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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

POST 201: OS NÚMEROS DO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA




terça-feira, 20 de novembro de 2012

POST 170: QUANTO MAIS VERDE MELHOR


O Eldorado Business Tower é um imponente edifício de 32 andares que se destaca na paisagem da marginal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Por estar afastado do conjunto de espigões da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul da cidade, ele parece não ter concorrentes à altura. E, em certo sentido, não tem mesmo. O empreendimento é o primeiro - e, até o momento, o único - no Brasil que obteve a certificação platina, categoria máxima da Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), o principal selo de construção sustentável do mundo. Ao todo, apenas 44 prédios corporativos no mundo pertencem à categoria platina do selo verde emitido pelo Green Building Council (GBC). A pedido de EXAME, o GBC Brasil fez um ranking dos cinco prédios mais verdes do país. Além do Eldorado Business Tower, completam a lista o Eco Berrini, o Rochaverá Corporate Tower, o WTorre Nações Unidas e o WTorre JK. Todos eles ficam em São Paulo e, com exceção do Eldorado Business Tower, pertencem à categoria ouro, logo abaixo da platina (o Eco Berrini está em processo final de avaliação para ser elevado ao padrão platina).

Vistos de fora, esses prédios verdes não dão a dimensão exata do que têm de diferente - mas trazem, dentro de si, uma série de características inovadoras. Quando chove, o Eldorado Business Tower - que tem inquilinos como Gerdau, Odebrecht e General Electric - retém 25% da água que iria parar no rio Pinheiros, reduzindo o risco de alagamentos na vizinhança. A água captada pelo prédio é reaproveitada na irrigação dos jardins e nos vasos sanitários. Os elevadores possuem um mecanismo que recupera energia elétrica durante as descidas. Os vidros de alto desempenho permitem a entrada de 75% da luz solar no edifício e, ao mesmo tempo, deixam 72% do calor do lado de fora. Esse material especial representou um custo adicional de 2,5 milhões de reais para a obra, mas permitiu redimensionar o sistema de refrigeração, gerando uma economia de 4,5 milhões de reais na compra do ar-condicionado.

O Eco Berrini, uma torre de 32 andares, de propriedade do fundo de pensão Previ e alugado para a Telefônica, é mais um prédio que, à primeira vista, se parece com tantos outros edifícios modernos de São Paulo. Mas é uma das primeiras construções na cidade que, desde sua concepção, foi planejada para obter a certificação Leed. Sua fachada é toda envidraçada, o que garante a excelente luminosidade e reduz o consumo de energia. Para evitar a entrada excessiva de calor, a solução foi dividir as janelas que vão do chão ao teto do pavimento em três partes - as janelas superior e inferior, com vidros especiais, retêm mais calor.

Localizado também na região da marginal Pinheiros, o Rochaverá Corporate Tower, da incorporadora Tishman Speyer, é um dos maiores complexos comerciais de alto padrão de São Paulo. Ocupando um terreno de 34 000 metros quadrados, destaca-se por possuir inúmeras áreas verdes, que tornam o ambiente acessível aos que trabalham ou moram nas imediações. É como uma praça interligando uma estação de trem e os dois shoppings vizinhos. "Essa preocupação de inserção no meio urbano é fundamental para os prédios verdes", diz Marcelo de Andrade Romero, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Um edifício verde precisa ser sustentável desde seus primeiros dias de vida, reduzindo os transtornos na vida da cidade, como a quantidade de poeira, o trânsito intenso de caminhões e o barulho na fase de construção. É preciso considerar também que, uma vez de pé, ele não pode sombrear totalmente um prédio vizinho. Deve usar a maior quantidade possível de material reciclado, como refugo de outras obras, ou que tenham rápida renovação na natureza. A compra de matéria-prima de localidades muito distantes deve ser evitada. Não faz sentido, por exemplo, um empreendimento de São Paulo ou do Rio de Janeiro trazer madeira certificada do Acre, já que essa operação envolve um elevado custo ambiental com o transporte.


