quarta-feira, 23 de maio de 2012

POST 109: 20 IDEIAS DE NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS

Uma academia, um salão de beleza ou uma papelaria? Durante a Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada de 13 a 22 de junho no Rio de Janeiro, o Sebrae vai apresentar aos participantes iniciativas com foco nesse tema. É o caso das 20 Ideias de Negócios Sustentáveis, que reúne informações, orientações e dicas essenciais para quem pretende abrir uma empresa ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável.

“Hoje, produtos sustentáveis representam um importante nicho de mercado. No futuro próximo, será mais do que um nicho; será padrão exigido pelos consumidores. Há muitas oportunidades de negócios a explorar”, avalia o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Criado em 2007, o espaço que reúne as Ideias de Negócios aparece entre os links mais acessados do Portal Sebrae. Com média de duas mil visitas por dia, o endereço virtual traz informações úteis a quem pensa em se dedicar ao empreendedorismo.

Com ênfase no desenvolvimento de atividades sustentáveis, as 11 ideias que já estavam no catálogo foram atualizadas e mais nove, criadas. Sugestões para lavanderia, pousada, indústria de reaproveitamento de resíduos, organizadora de eventos carbono neutro e carpintaria verde fazem parte da lista.

“Essas ideias resultam de pesquisas e trazem orientações sobre questões referentes ao espaço físico adequado, número de empregados, equipamentos principais e valor do investimento, dentre outras. Têm a finalidade de estimular os empreendedores brasileiros a considerarem práticas sustentáveis como algo fundamental para que seus negócios se desenvolvam”, destaca o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.

De acordo com o viés de sustentabilidade da Rio + 20, o pacote de informações ficará disponível apenas em formato digital, para evitar consumo e desperdício de papel. Os visitantes da conferência poderão consultar o material por meio de tablets, no espaço da Feira do Empreendedor Rio +20, que será montado no Parque do Flamengo, Zona Sul do Rio. Os conteúdos também serão incorporados ao Portal Sebrae.

Negócios Sustentáveis:

• Lavanderia
• Pousada
• Fábrica de Cerâmica
• Fábrica de Embalagens Ecológicas
• Fábrica de Aquecedor Solar
• Restaurante Natural
• Lava-Jato
• Produção de Biojoias
• Hotel Fazenda
• Reciclagem de lixo eletrônico
• Gráfica
• Fábrica de Cosméticos Ecológicos
• Indústria de Pavimento Ecológico
• Fábrica de Calçados Ecológicos
• Retífica Ecológica
• Indústria de Reaproveitamento de Resíduos
• Coleta e Reciclagem de Resíduos da Construção Civil
• Carpintaria Verde
• Fábrica de Conservas
• Organizadora de Eventos Carbono Neutro


segunda-feira, 21 de maio de 2012

POST 108: PORSCHE REVELA SUPERESPORTIVO "VERDE" DE R$ 1,7 MILHÕES



A Porsche revelou ontem imagens do protótipo Porsche 918 Spyder, considerado o carro “verde” mais potente e caro da fabricante. Com lançamento previsto para o Salão de Frankfurt de 2013, o modelo híbrido deverá chegar ao mercado custando 645 mil euros, cerca de 1,7 milhão de reais.

Em fase final de testes, essa máquina sustentável vem com três motores, sendo dois de propulsão elétrica e um terceiro a combustão, que juntos entregam potência máxima de 780 cavalos.

Aos afortunados que já encomendaram o modelo, as primeiras unidades (cerca de 900) devem chegar até o final deste ano.

Segundo a marca alemã, o carro, que possui carroceria em fibra de carbono, vai de 0 a 100km/h em apenas 3 segundos. No modo elétrico, o veículo percorre até 25 quilômetros com velocidade máxima de 150km/h. Já na condução híbrida, consome 1 litro para rodar 35 quilômetros.

“O que estamos fazendo com o 918 Spyder é redefinir e promover a eficiência, a diversão e o desempenho”, explicou Wolfgang Hatz, executivo da Pesquisa e Desenvolvimento da Porsche.


FONTE:
EXAME

quinta-feira, 17 de maio de 2012

POST 107: BIOMEMITISMO: INVENÇÕES INSPIRADAS NA NATUREZA. SHOW!


Não precisamos inventar uma forma de mundo sustentável – ela já existe: a natureza!” disse Janine Benyus.

