e etanol, o que liberaria mais vapor para a geração de energia”, afirma Santos. O trabalho foi orientado pelo professor Luiz Natal Rossi, da Poli.

O engenheiro também sugere o incremento da biomassa com a adição de palha de cana ao bagaço. “A palha, ao invés de ser descartada no campo durante a colheita, seria trazida para a indústria”, aponta. “Misturada ao bagaço, a palha agrega menos umidade e aumenta o poder calorífico, ampliando o potencial de geração de vapor e consequentemente a capacidade de produzir energia.”

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

POST 154: COMBINAR FONTE DE ENERGIA É MAIS EM CONTA PARA AQUECER ÁGUA

Utilizar a eletricidade com o gás natural e os painéis solares é a opção combinada mais em conta a longo prazo para o aquecimento de água em residências. A conclusão é de pesquisa do engenheiro elétrico José Carlos Saraiva, realizada no Programa de Pós-Graduação em Energia da USP. O estudo também ressalta que instalar durante a obra a infraestrutura necessária para o sistema de aquecimento, como tubulações de água quente, fria, gás e eletricidade, também ajuda a reduzir os custos da utilização de fontes alternativas de energia, mesmo que não sejam adotadas de imediato.
 
 
O engenheiro verificou a infraestrutura de três edifícios residenciais construídos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado de São Paulo, nos bairros da Bela Vista (Centro de São Paulo), Belenzinho (Zona Leste de São Paulo) e no município de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo). Os apartamentos são destinados à famílias com renda mensal de um a dez salários mínimos. “No conjunto Belém L, que tem 38 unidades habitacionais, é utilizada a energia solar juntamente com a eletricidade”, conta Saraiva. “Como as tubulações são individualizadas, cada morador tem seu próprio painel solar individual, o que evita o pagamento de despesas por todos os condôminos e pode estimular os interessados na utilização combinada dos sistemas de aquecimento.”

O conjunto Bela Vista “A”, que possui 57 unidades habitacionais utiliza o gás natural. “O gás natural, apesar do custo de instalação ser 10% maior que a eletricidade, tem um custo de operação e de consumo menor, o que justifica a utilização conjunta dos sistemas”, diz o engenheiro. “O custo inicial da eletricidade é menor, pois só é necessário o chuveiro e tubulação de água fria, que já são instalados durante a obra. Além disso, não é preciso esperar pelo aquecimento da água, evitando desperdício.”

Em Mogi das Cruzes, as 100 unidades da edificação adotaram a eletricidade e posteriormente o aquecimento solar. “A despesa para adequação foi maior, já que foi necessário colocar uma tubulação específica ligando os painéis solares aos apartamentos e sancas para proteger as tubulações, que ficavam nas paredes externas do edifício”, aponta Saraiva. “No entanto, a redução no consumo de energia foi significativa, em média de 25% a 30%, e chegando até a 51% em algumas unidades.”

Nos apartamentos em Mogi das Cruzes, a empresa concessionária de energia que opera na cidade instalou chuveiros que possuem um dispositivo automático de controle de temperatura. “Esse sistema permite que o chuveiro utilize apenas a energia necessária para que a temperatura da água atinja o nível desejado pelo morador, reduzindo o consumo”, explica o engenheiro. “A utilização em grande escala poderá contribuir para reduzir o preço do chuveiro.”

De acordo com Saraiva, o sistema de aquecimento mais vantajoso para o consumidor em termos econômicos e funcionais é a combinação de eletricidade, gás e painéis solares. “Embora o custo de instalação seja mais alto, ao longo da operação e do consumo é possível reduzir gastos, já que é possível aproveitar as vantagens dos três sistemas ao mesmo tempo”, ressalta. “Para otimizar mais os custos, as construtoras devem colocar no projeto a instalação de tubulações de gás, água quente e fria próximas dos pontos para instalação dos aparelhos de aquecimento.”