CUSTO E RETORNO
Para obter a certificação verde, um prédio precisa cumprir vários requisitos: o projeto deve proporcionar eficiência energética, permitir a redução do consumo de água, usar material reciclado, melhorar a qualidade interna do ambiente e apresentar inovações tecnológicas. Com as soluções avançadas que adotam, os edifícios verdes custam até 7% mais do que prédios de alto padrão erguidos sem as mesmas preocupações ambientais. Trata-se de uma conta enganosa. Os prédios sustentáveis também estão se tornando uma exigência no mundo corporativo graças à redução de até 10% nas despesas com manutenção. "O retorno operacional dos edifícios certificados é rápido", diz Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil. O preço do condomínio, evidentemente, diminui, mas não o do aluguel, que tem uma valorização alta. Segundo o portal Zap, maior banco de dados do mercado imobiliário do país, o preço do aluguel por metro quadrado em um prédio com o selo Leed chega a ser três vezes maior do que o de outros imóveis na mesma região.

Apesar da locação mais alta, muitas multinacionais buscam espaços nos prédios verdes para seguir o mesmo padrão de sustentabilidade adotado pela matriz no exterior. "No mundo dos negócios, estar num prédio verde é hoje uma preocupação da maioria das grandes companhias", afirma Roberto Aflalo Filho, sócio do escritório paulistano de arquitetura Aflalo & Gasperini, responsável pelos projetos do Eldorado Business Tower e do Eco Berrini. Aflalo Filho lembra que, nos anos 70, essa era uma preocupação no mundo da construção. A regra era erguer o prédio e vendê-lo rapidamente com o maior lucro possível. Nas duas décadas seguintes, os fundos de pensão passaram a investir em imóveis, o que levou ao surgimento de empreendimentos de alta durabilidade e baixo custo de manutenção. Nos anos 2000, novas tecnologias tornaram viáveis conceitos inovadores que custavam a sair das pranchetas. "A construção de um prédio verde é uma decisão econômica que leva em conta o investimento e o retorno. Um prédio que não incorpora essa visão é como um carro beberrão, que só se desvaloriza e acaba não sendo usado", diz Aflalo.

O valor de um prédio verde vai além do tangível - ele pode ser refletido na imagem das empresas que optam em habitá-lo. "Ao se instalar num edifício assim, uma empresa busca mostrar à sociedade que se preocupa com o meio ambiente", diz Romero, da USP. Pode até ser um passo importante, mas evidentemente não se trata da panaceia dos problemas de sustentabilidade corporativa. Na China está sendo construído o primeiro edifício sustentável com 100% de eficiência energética - produzirá toda a energia que consumir. Ainda em processo de certificação Leed, o Pearl River Tower, na cidade de Guangzhou, é um arranha-céu de 69 andares que prevê a geração de energia por meio de painéis solares e aerogeradores, ventilação em piso elevado e coletores de água da chuva. Entre as empresas que ocuparão o espaço está a China National Tobacco Corporation, uma companhia polêmica por natureza.

LIDERANÇA AMERICANA
O Brasil é atualmente o quarto país do mundo com mais prédios corporativos verdes - 46 empreendimentos obtiveram o selo e outros 490 estão em processo de avaliação. Os Estados Unidos são, disparado, líderes nessa área, com 11 385 prédios verdes certificados, seguidos da China, com 210, e dos Emirados Árabes Unidos, com 50. Dos 44 prédios corporativos verdes no mundo com certificação platina, 33 são americanos. No coração de Manhattan, Nova York, fica a sede do Bank of America, cujo arranha-céu de 55 andares é considerado o edifício mais verde do mundo. Por estar ao lado da Times Square, onde há conexão para quatro linhas do metrô, o prédio do Bank of America dispensa garagens para carros. Na parte invisível para a maioria dos frequentadores, há um engenhoso sistema de armazenamento de gelo que supre 25% da necessidade de refrigeração anual do prédio, reduzindo os picos de energia, comuns em certas horas do dia. À noite, quando a maioria dos funcionários já foi embora dos escritórios, a sobra de eletricidade é usada para produzir gelo para o dia seguinte.