Benyus é uma grande estudiosa sobre os fenômenos naturais que podemos “copiar” para desenvolver uma forma de vida humana que seja mais compatível com o planeta terra. Em bilhões de anos, a natureza já aprendeu o que funciona e o que não funciona e sabe entrar num equilíbrio constante e ativo que deverá ser exemplo para as novas invenções do homem.

Este princípio deverá mover a próxima revolução científica e deverá basear tanto o desenvolvimento das pequenas coisas (micro) como também o desenvolvimento humano na terra (macro), que na verdade estão intrinsecamente integrados.

Invenções Biomiméticas

Velcro:
O velcro foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele observou no microscópio as pequenas sementes de Arctium, que grudavam constantemente do pêlo de seu cachorro.

Descobriu filamentos que terminavam em pequenos ganchos que geravam uma potente aderência. Assim, ele teve seu momento de “Eureka!” e desenvolveu o eficiente velcro, utilizado tanto no vestuário como na indústria em geral.
Pequenos ganchos de Arctium:

 
Imagem do velcro visto no microscópio:


O poder das formas – O Martelo inspirado em um Pica-Pau

A forma da cabeça e do corpo do Pica-Pau foi estudado para a invenção de uma martelo mais eficiente. Usar o poder das formas naturais para aumento de eficiência de equipamentos e produtos é algo muito utilizado na indústria, como o exemplo do uso das formas dos pássaros para melhorar a aerodinâmica dos aviões.

Leonardo Da Vinci já havia se rendido à sabedoria da natureza e observava constantemente suas formas para gerar idéias.

Bombas centrífugas, quando são projetadas utilizando as proporções da natureza encontrada em flores como o Copo de Leite, possuem uma eficiência aumentada em até 40%.

Geração de energia através de fotocélulas – Invenção inspirada nas asas da borboleta e folhas

 
A intensidade da radiação solar (radiância) na superfície terrestre chega até 1.000 watts por metro quadrado, o que representa um enorme potencial energético.

As placas com células fotovoltaicas, inspiradas no processo natural de transformação da luz solar em energia pelas folhas das plantas, geraram um grande avanço para a ciência de energia.

 
 
Agora, cientistas do Japão estão estudando as asas da borboleta como base para o desenvolvimento de células solares ainda mais eficientes.

Tudo Começa com o Design

O design é o princípio de tudo, se utilizamos combustíveis fósseis que poluem a atmosfera terrestre é porque o quesito “não poluir” não foi pensado no seu desenvolvimento. A era industrial trouxe muitas invenções que não tinham a natureza como base de criação e das quais nossa sociedade ainda é muito dependente.
 
William McDonough é um arquiteto que defende que tudo deveria ser pensado no design, para ele “não deveríamos nem pensar em desenvolver algo que não tenha no seu próprio conceito a natureza, suas inspirações e benefícios”. Uma mudança na mentalidade dos designers pode mudar os modos de produção e toda a estrutura e lógica dos negócios.

Tendo a natureza como base, podemos avaliar que os futuros “business” e produtos deverão ser baseados numa mentalidade menos linear e humana e mais cíclica e natural:



Fotos: Fast Company / Yourphotos / Robaid / Foolishmind

quinta-feira, 10 de maio de 2012

POST 106: PLANTA ARTIFICIAL GIGANTE PRODUZ ENERGIA SOLAR

O escritório britânico ZM Architecture criou uma tecnologia capaz de produzir energia solar a partir de imitações das plantas.

A Solar Lilly tem o formato de uma vitória-régia gigante de 30 metros de diâmetro. Ela fica ancorada ao leito do rio e contém pequenos motores internos para mover as placas e aproveitar os raios solares.


A Solar Lilly não necessita de grandes áreas reservadas para a produção energética. Além disso, as placas podem ser desmontadas e transportadas para outros locais. Dessa forma, elas podem ser instaladas nos ambientes com as condições mais propícias à produção da energia limpa, o que aumenta o aproveitamento.

O sistema de obtenção da energia a partir do Sol foi pensado para ser uma nova maneira de aproveitar os recursos naturais e dar utilidades aos rios sem agredir o meio ambiente. A tecnologia foi testada no rio Clyde, em Glasgow, na Escócia. O resultado foi tão positivo que despertou o interesse de outros países.