O engenheiro também recomenda que as concessionárias de energia ofereçam facilidades para a aquisição dos aquecedores. “Por exemplo, um chuveiro elétrico comum de 5.500 watts usado por uma família de 4 pessoas, consome mensalmente cerca de R$35,00 de eletricidade, enquanto o gasto com gás natural é de R$ 29,30”, aponta. “Também as especificações de infraestrutura das obras devem prever a utilização de outras formas de aquecimento, como no caso dos diâmetros de tubulação para gás, em geral adaptadas apenas para o uso do fogão.”

A pesquisa foi orientada pelo professor Murilo Tadeu Werneck Fagá, do Programa de Pós-graduação em Energia da USP. O estudo é descrito em dissertação de mestrado apresentada no último dia 26 de março. O Programa é realizado conjuntamente pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), Escola Politécnica (Poli), Instituto de Física (IF) e Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

POST 141: 3 SUPERPODERES ECOLÓGICOS DO XIXI HUMANO

Conheça projetos que tornam a urina uma incrível arma em benefício do meio ambiente.
 
Imagine poder recarregar seu notebook usando seu próprio xixi? A ideia, que causa estranhamento num primeiro momento, é uma das formas estudas por cientistas ao redor do mundo de transformar o que desce privada abaixo em uma nova fonte de energia limpa e renovável. Conheça a seguir três poderes ecológicos surpreendentes em estudo sobre a urina humana.
1 - Urina "eletrizante"

Em 2010, pesquisadores da Universidade de Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, desenvolveram um protótipo de célula combustível que pode produzir energia a partir da urina. Sem gerar nenhum subproduto poluente, o protótipo é capaz de converter energia química contida na ureia em eletricidade e água, que também poderia ser reutilizada.

Segundo os cientistas, o novo gerador de energia poderia ser aproveitado para produzir eletricidade em submarinos e em povoados isolados no meio de desertos. Até o momento, os testes iniciais mostraram resultados positivos ao produzirem pequenas quantidades de energia, mas apontam um potencial promissor.

2 – Irrigando a horta

A urina humana é uma das fontes mas ricas de nitrogênio, fósforo e potássio para plantas, e sua assimilação é perfeita. Após testar o uso do xixi numa plantação, pesquisadores finlandeses constataram que ele é um ótimo fertilizante orgânico, sem contar que é abundante e barato.

No estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry", importante publicação da área de alimentos da Sociedade Americana de Química (ACS), eles avaliaram o crescimento de duas plantações de repolho, sendo que apenas uma recebeu urina. Resultado? A plantação adubada de maneira natural tinha repolhos levemente maiores do que a de outra fertilizada com métodos tradicionais.

Privada ecofriendly

Mais recentemente, pesquisadores de Cingapura desenvolveram um vaso sanitário ecológico capaz de separar as urina das fezes através de um sistema que também poupa até 90% de água.

A urina é transportada para uma câmara onde se decompõe em fósforo e potássio, utilizados como fertilizantes, enquanto o excreta segue para um "biorreator" para ser transformado em metano e usado como biocombustível. O protótipo chamado de No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 na UniversidadeTecnológica de Nanyang.

3 – Neutralizador de CO2

Um estudo publicado este mês sugere a urina como um reagente capaz de capturar gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global, como o CO2. O autor do estudo, o professor Manuel Jiménez Aguilar, do Instituto de Investigación y Formación Agraria y Pesquera de Andalucía, explicou à EXAME.com que ureia presente no líquido se decompõe à temperatura ambiente produzindo, entre outras substâncias, o amoníaco, o qual pode juntar-se em solução ao CO2 para formar bicarbonato de amônio.

Segundo o pesquisador, a porção feita a partir de urina seria capaz de alcançar uma redução de 1% das emissões globais por ano. O próximo passo é criar protótipos para acoplar ao escape de carros e chaminés de fábricas.
 
FONTE: Exame

sábado, 2 de junho de 2012

POST 120: O MODELO ECONÔMICO ATUAL AGRAVA O DÉFICIT DE ÁGUA DOCE

O déficit de água doce em escala mundial está se tornando cada vez mais grave. Ao contrário de outros recursos naturais, a água é insubstituível e suas existências acessíveis são limitadas, no entanto seu consumo aumenta constantemente.