O primeiro prédio verde de Nova York foi o Hearst Tower, sede do grupo de mídia Hearst Corporation. A moderna torre, projetada pelo arquiteto britânico Norman Foster, foi concluída em 2004 e preservou as características do prédio original de três andares, construído em 1928. A torre gasta 26% menos energia do que um prédio convencional, retém 25% da água das chuvas e conseguiu diminuir em 869 toneladas a emissão anual de gases do efeito estufa, o correspondente à retirada de 174 carros das ruas.

Na Índia fica o único prédio corporativo fora dos Estados Unidos entre os cinco mais verdes do mundo. O Kalpataru Square foi o primeiro projeto na Ásia a obter a certificação Leed. Localizado próximo ao aeroporto de Mumbai, o empreendimento foi erguido para impulsionar o crescimento do distrito de negócios de Andheri. Seu projeto previu a redução de até 61% do escoamento da água de chuva, que é reaproveitada na irrigação dos jardins e nos vasos sanitários. Os indianos acreditam que empreendimentos como o Kalpataru Square podem estimular outras empresas a investir na melhoria de sua sede, ajudando a criar uma nova imagem para o país.

OS PRÉDIOS MAIS VERDES
O Brasil tem 46 prédios corporativos com o selo verde Leed. Abaixo, os cinco melhores. Apenas um deles, o Eldorado Business Tower, pertence à categoria máxima, platina

OS MELHORES DO BRASIL:
Eldorado Business Tower/São Paulo
Eco Berrini/São Paulo
Rochaverá Corporate Tower/São Paulo
WTorre Nações Unidas/São Paulo
WTorre JK/São Paulo
No mundo todo, os Estados Unidos lideram as certificações, com 11 385 prédios corporativos verdes. A seguir, o ranking dos cinco melhores do mundo

OS MELHORES DO MUNDO:
Bank of America Tower/Nova York, Estados Unidos
Banner Bank Building/Boise, Estados Unidos
1200 Nineteenth Street/Washington, Estados Unidos
Kalpataru Square/Mumbai, Índia
1800 Larimer/Denver, Estados Unidos
 

Fonte: Green Building Council

Retirado de Planeta Sustentável

domingo, 18 de novembro de 2012

POST 166: ÁGUA DISPONÍVEL NO MUNDO VIVE EFEITO "JAMES BOND"


O acesso a água é um direito humano universal, mas uma em cada sete pessoas no mundo não tem acesso a este recurso tão essencial à vida, enquanto 15% da população vive sem esgoto tratado. Se ainda hoje, quando somos 7 bilhões de pessoas, não conseguimos sanar esse mal, como assegurar que as próximas gerações tenham o básico?

Foi com esse pensamento que o vice-presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, abriu o EXAME Fórum Sustentabilidade, na manhã desta quarta-feira em São Paulo. Há motivos para preocupação, afinal apenas 2,5% da água que cobre o planeta é doce, mas na prática, apenas uma fração mínima está disponível para a população de forma sustentável: ínfimos 0,007%. "É o que chamo de efeito James Bond", disse Braga.
Segundo o especialista, a gestão deste recurso natural é cada vez mais uma questão eminentemente política, principalmente para os países em desenvolvimento. Mais do que descobrir formas de fazer um uso sustentável deste recurso, o terceiro mundo precisa se unir para encontrar soluções.

"A fragmentação institucional da gestão hídrica nos países em desenvolvimento é um problema a nível nacional e internacional. Pelo menos 40% da população humana vive em bacias e rios compartilhados por dois ou mais países", pontuou Braga. "Para rios transfronteiriços, a questão da gestão do recurso é uma barreira politica de difícil transposição".

Síria e Iraque, dois países que dividem os rios Tigre e Eufrates, é um exemplo do tamanho do desafio. "A disposição de sentar à mesa para discutir a gestão do recurso hídrico está longe de sair do papel", sublinhou.

A tarefa não é simples, mas é preciso avançar. A segurança hídrica é uma questão sensível nessas regiões, especialmente, no continente africano, onde a baixa incidência de chuva resulta em crescimento pífio do PIB, segundo Braga.
"Nos países desenvolvidos, o potencial hidroelétrico já foi quase totalmente desenvolvido. Na América do Sul, é de 70%, mas na África, não passa de 10%", destacou.