Em 2008, a novidade recebeu um selo de aprovação do International Design Awards e ficou em segundo lugar no concurso internacional Green Dot Awards. Depois disso, órgãos municipais e organizações da Ásia, Brasil, Europa e Coreia manifestaram interesse em utilizar a Solar Lilly.



FONTE: INFO

terça-feira, 8 de maio de 2012

POST 105: FABRICANTES DE CARROS CRIAM PADRÃO DE CARREGADOR ELÉTRICO

Audi, BMW, Chrysler, Daimler, Ford, General Motors, Porsche e Volksvagen se unem para criar um novo padrão de carregadores elétricos para os novos veículos. A intenção da padronização é facilitar a usabilidade dos sistemas, fazendo com que a recarga seja mais simples para o usuário.


O sistema será apresentado do Electric Vehicle Symposium 26, e poderá realizar vários tipos de recarga, incluindo um modelo rápido cuja recarga demora entre 15 e 30 minutos.

A Sociedade Internacional de Engenheiros aprovou o sistema, que adotará como padrão, e a Associação Europeia de Fabricantes de Veículos quer que o padrão seja utilizado em todos os veículos a partir de 2017. O grupo com as oito marcas acredita que os carros equipados com esse sistema devem começar a chegar no mercado em 2013.


FONTE:
ATITUDE SUSTENTÁVEL

segunda-feira, 7 de maio de 2012

POST 104: AS 5 MELHORES TRANSFORMAÇÕES DE DISCOS VELHOS EM PRODUTOS BACANAS

Depois de transformar aquelas velhas fitas k7 em chapéus que tal transformar seus velhos discos em outros produtos bacanas? Através do Upcycle várias empresas reaproveitam os discos descartados e os transformam em produtos atuais e duráveis, fizemos uma lista das 5 transformações mais bacanas:


#1 – Jóias e acessórios

 
Nada mais emblemático do que transformar um antigo disco em um colar estilizado da Lady Gaga não? A empresa Junk Prints fez exatamente isto. Utilizando discos a marca cria colares bem bacanas e descolados e que podem ser personalizados com um nome a sua escolha. Cada colar custa $36,00 e esta disponível através da loja virtual da empresa.



Já a Aroha Silhouettes desenvolveu uma coleção própria de brincos e colares utilizando também o disco como matéria-prima. As peças são cortadas a laser e são super bonitas de detalhadas.
 
#2 – Obra de Arte


 
O artista Jean Shin criou uma obra de arte simulando uma onda de discos e a entitulou de “Sound Wave”. A instalação foi exposta no Museu de Arte e Design de Nova Yorque.
 
#3 – Quadros

 
 
 
 
O designer Carlos Aires criou a coleção “Love is in the air” de quadros feitos com disco. Carlos se inspirou nas letras e conteúdo de cada disco e criou uma arte exclusiva para cada um deles, o resultado é bem interessante.
 
#4 – Bolsas

 
 
A empresa Momaboma criou uma bolsa super bonita utilizando o disco como peça central.
Aqui no Brasil você pode comprar a sua bolsa via internet por R$50,00 em média. Através dos comentários tive a indicação de duas empresas bacanas:

A Bolsa de Vinil trabalha com modelos próprios e oferece ao cliente a personalização da bolsa com o seu disco ou filme preferido.

A Menina Vinil possui uma grande variedade de bolsas super bonitas e ainda conta com uma linha de mochilas também feitas de vinil.
 
#5 – Tigela


Vai uma tigela de pipoca com Jazz? A Vynilux produz tigelas super bacanas só com discos de monstros do Rock e Jazz. É bom gosto e boa música a mesa =p!



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POST 103: HAIR GLASSES: ÓCULOS FEITOS COM CABELOS! FANTÁSTICO!


Quantas vezes por ano você corta o cabelo? E você já pensou para onde vai todo esse cabelo cortado? Pois Azusa Murakami e Alexander Groves, do Studio Swine, ficaram alarmados com aquantidade de fios desperdiçados todos os dias nos salões de beleza britânicos.


Assim, a dupla de designers de produto formados pelo Royal College of Art desenvolveu uma coleção sustentável de óculos de sol explorando o potencial do cabelo humano, batizada de Hair Glasses.