Simplesmente é impossível que o consumo mundial de água doce prossiga aumentando da mesma forma que durante o século passado. Entretanto, nos países mais pobres, milhões de pessoas morrerem por ingerirem água não tratada. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), a água contaminada é a causa de 80% das doenças infecciosas e epidêmicas.

A premissa de uma política para enfrentar a crise global da água implica o reconhecimento de suas causas. Entre as razões principais destacam-se o crescimento da população mundial e das produções agrícola, industrial e energética, que são as principais consumidoras de água.

Também se contam as consequências ambientais das atividades econômicas e a destruição dos ecossistemas naturais, o desperdício de água e de outros recursos naturais em uma economia concentrada na obtenção de ingentes lucros, na pobreza maciça e na incapacidade dos governos em alguns países atrasados para organizar um manejo eficiente dos recursos hídricos.

Por fim, deve-se mencionar a corrida armamentista e o insensato esbanjamento de cifras enormes de riqueza e recursos em guerras e conflitos.

É, portanto, evidente a inviabilidade de uma estratégia para enfrentar o problema isoladamente de outros desafios globais e do contexto internacional.

Há 20 anos a Green Cross International (GCI) opera com um enfoque de conjunto entre os problemas da segurança, da pobreza e do meio ambiente. Há algum tempo a GCI lançou a iniciativa Água para a Vida. Propusemos-nos realizar uma convenção internacional sobre o direito à água, e em julho de 2010 uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu explicitamente o direito humano à água e ao saneamento, além de admitir que a água potável e o saneamento são essenciais para a preservação de todos os direitos humanos.

Agora é necessária a instrumentalização prática deste princípio, já que até hoje apenas uns poucos países introduziram o direito à água em sua legislação nacional.

A GCI propicia a adoção de medidas destinadas a preservar e manejar racionalmente a água. Além disso, trabalha para acelerar a entrada em vigor da Convenção sobre o Direito dos Usos dos Cursos de Água Internacionais pra Fins Distintos da Navegação e, ao mesmo tempo, promove projetos específicos para garantir o direito à água.

Estou convencido de que a crise da água está estreitamente relacionada com as falhas da economia e da política contemporâneas. Ainda estamos sofrendo as consequências de uma grave crise econômica global. E não podemos nos enganar com o surgimento de alguns indícios de recuperação na economia mundial.

A crise demonstra que o dominante modelo atual de crescimento econômico é insustentável. Este modelo engendra crises, injustiça social e o perigo de uma catástrofe ambiental.

O mundo necessita de uma nova arquitetura política, uma nova arquitetura de segurança, governança global e desenvolvimento sustentável. Este plano deveria basear-se na rejeição de atitudes agressivas e de tentativas de dominar as relações internacionais, bem com na desmilitarização da política internacional.

Há uma clara necessidade de evoluir rapidamente para um modelo diferente, que deve consistir em uma combinação de mercados e iniciativa privada com os princípios de responsabilidade social e ambiental das atividades produtivas e de uma efetiva regulação governamental.

Sustentamos que a realização de grandes projetos nacionais e internacionais com enfoques qualitativamente inovadores sobre o uso da água poderiam se constituir em motores do desenvolvimento da economia global.

Portanto, necessitamos reconsiderar os objetivos do desenvolvimento econômico. O consumo não deve continuar sendo o único e principal condutor do crescimento. A economia deve ser reorientada para metas que incluam a sustentabilidade ambiental, a saúde das pessoas em seu sentido mais amplo, a educação, a cultura, a coesão social e uma clara redução das enormes desigualdades entre ricos e pobres.

Apenas sobre essa plataforma seremos capazes de responder aos principais desafios deste século: segurança, pobreza, atraso e crise ambiental global.


Texto de Mikhail Gorbachev, ex-secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (1989-1991) e ex-presidente da União Soviética (1990-1991).



sábado, 26 de maio de 2012

POST 113: PEIXE-ROBÔ CHAMA A ATENÇÃO PARA A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS

Movimento oscilante
Pesquisadores lançaram às águas um peixe-robô amarelo que realmente é capaz de chamar a atenção.