Um maior envolvimento do setor privado poderia ajudar a equacionar esse problema, mas a dificuldade de remuneração de capital na ceara hídrica afasta o setor de negócios. "Daí se explica porque instituições publicas tem tido maior envolvimento, mas é preciso avançar. E a parceria público-privada pode ser um caminho promissor", concluiu.
FONTE: Exame

sábado, 17 de novembro de 2012

POST 164: BRASÍLIA TESTA ÔNIBUS ELÉTRICO CHINÊS PARA A COPA DE 2014


 
De olho no meio ambiente e na Copa do Mundo 2014, a capital federal vai testar um ônibus 100% movido a eletricidade.
 
Nos próximos três meses, especialistas da Universidade de Brasília (UNB) e população poderão avaliar a eficiência do veículo que, além de usar fonte de energia renovável, promete reduzir a poluição sonora.

Fabricado na China, onde circulam cerca de 1,8 mil ônibus elétricos, o modelo funciona com um conjunto de baterias de 538V, que garantem ao coletivo percorrer até 150 quilômetros numa única recarga.
Cada bateria leva de uma a três horas para ser recarregada e tem vida útil de pelo menos cinco anos. O ônibus possui ar-condicionado e capacidade para transportar 60 pessoas – 28 sentadas, 31 em pé e um espaço para cadeirante.

Se o desempenho do ônibus elétrico agradar, a intenção é trazer para Brasília a fábrica que produz o veículo ecológico, para modernizar o sistema de transporte urbano.

A introdução de veículos elétricos e híbridos no transporte coletivo também faz parte do acordo celebrado entre o governo do Distrito Federal e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) para a Copa do Mundo de 2014. A meta é que essa frota transporte torcedores e turistas do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

FONTE: Exame

sábado, 2 de junho de 2012

POST 121: ECONOMIA VERDE EMPREGA TRÊS MILHÕES DE BRASILEIROS

Genebra - A economia verde já emprega quase 3 milhões de brasileiros e, na próxima década, poderá se transformar em um dos setores mais dinâmicos dos países emergentes.
Um estudo produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, revela que até 60 milhões de postos de trabalho pelo mundo poderão ser criados se governos incentivarem novas tecnologias ambientais e garantirem apoio a setores relacionados com a economia verde.


Segundo o estudo, metade da mão de obra mundial - cerca de 1,5 bilhão de pessoas - será de alguma forma afetada pela transição do atual modelo para um padrão ambientalmente sustentável, especialmente nos setores de agricultura, pesca, energia, construção e transporte. Só no setor de energia renovável, 5 milhões de postos de trabalho foram criados no mundo entre 2006 e 2010. Na Europa, 14,6 milhões de pessoas já trabalham em cargos relacionados com a proteção da biodiversidade.
O Brasil criou 3 milhões de postos de trabalho no setor ambiental, o que representa 7% da mão de obra nacional. Parte importante desses trabalhadores está no setor de energia renovável. Em 2008, eram 2,6 milhões de brasileiros nessa posição. Nos países emergentes, investimentos de US$ 30 bilhões para a preservação de florestas podem gerar 8 milhões de empregos. A expectativa é de que entre 0,5% e 2% do total de trabalhadores no mundo estejam no setor ambiental.



FONTE: INFO

domingo, 6 de maio de 2012

POST 102: O FUTURO DOS HOTÉIS É VERDE








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terça-feira, 17 de abril de 2012

POST 91: OBJETOS SUSTENTÁVEIS SOBEM NO TELHADO, NO BOM SENTIDO.