As madeixas são comprimidas com uma bioresina 100% biodegradável, confeccionando as armações. Além de sustentáveis, os acessórios são lindos! E olha a marca, que charme!

 







domingo, 6 de maio de 2012

POST 102: O FUTURO DOS HOTÉIS É VERDE








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sábado, 5 de maio de 2012

POST 101: FENÔMENO FAZ ENORME LAGO NA PATAGÔNIA DESAPARECER EM UM DIA

Em menos de um dia, o enorme lago Cachet II, na Patagônia chilena, desaparece por completo, um fenômeno impressionante que se acelera neste e em outros lugares devido à elevação da temperatura motivada pelas mudanças climáticas, explicam cientistas.
Pouco antes da meia-noite de 31 de março, o lago, que compreende 200 milhões de litros d'água, começou a se esvaziar de repente pela segunda vez no ano. Em poucas horas, ficou seco, só com algumas poças e muitos pedaços de gelo que se soltaram da geleira que o alimenta.
A assistente de pesquisas do Centro de Estudos Científicos (CECS), Daniela Carrión, estava no local fazendo uma pesquisa justamente quando o fenômeno voltou a acontecer. "Quando acordamos, vimos uma mudança no vale. As áreas por onde caminhávamos se inundaram e tudo se encheu de pedaços grandes de gelo. O esvaziamento tinha provocado uma grande fratura na geleira" que alimenta o lago, explicou Carrión à AFP.
O Cachet II se forma com o derretimento da geleira Colônia, que com suas enormes paredes de gelo também atua como muro de contenção. Mas o aumento das temperaturas fragiliza pouco a pouco o glaciar e quando não pode mais suportar a pressão do lago que represa, deixa sair a água por um túnel que se forma entre a rocha e a geleira.
A água chega de repente ao imponente rio Baker, que aumenta três vezes sua vazão habitual. Quando ocorre, automaticamente se ativa um sistema de alerta destinado a avisar à dezena de moradores que habitam a zona para que resguardem seus animais e se mantenham atentos ao aumento da vazão do rio, que ocorre em oito horas, o tempo que a água leva para chegar ao rio.
Na última vez, o desnível foi "superior a 31 m", de acordo com um informe da Direção Geral de Águas (DGA), que monitora o lago com um sistema por satélite. A rápida redução dos níveis "foi se refletindo no aumento das vazões no rio Baker no setor do rio Colônia, onde o volume aumentou, de aproximadamente 1.100 m³/s até 3.511 m³/s, registrando-se, assim, uma vazão três vezes maior do que o habitual", informou a DGA em um comunicado.
Nos últimos tempos, este tipo de drenagem súbita tem se tornado habitual em vários lagos alimentados por geleiras. De fato, o lago Cachet se esvazia, em média, três vezes por ano. Este ano o processo também aconteceu em 27 de janeiro e desde 2008, quando pela primeira vez o fenômeno foi registrado, se esvaziou 11 vezes.
Os cientistas alertam que os "desaparecimentos" repentinos deste tipo de lago podem aumentar devido ao aumento das temperaturas terrestres e devem ser vigiados para poder prever os efeitos para as comunidades vizinhas. Até agora, o esvaziamento do Cachet II não provocou maiores estragos, apenas uma grande curiosidade.
"Tem havido um aumento dos esvaziamentos. Os modelos preveem que, com o aumento da temperatura, estes fenômenos, chamados GLOFs (Glacial Lake Outburst Floods), serão mais frequentes", explicou à AFP o glaciologista especializado em mudanças climáticas do CECS, Gino Casassa.
Segundo Casassa, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 como coordenador do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, no Chile ocorreram 53 casos de esvaziamentos entre 1896 e janeiro de 2010, com uma aceleração na frequência nos últimos anos.
Este tipo de fenômeno não é exclusivo da Patagônia. Na Islândia costumam acontecer esvaziamentos por causa de degelos provocados pela atividade vulcânica, enquanto na cordilheira do Himalaia também "desaparecem" lagos, e segundo os especialistas, cada vez com maior frequência, devido às mudanças climáticas.
AFP
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Clique aqui para limitações e restrições ao uso.
RETIRADO DO PORTAL TERRA

sexta-feira, 4 de maio de 2012

POST 100: A CASA DO FUTURO É VERDE

Em uma área verde a duas horas do Rio de Janeiro começa a ganhar forma o que pode ser a casa do futuro. A água dos chuveiros e torneiras será reaproveitada para a descarga dos banheiros, e o esgoto passará por tratamento nas instalações de cada uma das oito residências do condomínio, na região de Pedro do Rio, distrito de Petrópolis.