Projetado para monitoramento da qualidade das águas, o robô se diferencia dos inúmeros outros projetos de peixes-robôs e dos robôs submarinos por um sistema de propulsão por braço oscilante.
Embora tente imitar um peixe, os animais têm um sistema de locomoção bem mais complexo, que inclui a oscilação de todo o corpo, coordenada com o movimento das barbatanas.

A propulsão do novo robô está para o nadar de um peixe assim como o voo de um pássaro está para o voo de um avião.
Contudo, simulações em computador têm mostrado que projetos mais avançados de peixes-robôs podem ser altamente eficientes, levando alguns cientistas a falarem em substituir as hélices na propulsão de navios.


Projetos alternativos
Luke Speller, um dos criadores do peixe-robô amarelo, afirmou que um dos objetivos dos testes, que está sendo realizado no norte da Espanha, é refinar o projeto, com vistas a comercializá-lo para o monitoramento ambiental.

Já existem robôs monitorando todos os oceanos da Terra desde 2008, mas todos usam sistemas mais simples e mais eficientes de locomoção, sobretudo porque um monitoramento mais eficiente exige que o robô mergulhe continuamente, para coletar dados a várias profundidades.


Mas parece haver espaço para projetos diferenciados: há poucos dias, robôs movidos por ondas bateram o recorde mundial de distância para robôs autônomos flutuantes.
E seu objetivo também é o monitoramento ambiental.

Cada um na sua
O robô-peixe amarelo pode até perder em eficiência na conversão de energia - a carga de suas baterias não dura mais do que oito horas - mas tem grande apelo de mídia.
Assim, ele pode encontrar seu nicho de aplicação na divulgação da robótica, em atrações turísticas, ou em "iniciativas ambientais" onde o marketing seja mais importante do que o meio ambiente em si, como ocorre nos "projetos de sustentabilidade" de várias empresas.
Por detrás das cortinas, ou sob as águas, o trabalho sério poderia ser feito por enxames de robôs flutuantes, capazes de coletar dados continuamente em águas rasas ou até mesmo na correnteza de rios.


FONTE: IT

quinta-feira, 10 de maio de 2012

POST 106: PLANTA ARTIFICIAL GIGANTE PRODUZ ENERGIA SOLAR

O escritório britânico ZM Architecture criou uma tecnologia capaz de produzir energia solar a partir de imitações das plantas.

A Solar Lilly tem o formato de uma vitória-régia gigante de 30 metros de diâmetro. Ela fica ancorada ao leito do rio e contém pequenos motores internos para mover as placas e aproveitar os raios solares.


A Solar Lilly não necessita de grandes áreas reservadas para a produção energética. Além disso, as placas podem ser desmontadas e transportadas para outros locais. Dessa forma, elas podem ser instaladas nos ambientes com as condições mais propícias à produção da energia limpa, o que aumenta o aproveitamento.

O sistema de obtenção da energia a partir do Sol foi pensado para ser uma nova maneira de aproveitar os recursos naturais e dar utilidades aos rios sem agredir o meio ambiente. A tecnologia foi testada no rio Clyde, em Glasgow, na Escócia. O resultado foi tão positivo que despertou o interesse de outros países.

Em 2008, a novidade recebeu um selo de aprovação do International Design Awards e ficou em segundo lugar no concurso internacional Green Dot Awards. Depois disso, órgãos municipais e organizações da Ásia, Brasil, Europa e Coreia manifestaram interesse em utilizar a Solar Lilly.



FONTE: INFO

domingo, 15 de abril de 2012

POST 90: JARDINS VERTICAIS RENOVAM O AR E EMBELEZAM A CIDADE DO MÉXICO

São Paulo – Quem não se encanta ao ver um jardim bem cuidado? Imagine então se deparar com megaestruturas revestidas de vegetação verdinha no meio das ruas e, ainda por cima, na posição vertical. Pois é dessa paisagem que os moradores da Cidade do México andam desfrutando.