Telhas de fibra de celulose contribuem para tornar o ambiente mais agradável, com menor consumo de energia e maior facilidade de manejo na comparação com os produtos à base de argila ou cimento.
Investimentos voltados à fabricação de objetos sustentáveis para o lar já chegaram aos telhados das residências.
Graças ao desenvolvimento de novas tecnologias nesse sentido, o consumidor pode optar por telhas de fibra vegetal, cuja matéria-prima principal é a fibra de celulose, que, por ser extraída de papel reciclado, tem baixo impacto ambiental.
Além do apelo sustentável, a arquiteta Maria José de Mello destaca que esse tipo de telha só traz benefícios ao consumidor.
Por exemplo, há uma redução no custo de energia, justamente por ela ser mais transparente, facilitando a iluminação do ambiente, além de manter o lugar muito mais arejado e oferecer melhor acústica.
Maria José conta ainda que as telhas convencionais como as de fibra de cimento e as famosas vermelhas são mais finas e por isso deixam o ambiente até 12ºC mais quente nas regiões de alta insolação. "Um exemplo é o de residências que ainda não possuem laje, em que o ar do ambiente interno é sempre mais quente do que o do lado externo da casa", conta.
Apesar dos benefícios citados e uma demanda crescente por esse tipo de cobertura, Maria José comenta que ainda há resistências quanto ao seu uso. Os argumentos, segundo ela, são baseados em custo um pouco mais alto - algo em torno de 10% do valor das telhas convencionais - e receio de uso do material.
"A telha sustentável pode ter sim um custo mais alto, mas os benefícios que ela oferece acabam por deixá-la mais barata. Ou seja, o próprio material promove a economia de consumo", enfatiza.
Para a arquiteta, o uso desse tipo de telha colabora também para o não esgotamento de recursos naturais, já que a matéria prima para a fabricação das coberturas convencionais é retirada de minas de argila.

sábado, 14 de abril de 2012

POST 85: CONSUMIDOR: O QUE ELE ESPERA DAS EMPRESAS?

O Akatu vem repetindo em suas ferramentas de comunicação que, atualmente, mais de dois terços da população mundial consome só o mínimo que precisa ou abaixo disso, enquanto apenas 16% da humanidade é responsável por 78% do consumo total no planeta. Mesmo com essa situação de forte concentração do consumo, a humanidade como um todo já está consumindo 50% mais recursos do que a Terra consegue repor. Isso significa que o planeta não está sendo capaz de purificar o ar, produzir a água potável, recuperar as áreas agricultáveis e absorver todo tipo de resíduo gerado no consumo na mesma velocidade que a humanidade exige. Tal situação de insustentabilidade traz ameaças e oportunidades para as empresas.



Em primeiro lugar, existe a ameaça da escassez de recursos naturais (como água, energia, petróleo etc.), que são utilizados como matéria-prima na produção de bens e serviços. Existe também a ameaça de que, por pressão dos ambientalistas, de segmentos do governo e dos consumidores, a legislação avance mais rápido que as práticas empresariais e, assim, repentinamente, seja necessária uma mudança sem tempo de adaptação.


Pesquisa do Akatu de 2006/2007
já mostrava desejo crescente dos brasileiros de que houvesse interferência do Estado no sentido da obrigatoriedade da ação das empresas no campo da responsabilidade social empresarial (57% dos brasileiros esperavam essa interferência em 2004 e o número cresceu para 64% em 2006). Outro estudo, o Trust Barometer 2012, lançado este mês pela Edelman (grupo multinacional de comunicação), corrobora o dado: embora no Brasil haja uma queda da confiança das pessoas em empresas, governos e ongs, ainda assim 58% dos brasileiros acreditam que o governo não regulamenta as ações da empresa como deveria.

Por outro lado, o momento atual traz uma grande oportunidade: a de que as empresas passem a ser, mais que produtoras ou prestadoras de serviço, aliadas do consumidor na construção de uma sociedade mais sustentável e desejável, e assim se diferenciem das outras empresas por sua liderança positiva.

POST 84: EMPREGOS VERDES ESTÃO EM ALTA E DEVEM TER 25 MILHÕES DE VAGAS ATÉ 2030

Profissões ligadas à área ambiental estão em alta. Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a economia verde será responsável pela criação de 25 milhões de postos de trabalho até 2030. Atualmente a área emprega quase três milhões de profissionais.