O planejamento de iluminação, com amplas janelas e luzes de led de baixo consumo, deve reduzir a conta de energia elétrica em até 30%.
O aquecimento de água é feito com placas solares. Apesar do padrão sofisticado, não há previsão de ar-condicionado. Em vez disso, há um telhado com cobertura vegetal, que reduz em 30% a variação de temperatura em relação ao ambiente externo. A primeira casa está em construção, e os preços começam em 1,1 milhão de reais.

O projeto, uma exceção nos padrões brasileiros, segue regras que já vigoraram na Europa e nos Estados Unidos, onde há cerca de 200.000 construções com o selo Breeam (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), considerada a mais rigorosa certificação em matéria de exigências ambientais.

O condomínio Movimento Terras foi pensado para ser uma casa de campo de luxo. Mas morar e construir de forma “sustentável” caminha para ser o padrão em um futuro próximo. “Há quem pense que uma casa sustentável é algo de garrafas pet. Definitivamente, não é o caso”, diz o arquiteto Sérgio Conde Caldas, que coordenou os projetos do empreendimento.

O modo de vida em um mundo mais preocupado com o meio ambiente passa, necessariamente, por transformações na forma de morar e fazer casas. O padrão de edificação nos dias de hoje é algo altamente poluente – ou, para usar a palavra do momento, insustentável.

Prédios comerciais e residenciais são responsáveis por 40% do consumo anual de energia do mundo, por um terço dos recursos naturais consumidos pela sociedade – incluídos na conta 12% de toda a água potável da terra – e por 40% do lixo sólido. Os recursos são consumidos de forma inadequada na construção e ao longo da vida útil dos imóveis, com o alto consumo de energia para climatização, iluminação e aquecimento de água.

A mudança no padrão mundial de edificação é uma recomendação da ONU para que o planeta ponha em prática a "economia verde", que estará em debate durante a Rio+20, em junho. De forma geral, conhecimento, técnicas e materiais para que casas e edifícios sejam ambientalmente mais adequados são conhecidos. Mas as experiências nesse sentido ainda são limitadas.

No Brasil, o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão, é considerado um exemplo de construção ‘verde’. No lugar de madeira, esquadrias metálicas; em vez de eletricidade para esquentar a água, energia solar. As medições de gás, energia e água são individuais – o que estimula cada família a controlar melhor o seu consumo.

As 1.840 unidades do Rubens Lara fazem parte do projeto do governo paulista que prevê a remoção de 7.760 famílias moradoras de áreas irregulares do parque Serra do Mar. O Rubens Lara foi reconhecido pelo programa Iniciativa de Habitação Social Sustentável (Sushi), que faz parte do programa da ONU para o meio ambiente.

O estado de São Paulo tem investido na construção de casas ambientalmente corretas desde o governo passado. “As moradias têm inovações que passam pelo aquecimento solar, pé direito com cerca de 2,60 m (os convencionais têm 2,40), janelas maiores para ajudar a ventilar e iluminar”, explica o secretário estadual de Habitação de São Paulo, Silvio Torres.

Com as mudanças, afirma Torres, houve redução de 30% no consumo de energia nessas residências. De 2009 a 2012, foram construídas 60 mil unidades habitacionais verdes bancadas pelo estado.

Como trata-se de exceção, a construção de um edifício sustentável hoje ainda é cerca de 10% mais cara. Os benefícios vêm depois, com os gastos menores nas contas de consumo e na manutenção. O presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, Marcelo Takaoko, enxerga benefícios além da economia.

O investimento nessa tendência de construção, afirma, facilita a manutenção, reduz a incidência de doenças e estimula a família no emprego e na escola. “Se você entrega uma casa com sistemas mais práticos, até nos materiais de limpeza há economia. A tendência mundial hoje é aumentar as moradias. Em uma casa com padrões mínimos de conforto, fácil de manter e limpar, as famílias produzem mais, crianças aprendem melhor”, acredita.