Sete gigantes jardins verticais foram instalados pelos bairros da região pelo grupo VerdMX, organização sem fins lucrativos que promove o design verde como forma de melhorar a qualidade de vida nos espaços urbanos e revitalizá-los. Os benefícios vêm em dose dupla, garantindo beleza para os olhos e ar puro para o pulmão.

POST 89: OS INCRÍVEIS CAMPOS NEBULARES DE SÃO PAULO


São Paulo dos Campos de Piratininga. São Bernardo da Borda do Campo. Os nomes antigos de duas cidades da Grande São Paulo dão a dica da vegetação que cobria boa parte da área antes da ocupação intensiva: os campos, extensões de vegetação baixa, entremeados por brejos e capões de mata, principalmente à beira de córregos e rios. Esse tipo de formação quase desapareceu da grande São Paulo. Quase. Porque ainda sobrevive um trecho de campos, chamados de campos nebulares (por causa da neblina que boa parte do dia, em qualquer época do ano, pode cobrir a região) dentro do município de São Paulo. Fica no pouco conhecido Núcleo Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar, em Marsilac, no extremo da Zona Sul da cidade, divisa com os municípios de São Vicente e Itanhaém.

Campos nebulares no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Curucutu
“Imagina, a gente poderia estar andando pela avenida Paulista no século XVI, talvez a paisagem fosse essa”, diz o biólogo Fabio Schunck. Ele faz um monitoramento das aves no Núcleo Curucutu desde 2007, parte de seu plano de mestrado, apoiado pelo pesquisador Luis Fabio Silveira, do Museu de Zoologia da USP. Todos os anos na mesma data, Schunck arma 20 redes de neblina para capturar aves nos campos nebulares. Sua intenção é anilhar uma espécie migratória, a Elaenia chilensis, ou guaracava-de-crista-branca. “Elas passam por aqui sempre na mesma data, capturo os indivíduos, anoto as características biológicas, anilho, fotografo e solto. Depois de poucos dias, elas desaparecem. Ainda não recapturei nenhum exemplar anilhado, mas já anilhei 75 indivíduos. Qualquer hora algum pesquisador captura uma destas guaracavas em outra localidade da América do Sul. Os poucos estudos disponíveis mostram que elas migram do Chile, subindo pela região leste do Brasil até o nordeste, passando pela Caatinga, Cerrado, Amazônia e retornando ao Chile pelos Andes, para se reproduzir. Mas os estudos ainda são inconclusivos”, ele diz.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

POST 79: O CUIDADO COM O MEIO AMBIENTE NAS EMPRESAS DO GRUPO DE EIKE BATISTA


A preocupação ambiental integra todas as etapas dos projetos das empresas do Grupo EBX. Da idéia que dá origem a um projeto à operação de nossos empreendimentos, o cuidado com a natureza e a mensuração de impactos e riscos está presente em nossos procedimentos.

Dentro da ótica da utilização de recursos naturais, as empresas do Grupo EBX cumprem com excelência a legislação ambiental que requer a mitigação e eliminação dos impactos ambientais negativos e a otimização dos positivos, gerados pelos projetos, mostrados através de estudos - EIA, PBAs e outros.
 
 
Adicionalmente investem em projetos ambientais voluntários que favorecem a conservação da natureza de locais reconhecidos como importantes do ponto de vista conservacionista.

Além disso, também se entende que o Grupo EBX tem a oportunidade de agregar valor aos seus negócios, associando a imagem do Grupo EBX à conservação da natureza.

Apoiamos a conservação de parques, reservas naturais, e outras áreas protegidas no Brasil, no Chile e na Colômbia.

Revitalizamos e recuperamos áreas verdes dentro de espaços urbanos. Planejamos assentamentos e urbanizações que levam o cuidado ambiental entre suas premissas.

Mais do que obter licenças ambientais para operar, nossas ações asseguram a licença social, construída com as comunidades em que estamos inseridos.

Elaboramos um Guia Corporativo de Licenciamento, um manual interno que fornece desde as ferramentas teóricas sobre o processo, até os procedimentos específicos de controle de qualidade de todas as nossas ações.


FONTE: EBX

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