Atualmente a área emprega quase três milhões de profissionais. | Imagem | Mayra Rosa/CicloVivoO potencial deste mercado é reconhecido por diversas instituições ligadas às carreiras. Em declaração ao Estadão, Mirela Sandrini, diretora-executiva do Fundo Vale, explica que este segmento é bastante promissor e se fortalece a cada dia. Além disso, as áreas de atuação são diversas e entre os profissionais estão: economistas, engenheiros, biólogos, jornalistas, entre outros.
 
“Todas as áreas que têm alguma ligação com o impacto ambiental são consideradas verdes”, explicou Paulo Maçouçah, coordenador de empregos verdes do OIT. Os potenciais destacados por ele vão desde profissões ligadas ao saneamento e energia renovável até o ecodesign.
Durante entrevista ao jornal paulistano, a economista Inessa Salomão, que trabalha há quatro anos em projetos direcionados à área ambiental, argumentou que o Brasil é um país com bastante potencial em relação às profissões voltadas à sustentabilidade. “Quem entrar [neste mercado] vai se dar bem”.

terça-feira, 3 de abril de 2012

POST 80: FAPESP LANÇA E-BOOK SOBRE BIODIVERSIDADE


O programa BIOTA-FAPESP lançou o e-book (livro eletrônico) Biodiversidade e ecossistemas bentônicos marinhos do Litoral Norte de São Paulo, Sudeste do Brasil. Em 550 páginas ilustradas, a publicação apresenta um inventário integrado da fauna associada aos substratos marinhos – os organismos bentônicos – no Litoral Norte paulista. Essa biota, altamente diversa e complexa, inclui organismos importantes nos ciclos biogeoquímicos dos mares e oceanos.

O conteúdo é resultado do Projeto Temático “Biodiversidade bêntica marinha no Estado de São Paulo”, financiado pela FAPESP entre 2000 e 2005 e coordenado por Antonia Cecília Zacagnini Amaral, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Organizado por Amaral e por Silvana Henriques Nallin, do Laboratório de Biologia Marinha do Instituto de Biologia da Unicamp, a produção do e-book envolveu mais de uma centena de pesquisadores das áreas de zoologia, taxonomia e ecologia.

quinta-feira, 29 de março de 2012

POST 74: BM&FBOVESPA RELANÇA BOLSA SUSTENTÁVEL


A BM&FBovespa relançou hoje a Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA) que vai servir de ponte para investidores interessados em financiar projetos sociais. Todos podem contribuir, sejam pessoas jurídicas ou físicas residentes no Brasil ou no exterior.

As contribuições, de no mínimo R$ 20,00, podem ser feitas no novo site da BVSA (http://www.bvsa.org.br/). Desde 2003, ano em que foi lançado o projeto, a bolsa socioambiental já captou mais de R$ 12 milhões que foram investidos em mais de 100 projetos.


"Esse projeto é o menino dos olhos da BM&FBovespa. A BVSA tem um formato semelhante ao de uma bolsa de valores. Queremos listar o maior número de projetos possível de organizações não governamentais, entidades filantrópicas, escolas municipais, etc", disse Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBovespa.

quinta-feira, 22 de março de 2012

POST 73: REFLEXÕES SOBRE AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


 
Esse negócio de mudanças climáticas pode ser polêmico. Hoje, a maior parte dos cientistas acredita que a emissão excessiva de gás carbônico está ajudando a mexer com todo o equilíbrio da geo e biosfera. A sociedade está pouco a pouco seguindo esse mesmo paradigma. Mas ainda há gente que se questiona. Será mesmo que é culpa humana? Mesmo que não fosse, o que vai acontecer? O que se pode fazer a respeito?
O que me parece, para resumir bem resumido, é que tendências naturais do planeta estão se somando a impactos provocados pelo ser humano, até chegar num ponto de mudança. Mais tempo ou menos tempo (medido em milhões de anos), o clima da Terra mudaria de qualquer jeito. Mas com nossas emissões de gases na atmosfera provavelmente estamos acelerando e alterando o curso dessas mudanças

.
O que pode causar certo pânico é que a humanidade provavelmente nunca viveu uma mudança tão forte dessas desde sua existência – curta como o último dia em relação a um ano inteiro – veja a curiosidade no fim do post). E, para nós, é muito difícil conviver com a incerteza, algo que nenhum humano antes de nós tenha dito como é.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

POST 54: OS 10+ PAÍSES VERDES



10 – Suécia (68.82 pontos)

População: 9,379,116
Área: 443,016 km²
PIB per capita: $33,686
O esforço em adotar fontes alternativas de energia é um dos pontos que garantiu a presença da Suécia entre os dez primeiros colocados do ranking. Há cidades, como Borás, que praticamente são livres de lixo porque reciclam a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população transformando-os em energia. A produção de bioenergia abastece casas, estabelecimentos comerciais e até mesmo frotas de ônibus, que integram o sistema de transporte público.