Ainda são poucas as edificações brasileiras com certificados de sustentabilidade. O selo LEED, um dos mais conhecidos, foi dado a apenas 500 prédios no país. Márcio Santa Rosa, engenheiro e coordenador da pós-graduação Economia e Gestão da Sustentabilidade na Construção Civil, da UFRJ, que também é gerente do plano de sustentabilidade do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016, calcula que metade desses “comprovantes verdes” esteja em São Paulo.

“É difícil popularizar porque há um custo. Mas as classes média e alta estão tendo maior aceitação hoje. Em parte, por uma expansão da consciência ecológica, mas também porque chegam ao mercado produtos ‘verdes’ com maior qualidade. Em São Paulo, há mais prédios com certificação porque há uma expansão da construção para a classe A e pela existência de muitas multinacionais que querem manter o padrão usado lá fora”, explica Santa Rosa.

Ainda assim, no Brasil, somente 1% das construções de médio e alto padrão têm selo de sustentabilidade. Nos EUA e na Europa, isso representa cerca de 15% do mercado imobiliário. Aproximadamente 500 edificações brasileiras estão na fila para reivindicar o selo Leed, o que demora dois anos para ser expedido.

No Rio, em 2007, havia apenas dois prédios com certificação. Chicago, que competia com o Rio para sediar as Olimpíadas de 2016, tinha mais de 600. O Comitê Olímpico Internacional (COI) exige construções verdes. Tanto que, em Londres, uma das técnicas usadas no Parque Olímpico foi a colocação de telhados verdes, que reduzem a temperatura em até três graus.

De volta à realidade brasileira, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Enquanto na cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016 ainda vigora uma lei que obriga os novos prédios a terem quarto de empregada, na Europa de forma geral uma habitação reformada ou nova só pode ser erguida ou modificada se tiver padrões mínimos de eficiência, sobretudo energéticos. Caso contrário, a prefeitura não dá autorização para habitar.

A proposta da ONU para as edificações ‘verdes’ começa pelo poder público. As recomendações das Nações Unidas são para que prédios públicos, como hospitais e grandes edifícios, sejam o ponto de partida para uma mudança de padrão. Afinal, é preciso criar escala para que produtos e normas ambientalmente corretas sejam também rentáveis.

Enquanto a indústria não faz a virada, a preocupação ambiental se mantém no campo das exceções. As oito casas do condomínio Movimento Terras foram projetadas desde o início de acordo com preceitos de interferência mínima no meio ambiente. Isso significa, por exemplo, construir com mínima interferência no terreno, considerando para o empreendimento o movimento dos ventos e todo o ambiente ao redor – exigências para a certificação Breeam.

Conde Caldas explica que, desde o início, a ideia foi construir de forma sustentável, mas tendo o conforto como um diferencial. “Não queríamos construir de forma artesanal. Procuramos os fornecedores e conseguimos envolver os fabricantes no projeto. O objetivo não é fazer uma vez diferente e isso se perder. Queremos desenvolver conhecimento e estabelecer um novo padrão de construção”, explica o arquiteto.

O conforto térmico permitiu eliminar o ar-condicionado. “Se o comprador quiser, pode até instalar, mas não previ isso no projeto, de propósito”, diz Conde Caldas. A água da chuva é captada no telhado para reaproveitamento no jardim, sem tratamento. Já a água “cinza”, ou seja, usada nos chuveiros e torneiras, é reaproveitada na descarga, depois de tratamento.

Cada casa tem uma pequena estação de tratamento de esgoto (ETE). A previsão é de que a economia de água e energia nas unidades do Movimento Terras seja de 30%. Todo o aço usado é reciclado, as madeiras e outros materiais têm comprovação de origem.

O mercado de construção tem itens que permitem, mesmo em uma reforma, reduzir o consumo e o impacto ambiental de uma casa ou apartamento normal. Entre eles, estão as válvulas de descarga com dois níveis de acionamento, lâmpadas de led, painéis de aquecimento solar e janelas com vidros que reduzem o aquecimento causado pela luz solar, sem escurecer tanto o ambiente.

“O diferencial ambiental é um argumento a mais para a venda, mas ainda não é algo que motive isoladamente a compra. Mas o que percebemos é que faltam alguns passos para que a cultura de construções ambientalmente corretas se consolide no Brasil”, avalia Patrícia Judice, que gerencia as vendas do empreendimento.


FONTE: VEJA
29/04/2012

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