Mas essa geração limpa não nasceu de forma espontânea, ela foi implementada para atender uma rigorosa legislação que proíbe a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia. A Suécia foi também um dos primeiros países onde as leis de conservação da floresta entraram em vigor, em 1886. Essas leis estipulavam que áreas desmatadas deveriam ser reflorestadas. Atualmente, a cobertura florestal corresponde a 69% do território do país.





9 – Reino Unido (68.82)

População: 62,218,761
Área: 244,840 km²
PIB per capita: $32,187
Depois da Eco-92, no Rio de Janeiro, e da segunda Conferência Ministerial para a Proteção das Florestas na Europa, ocorrida em 1993, o governo adotou uma política para promover o uso sustentável das florestas com o objetivo de implementar o manejo sustentável e assegurar uma expansão constante da cobertura florestal.

Nos últimos anos, o Reino Unido vem oferecendo generosos incentivos para o desenvolvimento de tecnologias ambientais, que vão do tratamento de água à reciclagem, a fim de atender às rígidas metas nacionais e da União Europeia para redução de emissões. Entre o G8, o país é líder no combate às mudanças climáticas.





8 - Itália (68.9 pontos)

População: 60,483,521
Área: 300,906 km²
PIB per capita: $26,753
Em ritmo de preservação, a Itália tornou-se o primeiro país da Europa a banir as sacolas de polietileno. A proibição nacional começou a valer em janeiro de 2011. Desde então, as lojas italianas, que utilizavam 20 bilhões de sacolas por ano (o maior índice europeu), só podem oferecer sacos de papel, pano ou de materiais biodegradáveis.

Palco recente de uma tragédia com riscos ambientais graves (de um possível vazamento de óleo do Costa Concordia), a Itália ocupa o nono lugar do ranking EPI. Diante do naufrágio do cruzeiro em uma ilha paradisíaca de rico ecossistema, o governo italiano resolveu enrijecer as regras de navegação na costa e limitar a aproximação de grandes embarcações da costa.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

POST 39: INFOGRÁFICO - A VERDADE SOBRE 95% DOS PRODUTOS VERDES


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

POST 35: AS EMPRESAS DE T.I QUE MAIS APOSTAM EM SOLUÇÕES VERDES


São Paulo – Com a indústria de TI em expansão e a multiplicação de novos servidores, que aumentam a pressão sobre a demanda de energia, torna-se cada vez mais crítica a necessidade de manter o setor sustentável .



Algumas empresas já fazem a sua parte, conforme mostra o ranking Leaderboard TI Cool, do grupo ambientalista Greenpeace, que classificou as 21 grandes empresas de TI por suas iniciativas verdes e potencial para influenciar as decisões globais sobre energia e clima. Também são levados em conta os esforços dessas empresas para reduzir emissões e aplicar soluções de energia inteligentes em suas linhas de produção, além do apoio que dão às políticas ambientais.


Segundo Gary Cook, analista internacional do Greenpeace, os gigantes da tecnologia têm uma real oportunidade de influenciar a maneira de se produzir e utilizar energia. “O setor de TI gosta de se considerar visionário mas se mantém muito inerte enquanto a indústria de energia ‘suja’ continua exercendo influência indevida no processo político e nos mercados financeiros”, afirmou durante lançamento do guia.

POST 34: QUANTO VOCÊ PESA PARA O PLANETA??? FAÇA O TESTE!



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domingo, 12 de fevereiro de 2012

POST 33: INFOGRÁFICO - A INTERNET ESTÁ MATANDO O PLANETA


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